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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

MANJEDOURA E CORAÇÃO


Mensagem do espírito Frei Luiz, recebida pelo médium Adeilson Salles.

MANJEDOURA E CORAÇÃO

Novamente, a noite natalina se anuncia nos convidando às profundas e necessárias reflexões acerca do nascimento de Jesus.
As cidades se enfeitam e o mundo ocidental comemora o aniversário do homem de Nazaré.
Há pouco mais de dois mil anos, o céu da Palestina se iluminou com a passagem da estrela anunciando a chegada do Salvador.
Israel aguardava a chegada do Messias que viria ao mundo conquistar e demonstrar o poder temporal.
Roma seria subjugada e, de força opressora, passaria à condição de oprimida.
Entendiam os hebreus que um Messias de verdade ocuparia um trono na Terra.
O Império Romano, por certo, transformar-se-ia em um novo império, agora hebraico para servir aos judeus.
Não obstante, fosse essa a crença alimentada pelos hebreus, o reino que se anunciava não era desse mundo.
Belchior, Baltazar e Gaspar seguiram a estrela de Belém e testemunharam que o Rei dos Reis iniciava seu reinado em uma manjedoura.
Era noite de natal!
Para a humanidade o começo de um novo tempo. A era do amor, do perdão e da paz.
Hoje, se anuncia novamente o natal. E a estrela de Belém iluminará o céu de nossas esperanças, nos convidando a renascer.
O tempo é de renascimento. E é importante observar o que o exemplo de Jesus nos ensina:
A humildade é a grande riqueza!
O trabalho é o bem maior!
A família é a fortaleza espiritual para os nossos corações.
É natal!
Somos os convidados imortais, presentes na ceia de ontem e de hoje.
Cumpre aprendermos a renascer na manjedoura de cada dia.
No instante da prova, busquemos a manjedoura da paciência.
Quando a dor nos visitar, fortaleçamo-nos na manjedoura do trabalho.
A humildade é abrigo seguro, onde o espírito se fortalece nas provas e desafios de cada dia.
É natal!
O menino Jesus nasceu e solicita o colo do nosso coração, a fim de crescer em nossa alma.
Paz na Terra aos espíritos de boa vontade!

Frei Luiz

Mensagem recebida em reunião mediúnica do CEAC – Centro Espírita Amor e Caridade de Olinda- PE, pelo médium Adeilson Salles.

            

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

INSENSIBILIDADE E ZUMBIS


INSENSIBILIDADE E ZUMBIS

Rotineiramente me encontro envolvido com as atividades de socorro e amparo a crianças e jovens que voltam da Terra para o mundo espiritual.

Não é novidade que em sua grande maioria eles chegam aqui totalmente aturdidos e perturbados, sem qualquer noção a respeito da continuidade da vida.

Nos desdobramos de maneira a auxiliar nessa transição, que por si só na maioria das vezes é brusca.

São tantos os que não demonstram qualquer reação, mesmo quando são recebidos por parentes que os precederam na viagem de volta ao mundo espiritual.

Registramos de maneira a lamentar, a indiferença que acomete muitos corações em trânsito entre os dois planos da vida.

Muitos jovens assemelham-se aos famosos “zumbis” que o cinema retrata, e que uma vida de desamor cria.

Eles não reagem às manifestações de carinho, não registram as demonstrações de afeto, e hipnotizados pela indiferença experimentam estados de apatia letárgica.

O amor, assim como outros sentimentos nobres, deve ser exercitado. A alma foi criada por Deus, que é amor, para amar.

O mergulho na carne, na experiência das vidas sucessivas, que tem como propósito a evolução dos espíritos tem tragado continuadamente muitos jovens para a vala da indiferença pela ausência de uma educação.

Os lares se encontram fragilizados, à mercê dos modismos que sequestram a identidade psicológica em formação.

O mundo infantojuvenil se encontra sitiado por hábeis processos de manipulação mental direcionados a crianças e jovens, a fim de manter os usos e costumes consumistas.

