sexta-feira, 14 de setembro de 2018

OS CATALISADORES DA NOVA ERA



OS CATALISADORES DA NOVA ERA

Segundo o Espírito Emmanuel, no livro A Caminho da Luz, a comunidade de espíritos puros a que pertence Jesus, se reuniu nas proximidades da Terra apenas duas vezes. Na primeira vez, na ocasião da formação do orbe, quando a Terra se desprendia da nebulosa solar; na segunda vez, quando se decidiu a vinda do Cristo à Terra, certamente para organizar e planejar a chegada do Mestre.

Não é novidade para ninguém que Jesus inaugurou um ponto de transição que provocou a aceleração moral no mundo. 

O nascimento do Cristo  marcou o início de uma nova fase para a humanidade.

Com a sua chegada, o homem teve acesso a um novo código moral, diferente do que se pregava até então. Conheceu uma nova prática religiosa, diferente daquela que era vinculada apenas aos cultos nos templos. Jesus nos apresentou a religião que se cultuava dentro do coração.

Até a época do Cristo, a humanidade precisava de códigos civis duros, para manter a ordem social. Estes, por sua vez, precisavam estar fundamentados numa base religiosa rígida, que apresentava uma divindade punitiva e censora, para endossar os líderes populares e manter os costumes dos povos da época.

A forma como o Deus da antiguidade era apresentado, duro e sem admitir erros ou pecados contra os seus mandamentos, era necessária em um mundo segmentado e igualmente cruel.

Segundo os registros bíblicos, essa crença existe desde a desobediência de Adão no paraíso, há mais de quatro mil anos.

Atualmente, a ciência já descobriu que os homens habitam a Terra há pelo menos 200 mil anos. Bem antes da cronologia apresentada no velho testamento.

Isso nos leva a entender que se passaram aproximadamente, 198 mil anos até a chegada do Cristo aqui na Terra.

Certamente, não há qualquer exagero em dizer que, apenas nesses dois mil anos, a humanidade evoluiu moralmente mais do que em todos os outros dois mil séculos da existência humana. 

Dessa forma, cada ano de conhecimento e reflexão moral da Era Cristã, pode ter representado um avanço de um século, quando comparado a todo o período que a humanidade esperou para conhecer a mensagem de Jesus.

O Cristo trouxe uma ruptura aos costumes de seu tempo. Apresentou ao mundo a lei de perdão aos pecados e destruiu a discriminação vigente na época. 

A expressão simplificada do que Jesus representava, foi contada no Evangelho de Lucas. Quando se hospedou na casa de Zaqueu, um publicano cobrador de impostos, ele foi criticado por todos porque escolheu ficar na casa de um pecador, contrariando as leis e os costumes.

Ali, na casa do chefe dos cobradores de impostos, Jesus exemplificou que a sua palavra não era para encher os religiosos de belas doutrinas, muito menos apenas para motivar aqueles que já tinham entendido a  natureza da sua mensagem.

Ele poderia ter se hospedado na casa de um seguidor, ou de algum simpatizante, mas mostrou com aquele ato que o Evangelho é para quem precisa e para quem acredita que merece as bênçãos da vida. Subindo na árvore para ver Jesus, Zaqueu mostrou atitude. 

A inauguração dessa Nova Era da humanidade foi o ponto de partida para a transição do planeta, para mundo de regeneração. 

Foi o alerta de que deveríamos fazer o bem, não porque precisávamos seguir corretamente as regras para não sermos punidos, mas porque se tratava de uma lei natural do criador, nosso pai de amor e bondade.

Saímos lentamente de uma sociedade controlada pela necessidade de seguir ordens rígidas para iniciamos uma época de lucidez, na qual fazer ao outro aquilo que desejamos que nos façam, foi um passo além da regra de ouro, que dizia para não fazer ao outro aquilo que não desejamos que nos façam.

Pouco importa os enganos e desvios que a mensagem do Cristo sofreu ao longo do caminho. Afinal, no Evangelho de João (14: 25 e 26), ele prometeu o Consolador, que viria nos ensinar o que ele não ensinou e viria relembrar tudo que ele nos dissera.

Em 1857, com a publicação do Livro dos Espíritos, inaugurou-se mais um novo ciclo rumo à transição planetária. 

