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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

JESUS, O REDENTOR - Mensagem do espírito José do Patrocínio por Adeilson Salles

foto: dollar photo club

Jesus, o Redentor

            A mediunidade é a tribuna venturosa de onde o mundo espiritual proclama a continuidade da vida.

            E é por ela que os espíritos comprometidos com a reforma do mundo vem cantar a nova aurora.

            São chegados os tempos da grande libertação, que não se dará com a alforria dos corpos, mas com o fim da escravidão das mentes.

            Desde muitos séculos o egoísmo é o Senhor Escravocrata que ainda domina o pensamento humano.

            As religiões que dominam o cenário planetário seguem proclamando a barganha material pelas conquistas espirituais.

            Esquecidas de que, Jesus pede-nos a edificação do reino dos céus na intimidade do ser.

            Nos tempos atuais, as correntes do ego aprisionam a grande multidão de alienados dos valores da alma na senzala do consumismo desenfreado.

            Embora a noite se adense, o Espiritismo está no mundo como archote bendito para guiar o homem pela senda da libertação.

            Jesus trouxe-nos a senha, a lei áurea, o código da nossa alforria:
            Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei

            O homem moderno se escraviza voluntariamente ao tronco das paixões torturantes, ao sexo desvairado, a vida niilista.

            Não obstante seja essa a realidade, o Espiritismo quebrou os grilhões da ignorância ofertando a todos os corações de boa vontade o caminho libertador, a porta estreita a que se referiu Jesus.

            O Consolador prometido veio escancarar as portas da senzala para libertar a todos, todavia, o fim da escravidão se dá no esforço individual da autoiluminação.

            O fim das teologias escravocratas, aquelas que inibem o pensamento humano está próximo.

            O amor e a caridade devem reger essas transformações.

            O coração do homem é a grande lavoura, onde Jesus, o Redentor, aguarda para o plantio do bem e da paz.

            A chibata da dor cumpre seu papel de despertador das consciências, mas a aurora da liberdade irá raiar para os que compreenderem a urgência do trabalho em si mesmos.

            Embora as portas da senzala estejam escancaradas, grande parte da mole humana se mantém voluntariamente encarcerada no tronco dos desejos vis.

            Hoje a mediunidade é a tribuna pela qual me manifesto com a mesma veemência e sonho de liberdade que sempre acalentou minha alma.

            Hoje me valho dos recursos psíquicos do médium para grafar essas palavras, não como espírito redimido, mas como mais um aprendiz, que desperta de um longo período de escravidão.

            Jesus é o Redentor, Allan Kardec o agente da libertação das consciências.

            Com o coração jubiloso e feliz pela oportunidade de trabalho que nos chega, posso respeitosamente parafrasear a passagem de Jesus, quando da cura de alguns corpos, mas como mensagem para cura e libertação do espírito.

            Em algumas ocasiões, Jesus indagava, narram os evangelistas:
            ─ Tu crês que eu te posso curar?

            Com o advento do Espiritismo Jesus vem nos indagar:
            ─ Tu crês, que eu te posso libertar?

            Sim! Ele pode nos libertar, mas a libertação se dá pelo trabalho incessante, pela vitória sobre si mesmo.

            As correntes que nos aguilhoam a alma estão dentro de nós, são pesadas e densas, mas “o amor cobre a multidão de pecados” (Jesus), e esse mesmo amor nos liberta do mais terrível escravagista, o orgulho.

            Jesus nos acena com a era da liberdade, os novos tempos, onde o pensamento, vinculado ao amor e ao trabalho construirão o mundo regenerado.

            Subo e subirei repetidas vezes no púlpito mediúnico para gritar com toda força do meu coração:
            
                   Jesus é o Redentor e o Evangelho a lei áurea para nossas vidas.




            José do Patrocínio
            
            Verão 2016

            Médium Adeilson Salles




quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

NA HORA DO ADEUS - pelo espírito Luiz Sérgio por Adeilson Salles



Na hora do adeus

            Não existe nada que se possa comparar com a surpresa da continuidade da vida.