O coração pequenino enregela-se tornando-se refratário às mensagens de amor, que propõe o desenvolvimento da alma em direção a Deus.

Nossas palavras têm o desejo de alertar a todos os educadores sobre o grave momento desses tempos de transição.

Em visita a muitos lares para trabalho de socorro e esclarecimento, já encontramos crianças dividindo o copo com os pais em conúbio vicioso. É a instalação gradual do reino da indiferença.

Os valores dando lugar ao desvalor, e os processos mórbidos se instalando nas almas infantis.

Ao lado da glamorização da rebeldia sem sentido, da destruição dos valores familiares que corrompem a sociedade moderna, uma geração de “zumbis” está nascendo.

Eles se alimentam do gozo, são escravos do hedonismo, não se recordam de Jesus.

Muitos religiosos são os responsáveis pelo apartamento de crianças e jovens da mensagem cristã, pois ao apresentarem a mensagem do Cristo, transformam-na em instrumento de segregação.

O jovem não consegue coadunar seus sentimentos e desejos com um projeto de vida que lhe roube o tesouro da juventude.

Cabe a nós outros, mesmo dentro das limitações que nos caracterizam, envidar esforços para apresentar Jesus em sua essência libertadora para a juventude.

O reino da indiferença que se ergue deve ser substituído pelo mundo da compaixão e do amor.

O escândalo já está acontecendo. E sua necessidade foi predita por Jesus, mas a situação atual não pode servir para imobilizar os corações de boa vontade.

A insensibilidade, que gera a indiferença, tem na caridade o antidoto para combater esse mal.

A indiferença da falta de tempo é assimilada por crianças e jovens a partir do próprio lar.

A indiferença e o desinteresse pelo que os filhos fazem na calada da noite, pelos programas que assistem na TV, pelo mundo virtual em que transitam, pelas companhias em que andam nas baladas, certamente faz nascer e crescer esse sentimento nos corações mais fragilizados e destituídos de valores cristãos.

Unamos nossos esforços para que crianças e jovens tenham despertados em seus corações o sentimento do bom Samaritano, para que possam se importar pela dor e sofrimento do outro.

Cabe-nos trabalhar na educação cristã ensejando desenvolver o senso de caridade na intimidade de cada ser.

Que Jesus, o excelso educador, nos inspire.

Ivan de Albuquerque 

Mensagem recebida pelo médium Adeilson Salles.

Dezembro/2016

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

DEUS E A CHAPECOENSE



Deus e a Chapecoense

 Dr. Ricardo Di Bernardi 
     
Nos dias que se sucederam ao infeliz episódio do desastre aéreo que ceifou dezenas de vidas da querida Chapecoense, nós tivemos a oportunidade de escutar inúmeras opiniões, conceitos e explicações extremamente tímidas no que concerne às causas espirituais do lamentável evento.

Desde as primeiras obras psicografadas por Chico Xavier no século passado já eram mencionados os fenômenos de fluxo das energias, as sintonias entre campos vibratórios do psicossoma e o magnetismo impresso nas moléculas do corpo espiritual. Campos energéticos que atraem outros semelhantes pelo automatismo da Lei de Ação e Reação. Estamos em pleno século XXI e, constrangidos, observamos o deficiente conhecimento desta fenomenologia por significativo segmento de estudiosos do mundo extrafísico. 
Associando-se ao precário estudo, há uma excessiva preocupação a não atribuir-se o fenômeno da “culpa” às vítimas, correlacionando o fato às vidas pretéritas. Prefere-se uma postura semelhante às religiões tradicionais, entendendo que o fenômeno decorreu do livre arbítrio de todos e de uma mera fatalidade. A Doutrina Espírita não é assim.
          
É verdade que a espiritualidade superior não arquiteta uma meticulosa ação que reúne num mesmo lugar, culpados de ontem para se tornarem vítimas de iguais sofrimentos causados a terceiros. Sucede sim, outro fenômeno. A Espiritualidade Superior procura amparar amorosamente àqueles que trazem em sua estrutura, em seus tecidos perispirituais, o magnetismo que os ligará automaticamente a um determinado fato.  
      