Com a chegada do consolador prometido, reunindo os trabalhadores da última hora sob sua égide, a mensagem de Jesus foi resgatada em sua pureza. Após a retirada de todas as alegorias, dogmas e distorções históricas, a Doutrina Espírita se deteve principalmente no estudo e interpretação dos ensinamentos morais do Cristo. Esses permaneceram inalterados ao longo do tempo e constituem o maior legado que o nosso Mestre nos deixou, que são as lições para nos tornarmos pessoas melhores.

A Doutrina Espírita existe há pouco mais de 160 anos. Ao longo desse curto espaço de tempo, nos revelou coisas extraordinárias sobre a nossa natureza espiritual e nos apresentou o resgate da mensagem do cristianismo primitivo, cultivando a caridade como a verdadeira base da religião cristã.

O homem levou aproximadamente 500 mil anos para evoluir naturalmente da condição rústica de homo erectus para homo sapiens. Essa mudança biológica se deu lentamente, ao longo do tempo, por meio de algumas alterações genéticas.

A evolução moral da humanidade também se deu lentamente, acompanhando, de alguma forma, as evoluções biológicas e sociais. 

Levamos quase 200 mil anos migrando de formas religiosas primitivas até que o mundo estivesse maduro para receber a mensagem do Cristo e inaugurasse um novo conceito de relação com a divindade. 

Em apenas dois mil anos, Jesus conseguiu transformar todo o código moral da humanidade e separar a nossa história cronológica e espiritual em duas grandes fazes: antes e depois do Cristo. 

Quase dois mil anos depois a Doutrina Espírita surgiu  para catalisar o processo de transição para o mundo de regeneração e continuar o trabalho iniciado pelo Mestre. 

Os espíritas, os chamados trabalhadores da última hora, ocupam importante posição nesse processo de aceleração da mudança do planeta.

Jesus não pode esperar mais. Já tivemos alguns percalços no caminho, mas chegou a hora de levar a influência do Cristo para todas as instituições humanas. 

A humanidade já tem os conhecimentos morais, biológicos e psicológicos, necessários. Diferente das outras épocas, já sabemos o que temos que fazer.

Não temos mais o direito, perante os planos da divindade, de esperar pacientemente mais milhares de anos, para que as mudanças aconteçam.

Precisamos impactar as pessoas com o testemunho do exemplo. Levar a palavra de Jesus para todo o mundo, mas, acima de tudo, devemos ter o comprometimento de fortalecer as nossas próprias zonas de convivência humana.

Só assim que a Doutrina seguirá sua marcha na velocidade planejada pelos governadores espirituais do nosso planeta.

Para isso, os centros espíritas precisam estar preparados. Necessitam estar inseridos no nosso tempo, para que aqueles que chegam pela dor ou pela curiosidade, assim como outrora, encontrem as cadeiras ocupadas por homens de bem, que, somados a muito amor no coração, estejam conectados com os conhecimentos atuais e as transformações do mundo.

Essa é uma necessidade essencial para que o movimento espírita se fortaleça. Para que os simpatizantes e trabalhadores do Espiritismo, se sintam abraçados e integrados, o mais breve possível, ao dever com Jesus. Em especial os jovens das novas gerações, que precisam encontrar um ambiente familiar e propício ao desenvolvimento espiritual. 

As instituições que ficaram no passado e não se dedicaram a acompanhar a evolução social e pedagógica, como Kardec prometera que a doutrina faria, não serão capazes de despertar o interesse e permanência de espíritos de uma nova ordem evolutiva, que estão encarnando no planeta há alguns anos.

O Cristo tem pressa. 
Sem dúvida, a maior alavanca de transformação do mundo é o amor e a dedicação ao outro. Contudo, assim como os livros foram essenciais para a divulgação do propósito do cristianismo e depois do Espiritismo, temos a obrigação de utilizarmos as ferramentas disponíveis atualmente, para ampliarmos a velocidade da multiplicação da Boa Nova.

Não há mais tempo para tantos enganos. Não podemos permanecer apenas na limitação de práticas passadas e excluir a tecnologia, a chamada revolução digital, de dentro das nossas atividades doutrinárias de divulgação. 

A Doutrina Espírita possui o melhor conteúdo de conhecimento já sintetizado na história da humanidade. Não há presunção alguma em dizer isso, porque ela é obra das entidades superiores que planejaram as nossas revoluções espirituais.

