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terça-feira, 7 de abril de 2015

RESSIGNIFICANDO O FRACASSO - José Carlos De Lucca


“O fracasso deve ser nosso professor, não nosso coveiro. Fracasso é adiamento, não derrota.” Denis Waitley

A palavra “fracasso” adquiriu um aspecto emocional demasiadamente pesado em nossa vida. Nos dicionários, fracasso é, em geral, definido como “mau êxito”, “malogro”. Mas, em nossa vida emocional, fracasso parece ir muito além disso.
Para centenas de pessoas com as quais tenho tido contato em razão de meus livros e minhas palestras, observo que o fracasso se assemelha a uma “sentença de morte”. Quem experimenta o fracasso se considera morto ainda estando vivo. E o pior de tudo é que acaba providenciando o próprio enterro!

Precisamos reconsiderar essa sensação de “quase morte” que o fracasso produz em nós. Denis Waitley, respeitável escritor norte-americano, afirma que o fracasso não pode ser nosso coveiro, isto é, a experiência malsucedida não pode sepultar os nossos sonhos. Quem enterra seus sonhos morre junto com eles. Infelizmente, há muita gente viva enterrada pelo coveiro chamado “fracasso”.
Diz o Dr. Waitley que o fracasso deve ser o nosso professor. Ele nos mostra apenas onde erramos, não que jamais deveremos tentar outra vez. Talvez o fracasso nos diga assim: “Desse jeito não dá certo. Tente de outro modo. Aprimore-se, você vai acertar da próxima vez!”

Fracasso também não significa derrota final. Ele apenas sinaliza que, no momento, não deu certo, por não termos feito tudo o que era preciso fazer para alcançar o êxito esperado. A realização de nossos sonhos foi apenas adiada para o futuro, e não cancelada definitivamente. O verdadeiro fracasso que alguém pode experimentar é julgar-se fracassado para toda a vida. O malogro é uma experiência passada, não um decreto para o futuro.
Quem fracassou uma vez está muito mais preparado para a vitória do que aquele que nunca tentou. A vitória pertence não àqueles que nunca erraram, mas àqueles que nunca desistiram, apesar dos erros que, certamente, experimentaram. É um engano acreditar que pessoas de sucesso são aquelas que sempre acertam na primeira tentativa. As maiores personalidades do mundo no campo das artes e da cultura, do comércio e da indústria também experimentaram insucessos. A diferença é que elas não desistiram de seus sonhos e começaram de novo, com mais sabedoria e vontade redobrada.

O orgulho é o maior inimigo diante de nossas quedas. Ele nos dá a ilusão de que somos infalíveis e de que sempre agimos acertadamente. Quando constatamos, porém, que fracassamos porque somos imperfeitos, além da angustiante sensação de decepção que isso nos causa, o orgulho fará de tudo para que não tentemos outra vez, porque ele nos faz acreditar que, novamente, vamos nos dar mal. E assim é que milhares de pessoas estão vivendo: não são vítimas do fracasso, são vítimas do seu próprio orgulho! Se não mudarem, passarão o restante da vida lamentando a queda, sem se levantarem do chão da derrota, porque temem cair outra vez.
A humildade é a chave que nos leva à vitória nessas ocasiões. Admitir que somos seres em processo de evolução, que sabemos algumas coisas e desconhecemos outras tantas, de modo que o erro faz parte desse processo, é o caminho que fará do fracasso o tijolo do sucesso que a vida nos reserva. É preciso que não paremos de tentar, até acertar!

Vamos jogar o orgulho fora? Que tal irmos à luta, cantando com o Gonzaguinha esta gostosa e animada canção?

"Eu acredito
É na rapaziada
Que segue em frente
E segura o rojão
Eu ponho fé
É na fé da moçada
Que não foge da fera
E enfrenta o leão
Eu vou à luta
É com essa juventude
Que não corre da raia
A troco de nada
Eu vou no bloco
Dessa mocidade
Que não tá na saudade
E constrói
A manhã desejada..."

(Trecho da canção “E vamos à Luta”, de Gonzaguinha.)





Excerto do livro “Socorro e Solução”, de José Carlos De Lucca.
À venda nas melhores livrarias ou pelo link:

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