Os campos vibracionais do corpo espiritual são geradores de ondas que exteriorizam arquivos pretéritos e essas energias buscam, pelo automatismo da natureza, situações pontuais.
             
Também, é verdade que atribuir a mera causalidade fatos de tamanha gravidade como desencarnes coletivos, seria demonstrar o desconhecimento da Lei Universal e do mecanismo perfeito e automático da dinâmica energética que rege a todos os seres que geram com  atos, pensamentos e sentimentos. 
          
Em função da falta de profundo mergulho em obras como “Mecanismos da Mediunidade” e “Evolução em Dois Mundos” lemos posturas, aparentemente modernas, de críticas às explicações do resgate coletivo, tais como no circo em Niterói R.J., quando o emérito Chico Xavier recebeu, psicograficamente, informações de que também em um circo romano aquelas pessoas teriam participado de atrocidades.  
              
Existem no corpo astral de cada um de nós trilhões de núcleos energéticos que armazenam os detalhes do “modus vivendi” das mais longínquas encarnações. Cada núcleo destes emite uma frequência de onda com características específicas. O conjunto dessas energias gera uma vibrante psicosfera que determinará fragilidades, tendências, vocações e valores, os quais pela “Lei de Ação e Reação” proporcionam altíssimas probabilidades de sermos atraídos a determinados eventos. Isto é o que pode ter acontecido. 
            
Acima de tudo, é o momento de irradiarmos energias de amor, carinho e amparo a simpaticíssima delegação da Chapecoense que continua viva, na dimensão extrafísica, sendo acolhida por parentes e amigos do mundo astral. 
     
A movimentação psíquica de solidariedade que receberam de todo o planeta os facilitará a se adaptarem mais rapidamente à nova vida, que com certeza será bela e agradável após a recuperação do trauma.
   
Quiça, muitos destes atletas, dirigentes e jornalistas podem ter sido instrumentos de Deus para mobilizar as melhores energias mentais no planeta, sim, pois há tempo não se via tantas pessoas no mundo emanarem amor, em ondas de luz e essas energias contribuíram em uníssono para a melhoria da psicosfera do planeta.

Queridos amigos da chapecoense: muito obrigado!
Felicidades a todos!
A morte não existe!   
Dr. Ricardo Di Bernardi

Homeopata

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Cientista que descobriu relação da zika com a microcefalia é contra o aborto


Documentário mostra rotina de bebê com microcefalia
e depoimento da médica Adriana Melo



Cientista que descobriu relação da zika com a microcefalia é contra o aborto

Adriana Melo alerta que apenas 1% dos casos de mulheres infectadas com zika vírus resultam em bebês com microcefalia. Outra preocupação da médica é que a discussão em torno da liberação do aborto nesses casos tire o foco do tratamento das crianças que nasceram com a doença.


Adriana Melo foi a primeira pesquisadora que relacionou o vírus zika à microcefalia, quando a doença que, hoje, assusta as gestantes, disseminou no País. A especialista em medicina fetal e presidente do Instituto de Pesquisa Prof. Joaquim Amorim Neto (Ipesq), sediado em Campina Grande, Paraíba, comprovou laboratorialmente que o líquido amniótico de uma gestante que teve o filho com microcefalia estava infectado pelo vírus.

Um ano após a descoberta, a médica acompanha 86 crianças que nasceram com microcefalia. Ela explica que a identificação de crianças afetadas ainda na gestação pela infecção deve ir muito além da fita métrica, que mede o tamanho da cabeça. Adriana explica que os especialistas já usam o termo Síndrome Congênita do Zika, para identificar crianças que foram afetadas pelo vírus ainda na barriga das mães.

A médica expõe sua preocupação com relação à discussão em torno da liberação do aborto em mulheres grávidas que tiveram zika. Segundo ela, apenas 1% das mulheres com zika vão ter bebês acometidos pela doença. “Se partir do princípio que todas as mulheres que tiverem zika forem abortar, quer dizer que 99% dos bebês abortados serão normais. Se for esperar que apareçam na ultrassonografia, isso só vai acontecer com 20 semanas, ou seja, cinco meses”, alertou Adriana.