O nosso papel agora é utilizar nosso compromisso com o Espiritismo para nos conectarmos. Precisamos empenhar mais esforços para vencer nossas barreiras e limitações. De outra forma, corremos o risco de atrasar esse processo de catálise da nossa transição planetária, que começou há 161 anos e no qual temos o compromisso de liderar.

Precisamos nos preparar mais e assumirmos o nosso papel de catalisadores da Nova Era.

Nós espíritas, pedimos para estar aqui neste momento, para acelerar a chegada do mundo de regeneração.


Os tempos são chegados!

(Jaime Ribeiro)                             
                              

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

AS PEQUENAS MORTES QUE ANTECEDEM O SUICÍDIO - Adeilson Salles

AS MORTES EMOCIONAIS


O auto extermínio não ocorre de um momento para o outro.

O suicídio antes de acontecer é permeado por outras mortes que vão tecendo as malhas depressivas que gradativamente envolvem o jovem ou o adulto.

Um ato de desespero dessa ordem vai acontecendo primeiramente na alma do suicida.

Ele vai sepultando suas esperanças e sendo abatido lentamente por fatores exógenos.

Não temos como sondar o coração das pessoas, por mais que acreditemos que essa ação devastadora não encontre explicação, pois muitos julgam esse ato uma atitude covarde.

Frustrações, expectativas, complexos variados e dificuldades no campo sexual são alguns dos componentes que enredam a criatura humana em pensamentos suicidas.

Percebe-se com muita clareza que a alma humana que fundamenta seus valores, apenas nos prazeres medíocres que o mundo vende não tem estrutura psicológica para se manter equilibrada ante a gangorra dos ciclos da vida nesses tempos.

O egoísmo entronizado no coração da mole humana, o hedonismo adotado como pedagogia de vida.

Egoísmo e prazer, fatores de grande poder de destruição do psiquismo daqueles que não conseguem entender que a vida primeiramente é tudo aquilo que cultivamos dentro de nós.

Famílias e mais famílias são arrebatadas pelo tsunami da vida voltada apenas para os valores perecíveis da matéria.
O homem moderno está doente, preso a um padrão comportamental enfermiço.



É a febre do ter, ter cada vez mais para preencher a falta de valores que minimamente apascentem as inquietações do espírito.

Quanto mais a incerteza toma conta das mentes, mais o vazio cresce e é preciso beber a água da ilusão, que é salgada e consequentemente não sacia o ser espiritual.

Famílias abastadas onde não falta absolutamente nada em termos material, veem seus filhos atirarem-se dos arranha céus num voo que reflete o grande grito de socorro.

A dor interna é tamanha que é preciso aniquilá-la de qualquer jeito.

Precisamos urgentemente de mais humanidade entre nós.

Aprender o valor da compaixão, disseminar o exemplo de ser bom e digno.

Essas ações nascem no coração do homem a partir dos próprios lares.

A indiferença com o semelhante desconhecido também mata quando somos ausentes da vida dos que comungam o mesmo teto que nós.

Todos os dias chegam notícias de jovens que creem voar para o nada suicidando-se e nesse gesto deixam um rastro de perplexidade para os que ficam.

É preciso prestar atenção nas pequenas mortes emocionais que ocorrem ao nosso lado, para prevenir dores maiores.

O suicídio pode ser evitado, evitando-se a indiferença com a dor emocional alheia.

O que pode parecer pueril aos nossos olhos, por vezes é momento devastador na vida dos que convivem conosco.

Nosso amor e compaixão podem "ressuscitar" corações queridos das imperceptíveis e pequenas mortes desses tempos de desamor.

Adeilson Salles



quinta-feira, 16 de agosto de 2018

UMA CARTA DE RAUL TEIXEIRA - Jaime Ribeiro



Era uma tarde de domingo quente em Recife. 

Naquele dia eu estava muito animado para ver, novamente, um dos melhores oradores espíritas do Brasil. 

Apesar da minha pouca idade, dezessete anos, já tinha assistido inúmeras palestras doutrinárias, incluindo as fabulosas falas que foram destaques do Congresso Internacional de Espiritismo, em Brasília. 

Preparei-me cuidadosamente para ir a FEP, a Federação Espírita Pernambucana, que fica no Bairro da Encruzilhada, em Recife. Coloquei uma roupa especial, fiz uma prece e me dirigi para o ponto do ônibus. 

A comunidade espírita pernambucana estava em festa. O conferencista fluminense Raul Teixeira falaria para um grande público naquele dia. 

