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sábado, 25 de fevereiro de 2017

DIVALDO FRANCO FALA SOBRE O CARNAVAL





CARNAVAL
A palavra Carnaval, segundo alguns linguistas, é composta da primeira sílaba de velho provérbio latino: Carne nada vale (carnis levale), também interpretado como “festa do adeus à carne”.
Equivale dizer que se deve aproveitar a vivência carnal para desfrutar-se até a exaustão os prazeres sensuais proporcionados pelos festejos.
A sua origem perde-se na poeira dos tempos, inicialmente entre os egípcios, em festa de homenagem a Ísis, mais tarde entre os judeus, os gregos, os romanos (as saturnais) até quando a Igreja o aceitou... Posteriormente, passou a ter aspectos mais amplos e Paris encarregou-se de divulgá-lo ao mundo. Na atualidade, o Brasil é o grande campeão do Carnaval, e, segundo o Guinness Book, o do Rio de Janeiro é o maior do planeta, com dois milhões e duzentos mil foliões, seguido pelo de Salvador, Recife, Olinda...
É a grande bacanal em que tudo é válido, desde que proporcione prazer.
À medida que os valores éticos foram perdendo a força do equilíbrio e da razão, tornou-se a grandiosa exposição de erotismo e de vulgaridade, a prejuízo da sensatez e da dignidade.
Realmente, não é o Carnaval o responsável pelos descalabros a que grande parte da sociedade se permite, mas, sim, a oportunidade para desvelar-se, cada qual, da persona que lhe oculta o ser profundo.
Objetivando ser uma catarse a muitos conflitos, momento de liberar-se da melancolia, de distrair-se, de sorrir e bailar, quase numa peculiar maneira de terapia do júbilo, os instintos primários assumiram o comando do indivíduo, fazendo-o liberar-se das paixões inferiores, por intermédio do exibicionismo e do total abuso sexual. Ao mesmo tempo, a fim de contrabalançar os limites orgânicos, as libações alcoólicas, as drogas de estímulo com graves consequências, os relacionamentos apaixonados e perigosos, a violência que se faz liberada pelos transtornos da personalidade.
Considerando-se a falsa finalidade do Carnaval, a festa em si mesma proporciona alegria, liberação de pequenos traumas, diverte, desde que vivenciada com equilíbrio e moderação. Transformada, porém, em elemento de sensualidade e de exorbitância do prazer, produz mais danos que satisfações, porquanto, logo passa, mas os hábitos e licenças morais permanecem, transformando a existência em um carnaval sem sentido, mais animalizando os seus adeptos.
Nessa efusão de promiscuidade a que muitos se permitem, o contágio de enfermidade infectocontagiosas, de transtornos emocionais e sonhos que se tornam pesadelos são os frutos amargos da grande ilusão.
Se desejas alegrar-te e participar dos desfiles alegóricos, ricos de beleza e de nudez erótica, procura manter o equilíbrio, lembrando-te, porém, de que és imortal.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 23-02-2017.
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11 comentários:

  1. concordo tento que meus filhos não tenham gosto pelo carnaval nos dia de hoje não vale a pena tento distrair para outros lados de diversão mais saudavel e com menos perigos na tv não assistimos ao carnaval a outros canais te filmes e desenhos pois suas idades são de 9anos os mais velhos ja não tem interesse porque nunca mostrei interesse nesta comemoração

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  2. Muito bem explicado, infelizmente o maior sentido do carnaval, se perde no momento em que a razão do divertimento, substitui as ações inconsequentes.

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  3. Perfeito este comentário de Divaldo, com seria bom q os exagerados acordassem, e vivessem as oportunidades com respeito e responsabilidade.

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  4. Tila Gomes de Moraes25 de fevereiro de 2017 18:33

    Sensacional!!! Concordo em gênero número e grau!!!

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  5. Parabéns excelente artigo, muitos não sabem que festa é essa, que causa tanta destruição de famílias é muito triste ver um país onde se falta tantas coisas apoiar uma imoralidade como essa... onde um país que não tem condições de dar o mínimo a sua população mas gasta milhões com tanta baixaria...parabéns pelo artigo!

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  6. Sem levar em conta miheres de empregos gerados, promoção de educação básica, investimemto e incentivo no esporte, pesquisas para poder um samba de enredo que consiga convencer um jurado compententíssimo nas mais diversas instâncias do conhecimento... e com clara intenção de condenar, concordo com você Divaldo.

    Mas fica claro que se trata de um julgamento a priori, sem a menor preocupação em informar com imparcialidade e justiça.

    Perdão se o meu comentário não agrada por divergir, mas como titmista de uma bateria de escola de samba, posso dizer que aprendi muito sobre igualdade, solidariedade, união, humildade... na dedicação e compromisso, mesmo que em se tratando de uma festividade.

    Paz de Cristo!

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  7. Bom dia Isaac, pelo que entendi Divaldo faz referência aos exageros que cometemos no culto ao corpo, nas promiscuidades a que nos submetemos durante esse período que nos acarreta danos morais.

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  8. Palavras sábias deste que é um dos expoentes dá espiritualidade no Brasil.Ouvi-lo e seguir suas orientações só nos traz equilibrio e paz. Ele sabe o que diz e exemplifica em sua vida. Obrigada Divaldo! Vida longa e com saúde!
    Parabéns ao jornal que publicou está maravilhosa mensagem,

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  9. O carnaval de São Paulo teve duas escolas que surpreenderam. Uma delas homenageou a mãe de Jesus de uma forma muito delicada , excluindo as fantasias eróticas, com pouca roupa. A outra escola de samba fez homenagem aos animais dando ênfase ao seu protetor São Francisco de Assis excluindo as fantasias feitas de penas e couro de animais mostrando a necessidade que temos em protege-Los. São sinais de mudança, de conscientização ?
    Será que estamos humanizando essa festa popular? Quem sabe são sinais de evolução do Espírito. Tomara que sim . Pelo nosso bem.

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  10. eu vou sempre no Esfarrapados, do Bixiga, e não tem essa bacanal, há bebezinho de colo e idosos, o pessoal vai pra brincar só.

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  11. O problema maior, não é a festa, e sim a falta de equilíbrio dos equivocados, com a vida. Brincar, dançar, faz parte das necessidades do ser, o que está fora é a distorção que hoje fazemos de qualquer momento, que deveria ser de harmonia e se torna de desespero.

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