Em entrevista exclusiva a Agência da Boa Notícia, a especialista destacou, ainda, que discutir a questão da liberação ou não do aborto nesses casos tira a atenção do que é mais urgente, em sua opinião, que é o tratamento das crianças que já nasceram com a síndrome. “Minha maior preocupação é com as crianças que já completaram um ano e estão sem assistência adequada”, afirmou.

ENTREVISTA
(Agência da Boa Notícia) 

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve colocar em julgamento, no dia 7 de dezembro de 2016 (mas, com possibilidade de adiamento), uma ação em favor da liberação do aborto em mulheres grávidas que tiveram a zika. Qual é sua opinião sobre essa discussão?

Adriana Melo –
 Eu sou a favor da vida. Além disso, apenas 1% das mulheres com zika vão ter bebês acometidos pela doença. Se partir do princípio que todas as mulheres que tiverem zika forem abortar, quer dizer que 99% dos bebês abortados serão normais. Se for esperar que apareçam na ultrassonografia, isso só vai acontecer com 20 semanas, ou seja, cinco meses. Minha maior preocupação, porém, é com as crianças que já completaram um ano e estão sem assistência adequada. Na hora que liberarem o aborto, vão esquecer essas crianças. Isso vai tirar foco do principal problema. Existem crianças no Brasil todo sendo esquecidas. O aborto como centro dessa discussão pode até permitir que as mães não tenham esses bebês, mas e as crianças que já nasceram e precisam de cuidados? As primeiras mulheres que não tiveram a chance de se proteger, que doaram seu material para estudo, serão esquecidas.

(ABN) – Considerando essa perspectiva que a senhora traçou, qual foco a sociedade deveria dar a essa discussão?


A.M –
 Primeiro deveríamos nos concentrar no combate ao mosquito. O segundo foco seria dar atenção a essas crianças. O tempo vai passando e elas vão perdendo essa atenção. A gente faz campanha pra elas, pois elas foram essenciais. Mas, qual foi o retorno que a sociedade deu a elas? Agradecemos porque elas ajudaram? Eu acompanho 86 crianças de Campina Grande e cidades vizinhas. Vejo o sacrifício dessas mães. Devemos nos questionar sobre o quanto devemos a essas mulheres.

(ABN) – Apesar dos importantes pontos levantados pela senhora, a discussão em torno da liberação do aborto nesses casos deve acontecer o STF.


A.M –
 Sim, mas esse não é o momento. Não é hora de discutir a liberação do aborto nesses casos. A gente não conhece a doença. Não sabemos nem se vão ter mais casos. Estamos discutindo incertezas. É muito cedo para levantar esse debate. Se pessoas querem abortar, devem levar em consideração esses dados, de que apenas 1% das mulheres com zika vão ter bebês com microcefalia. Isso quer dizer que de 100 mulheres com essa infecção, apenas uma criança terá problemas. O exame que tem hoje comprova apenas se a mulher teve zika. O grande problema é que se você fizer ultrassonografia com três meses não vai ver se o bebê tem microcefalia. Aos cincos meses, quando o diagnóstico é feito, é mais arriscado um aborto. Quanto mais tarde, mais complicado é o aborto. Como pessoa que se envolveu diretamente com a zika, gostaria que o foco fosse a assistência a essas crianças que já nasceram.

(ABN) – Em outras entrevistas, a senhora chegou a dizer que as suas sextas-feiras eram tristes, pois era o dia da semana que costumava informar o resultado das ultrasssonografias de suas pacientes. Como é essa rotina atualmente?


A.M – 
Toda sexta continuo com as ultrassonografias. No entanto, diminuiu os casos de zika. Minha sexta está mais tranquila. Até agora tivemos apenas três casos novos. A tendência é diminuir e ter apenas casos isolados.



Reprodução Agência da Boa Notícia www.boanoticia.org.br