Ao longo do caminho, só pensava em sentar nos primeiros lugares, para poder olhar de perto aqueles olhos verdes penetrantes de Raul e absorver tudo que ele tinha para nos falar. 

O sonho da minha vida era ser igual ao Raul. Estudar a doutrina espírita ainda mais do que eu já estudava, para que eu pudesse absorver e aprender o máximo possível da sua mensagem, para mudar a vida das pessoas; consolar aqueles que estivessem aflitos e gritar para o mundo que a morte não existia e que éramos muito maiores do que conseguíamos ver ou tocar. 

Eu era um adolescente curioso, que adorava entender as possibilidades do espírito e do chamado mundo paranormal. Mas, desde criança, sonhava em pesquisar sobre a vida em outros planetas e divagava sobre questões filosóficas simples. 

Antes de conhecer a doutrina espírita, com quase treze anos de idade, me dedicava a ler sobre ciências ocultas, astrologia e predições. Achava todo aquele conhecimento fantástico, mas minha alma científica ainda observava todo aquele conteúdo com certa desconfiança, como se estivesse faltando um elo para me conectar àquela cadeia de conhecimentos. 

Naquela época de muita curiosidade, conheci o espiritismo. 

Em um dos muitos dias da minha pré-adolescência, no qual me desentendi com a minha mãe, achando que não era amado ou compreendido, me retirei para a casa da minha avó, Cleonice. 

Na tarde seguinte, minha avó não quis me deixar em casa sozinho, senão eu acabaria com toda comida da casa em apenas uma tarde, portanto, não teve outra saída a não ser me levar com ela, para a sua tarefa de caridade na Creche Espírita Missionários da Luz, no Bairro do Pina, em Recife. 

Chegando lá assistimos à palestra juntos. A abertura foi a leitura do livro Sinal Verde, do espírito André Luiz, por Chico Xavier; seguida pela explicação do livro O que é o Espiritismo, de Allan Kardec. 

Após a ótima fala da palestrante, olhei para ela e pedi: 
- Vó, por favor, compra esses dois livros para mim? - Ela me falou que tinha em casa e poderia me emprestar. Claro que não acreditei nela. Estava acostumado com os adultos dizendo que compram depois e esperam as crianças e jovens esquecerem-se da promessa. rss ...Quando chegamos à casa dela, para minha surpresa, ela os tinha. Li o livro de André Luiz em apenas uma tarde e o outro em uma semana. 

Foi assim que me tornei espírita. 

Naquela semana, consegui encontrar a lógica que sempre procurei nos textos espiritualistas e nas religiões tradicionais que não me convenciam com seus dogmas, adorrnos e rituais. Hoje eu respeito qualquer manifestação religiosa, do fundo do meu coração, mas como criança tinha muita dificuldade em entender o senta e levanta das cerimônias. 

A palestra de Raul foi maravilhosa. Abordou a necessidade do investimento de tempo dos adultos para apoiar e desenvolver a juventude espírita e da observação da codificação espírita para sustentar o desenvolvimento de todos os aspectos da doutrina. No final, aplaudimos todos de pé. 

Quando terminou, ao invés de ir para casa, fui direto para a casa da minha avó, contar como havia sido a reunião. Falei sobre a forma maravilhosa no qual Raul expõe a doutrina e contei que eu e alguns amigos estávamos organizando um grandioso evento para jovens espíritas. Disse animado que o meu plano era convidá-lo para ser o palestrante da abertura. 

O plano era fazer um evento no estilo do antigo Forespe, ou parecido com o atual Simespe, mas todo concebido pelos jovens. Entendíamos que, apesar de os adultos saberem que precisavam olhar para a juventude e a infância, a forma como enxergavam nossas necessidades de engajamento com a doutrina eram diferente da maneira que nós mesmos nos enxergávamos no movimento. Em nossa opinião, era preciso mais do que salas de evangelização ou chamar o departamento de DIJ ou de mocidade. Queríamos voz e mais conteúdo para a juventude. 

A minha avó, simpaticamente falou: - O Raul está hospedado na casa da minha grande amiga Darci, lá em Olinda, bem ao lado daquela minha casa antiga. Você quer encontrar com ele? 