            Ainda hoje, passados mais de quarenta anos da hora do meu adeus, e por mais que eu esteja adaptado do lado de cá, e estou, repercute em meu coração, quando lembro, o momento daquele “adeus”, que hoje eu sei que foi um até breve.

            A morte é tão surpreendente, porque a gente quando desencarna fica com aquele sentimento de querer revelar ao mundo o seu profundo mistério para os que ficaram na estação material.

            Me recordo que em alguns momentos da minha mudança para cá, nas horas mais difíceis eu me pus a gritar:
            “Estou vivo, eu vejo vocês, sinto saudades...”

            Desejo explicar isso de maneira mais simples: é como se existissem “fios” invisíveis de amor que não se rompem quando não fazemos mais parte do grupo dos “vivos”, aqueles que ficaram na “estação do adeus”.

            Funciona assim: quando alguém pensa na gente com amor e carinho esses “fios” vibram de ambos os lados e experimentamos alegria e paz, embora exista a saudade.

            Quando os pensamentos são de desespero, esses “fios invisíveis” se tornam densos e elásticos e nos arrastam pelas vias da amargura, das lágrimas e da revolta.

            É como sentir um puxão bem forte e por mais que se queira fica difícil resistir.

            Só mesmo o tempo para ajustar esses “fios invisíveis”.

            A aceitação com gratidão acomoda tudo no devido tempo.

            O que mais venho observando nesses dias de transição é a falta de espiritualidade no coração das pessoas.

            Muitos jovens chegam do lado de cá com vínculos densos a lhes prenderem na retaguarda dos prazeres e vícios.

            Além das lutas intensas para superar a revolta dos familiares, o mais grave é a falta de preparo para se viver a hora do adeus.

            Será que o homem ainda não compreendeu que ele não está na Terra para ficar?
            Todos irão viver o seu adeus, porque faz parte da vida esse momento.

            Alguns têm seu momento de forma repentina e surpreendente, outros dão seus adeuses à medida que a enfermidade vai vencendo as forças físicas.

            Ter consciência da partida a qualquer instante deveria ampliar o sentido de fraternidade entre as pessoas.

            Deveríamos aproveitar todos os instantes para amar sem cobranças e sem exigências.

            Quantas dores, quantas lágrimas, quanta revolta na vida daqueles que se acreditam detentores das coisas do mundo.

            Equipes espirituais se desdobram em ações emergenciais para minimizar a loucura que se abate sobre uma família quando alguém vivencia a hora de dar adeus.

            Sempre falta alguma coisa, um abraço que não foi dado, um sentimento mal resolvido, uma palavra esquecida.

            Estou aqui sem o corpo físico e o que nos une é o psiquismo do médium que escreve o que lhe passo, acredite nessas palavras.

            Não desdenhe desses sinais de alerta.

            Viva com profundo respeito pela vida, pelas pessoas a sua volta, pelo planeta que te acolhe.

            Nunca se imagine superior a quem quer que seja, quanto mais nos acreditamos superiores aos outros, maior será a nossa decepção ao descobrir que temos de verdade apenas o amor que carregamos em nosso coração.

            Cada palavra, cada gesto infeliz bate às portas da nossa consciência na hora do adeus.

            É algo surpreendente a rapidez dos nossos pensamentos, e a capacidade do espírito em rever seus registros emocionais.

            Nesse exato momento, no instante em que você lê essa mensagem, milhares de pessoas pelo mundo estão vivendo o momento do seu adeus.

            Talvez até alguém que você conheça.

            Procuremos viver em plenitude, em comunhão com Deus, em sintonia com o bem.

            Quando chegar o momento de atravessar as aduanas da morte, o que carregarmos dentro do coração será o passaporte para a paz.

            Na hora do adeus você virá sozinho para sua pátria verdadeira.

            Aproveite cada novo dia, pois ninguém sabe quando será o momento de dizer adeus.

            Viva na fé, viva no bem!

            
            Luiz Sérgio  por Adeilson Salles

           
            Verão de 2016