Eu nem acreditei naquilo. Achei que era brincadeira, mas minha avó não era muito adepta à piadas. Eu só achava aquilo impossível. Claro que respondi que sim. Imediatamente ela ligou para sua amiga. Após cinco minutos, desligou o telefone e disse: - Junior, o Raul estará esperando por você amanhã à tarde, às 15 horas. 

No outro dia à tarde eu estava lá, pontualmente. Quando surgiu na sala o Raul. Com uma camisa clara quadriculada, uma calça marrom e uma sandália de couro, parecia que estava na própria casa e, como diria Divaldo Franco, vestido de forma simples, mas distinta. Apresentamo-nos e logo em seguida, falei sobre sua palestra do dia anterior, comentando alguns pontos mais impactantes para mim. Falei que gostava da forma como ele apresentava o pensamento de Kardec e a necessidade do movimento espírita retornar sempre à consulta da codificação, quando houvesse algum ponto de dúvida. 

Falei para ele da necessidade do estudo das obras de Kardec, numa época em que as instituições da época, pareciam ter encontrado mais facilidade de aplicação doutrinária, em especial aos assuntos que concernem à prática mediúnica. Em seguida, contei sobre o plano do evento, apresentando-o a programação do mesmo. Comentei que a principal motivação daquela grande reunião era conscientizar os jovens sobre a necessidade de estudo das obras básicas, para que o espiritismo não sofresse qualquer adaptação ou mudança de rumo, por causa de qualquer afastamento do pensamento do codificador. 

Após a nossa conversa agradável sobre o movimento espírita, ficamos de conversar sobre o evento após alguns meses e trocamos endereço para correspondência. 

Disse para Raul que pretendia escrevê-lo, sempre que houvesse alguma dúvida sobre grandes questões. Naquela época, não existia e-mail, muito menos celular, imaginem Whatsapp! Rs 

No outro dia, tive mais uma surpresa. A minha avó me ligou e disse que tinha um recado dele para mim: - A Darci me ligou e disse que o Raul ficou muito feliz com a conversa que vocês tiveram. Falou que ficava muito animado em conhecer jovens que estudavam a doutrina com tanto entusiasmo. - Em seguida, minha avó me falou outra coisa que ele me falou. Como uma predição que eu não contarei aqui nesse relato. 

Eu fiquei muito feliz com o que ele disse. Não sei se era algum tipo de vaidade, alegria ou felicidade. Orei. Senti-me recompensando pela dedicação à doutrina e agradecido pela benção de ter sido apresentado a esses conhecimentos maravilhosos que mudam a vida das pessoas. 

Durante muito tempo me perguntava o que aquilo queria dizer. Se eu seria famoso, se eu seria um grande médium, ou coisa desse tipo, mas logo percebi que aquele recado era uma mensagem que demoraria o tempo de Deus para se encaixar. 

Alguns meses depois, recebi uma carta de Raul. Nessa missiva ele falava a mesma coisa que a Darci tinha falado para a minha avó e me dizia que estava disponível. Que no dia que chegasse o grande momento que ele me falou, eu o escrevesse para dizer se ele estava certo, na sua previsão. 

Aos 21 anos fundei um grupo de estudos espíritas, em seguida entrei na faculdade de engenharia, comecei a namorar, me afastei do movimento, por falta generalizada de agenda. Aos poucos fui me afastando e o mundo me levando. Fui morar no exterior, voltei, comecei a trabalhar 15 horas por dia, esqueci da minha espiritualidade. Aos 24 anos eu estava completamente fora do movimento espírita, mas a doutrina continuava dentro de mim. 

Após quase trinta anos, encontrei com o Raul ao lado de Divaldo no camarim do Simespe. Olho nos olhos dele e digo: - Você me escreveu. Eu gostaria de dizer que fiquei anos longe, mas que há dois anos estou de volta. Fui carregado nos braços pelo Luiz Saegusa e pelo Rossandro Klinjey. A doutrina me recebeu como quem recebe o filho pródigo de volta. Voltei devagarinho, acanhado e de cabeça baixa, mas, nesse pouco tempo de retorno, já fiz palestras em quatro cidades diferentes do mundo, incluindo Londres, Chicago e Nova York. Raul, a hora que você previu está chegando. Este ano eu lanço meus dois primeiros livros e pretendo servir ao Cristo com todo o meu amor e energia. Com a pressa de quem está atrasado, mas com a certeza de que a confiança da espiritualidade amiga está ao meu lado. 

No Simespe de 2019 eu quero dizer ao Raul, olhando nos seus olhos: - Você estava certo. A sua previsão era verdadeira!

Jaime Ribeiro


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Veja as fotos da Bienal do Livro de São Paulo 2018.

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Rossandro Klinjey em São Paulo e Santo André, sábado, 28 julho de 2018 - 16h e 19h


SANTO ANDRÉ 

Dia 28 de julho - Sábado - 16h
Grupo Espírita Joanna de Ângelis
IMPORTANTE: SERÁ DISTRIBUÍDO SENHAS
Rua Cel PM Celestino Henrique Fernandes, 420 
Santa Maria - Santo André - SP
Tel. 11 4473-2024

SÃO PAULO

Dia 28 de julho - Sábado - 19h
Centro Espírita A Caminho da Luz
Entrada: 1 Kg de alimento em prol do Nosso Lar
Av. Sapopemba, 648 - Água Rasa
São Paulo - SP
Tel. 11 2965-0317

Rossandro Klinjey é palestrante, psicólogo clínico, mestre em saúde coletiva e doutorando em Ciências da Educação. É autor dos livros As 5 Faces do Perdão, Help! me eduque e Eu escolho ser Feliz.

Fenômeno nas mídias sociais, seus vídeos já alcançaram mais de 100 milhões de visualizações.
Foi professor por mais de dez anos, quando passou a se dedicar à atividade de palestrante.
Hoje, atua nas áreas de recursos humanos, motivacional, liderança, perspectivas da educação, relações interpessoais, desenvolvimento emocional, gestão de pessoas, serviço público, cultura de paz, entre outros, no Brasil, EUA e Europa.

facebook.com/intelitera
www.intelitera.com.br




domingo, 22 de julho de 2018

DIVALDO FRANCO / JOANNA DE ÂNGELIS - PONTOS VULNERÁVEIS



PONTOS VULNERÁVEIS – JOANNA DE ÂNGELIS

Nas tuas fraquezas estão os pontos vulneráveis, que deves revestir de forças. Os pontos vulneráveis representam a resistência de toda maquinaria, a segurança de cada indivíduo.


Inevitavelmente, as tentações se te acercam, ferindo-te a vulnerabilidade no fulcro das tuas deficiências.


Se te agradam as sensações mais fortes, sempre as defrontarás, atraentes, envolvendo-te e atormentando-te.


Se te espicaçam o interesse – a ganância e a cobiça – respirarás no clima dos onzenários.


Se te interessam a maledicência e a impiedade, sempre descobrirás imperfeições e deslizes alheios que aos outros passam despercebidos.


Se preferes a ociosidade e o comodismo, encontrarás justificativas para a preguiça e o repouso exagerado.


Se te afeiçoas à enfermidade, anotarás distúrbios e deficiências orgânicas, onde os outros defrontam recursos para exercitar o equilíbrio e a disciplina.


Cada Espírito é colocado onde lhe cumpre progredir, vinculado aos recursos de que necessita para superar-se e reparar os compromissos infelizes do passado.


A reencarnação traz o aprendiz de volta à experiência malograda, a fim de que se fixem os valores positivos que deve investir na mudança do quadro de provações que lhe dizem respeito.


Tendências e aptidões, boas ou más, ressumam do pretérito espiritual a fim de serem aprimoradas, tornando-se valiosas conquistas que impulsionam ao progresso e à paz.


A tua segurança interior depende da tua inclinação e preferência, cabendo-te a tarefa de renovar as forças e vigiar as fraquezas que se transformam, com o tempo, em equilíbrio e vigor.


No que delinquiste, trazes a “marca” íntima.


Conforme te comprometeste, renasces, com a “matriz” de registro.


De acordo com o erro, volves aos sítios familiares onde deves repará-lo.


Assim também ocorre em relação às ações enobrecidas.


Elas te induzem ao crescimento espiritual com superação das próprias forças, na grande arrancada do Espírito.


Não te permitas concessões desconcertantes nem prazeres que anestesiam a razão e perturbam o sentimento.


Enfrenta as fraquezas, conscientiza-te dos teus pontos vulneráveis e constatarás quão fácil te será vencer as tentações e superar as más inclinações que te atormentam.


(Do livro Alerta, psicografado pelo médium e orador Divaldo Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)


sexta-feira, 22 de junho de 2018

NÃO SE IMPRESSIONE COM O MAL - Maurício de Castro

Os meios de comunicação, a mídia, os grupos de pessoas e até algumas religiões têm pregado o mal como algo inevitável, comum e invencível, assustando as pessoas impressionáveis e pintando o mundo como um lugar de horrores, onde ninguém pode ser feliz e o mal sempre vence. Porém isso não é verdade. 

O mal depende apenas daqueles que acreditam nele e o materializam aqui na Terra. Embora o mal faça muito barulho e impressione, ele nunca foi nem maior, nem mais poderoso que o bem.

Na verdade o mal é uma ilusão e só acontece com as pessoas que acreditam nele por meio de pensamentos, crenças e atitudes. Por isso não dê força ao mal, nem tenha medo dele. Ter medo do mal é acreditar que ele tem poder, é abrir as portas para que ele entre em sua vida. Seja prudente, mas só acredite no bem. 

Quando você ver tragédias, dores e problemas ocorrendo no mundo, em vez de se impressionar, diga firme: "comigo não vai acontecer, eu só acredito no bem". Repita sempre isso. Creia no bem. Viva no bem, então o mal não terá mais nenhum espaço em sua vida.
Maurício de Castro


segunda-feira, 18 de junho de 2018

ONDE ESTÁ SEU FILHO? - Adeilson Salles

Nos últimos dias meu coração ficou aflito ao testemunhar a dor dos pais da adolescente, Vitória Gabrielly.

A pequena cidade de Araçariguama de quase vinte mil habitantes, na micro região de Sorocaba, viveu dias de profunda angústia, até que a menina foi encontrada morta depois de oito dias de desaparecida.

O risco está em toda parte e precisamos acreditar nessa triste realidade.

A menina telefonou para a mãe avisando onde iria, mas o perigo estava à espreita porque ele mora dentro do coração dos homens maus.

Me deparo nas palestras e seminários que realizo em escolas ou instituições espíritas, com pais que me perguntam o que fazer com filhos adolescentes que pedem privacidade para acessar redes sociais e outros tipos de mídia.

Percebo claramente a falta de autoridade e ascendência de alguns pais com seus filhos.

Uns são permissivos demais e outros não conseguem dizer não, gerando situações muito delicadas.

Um pai me procurou certo dia me dizendo que a filha exigia dele privacidade.

Porque todas as vezes que ele se aproximava dela a garota de 15 anos minimizava a tela do computador, ou escondia o celular para que ele não visse o que ela fazia.

Revelando impotência diante da situação ele me indagou sobre o que devia fazer para lidar com o impasse.

Disse a ele que a privacidade exigida pela adolescente tem preço, e que certamente não era ela que pagava as contas.

Os pais tem obrigação de saber quais os conteúdos que os filhos acessam, que tipo de redes sociais eles utilizam.

Filhos não quebram e necessitam de PAIS presentes e participativos.

Pais que não se envolvem na vida dos seus filhos terão dificuldade de lidar com esses tempos modernos em que os jovens são aliciados por mídias viciosas, que propagam estereótipos de felicidade inatingíveis para a maioria dos adolescentes.

O caso da pequena Vitória Gabrielly revela, que mesmo em uma cidade pequena e com a proximidade dos pais o perigo estava à espreita.

Onde está seu filho nesse momento?

Ele está conectado com quem?

Quais os grupos que ele participa no WhatsApp?

Você tem comparecido à reunião da escola?


Preste atenção no seu filho, para que amanhã o suicídio não te surpreenda, ou o Lobo Mau não mate os sonhos das nossas crianças e jovens.


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terça-feira, 12 de junho de 2018

O SUICÍDIO NÃO É A SOLUÇÃO - Maurício de Castro pelo espírito Vinicius


O suicídio não é a solução, ao contrário, ele vai levar você a um sofrimento muito mais intenso, muito mais doloroso a ponto de você querer morrer de verdade, mas não será mais possível porque a vida é eterna, você não morre nunca e aonde você for sua dor seguirá junto. 

O suicida acredita que seus problemas não têm mais solução. Está mergulhado tão fundo nos pensamentos negativos que o mundo e os problemas tomam uma dimensão gigantesca e ele pensa que a melhor saída é se matar. Ele quer se livrar da dor, mas isso não será possível. 

Depois da morte, quando o suicida acordar no mundo espiritual vai se ver num lugar terrível, rodeado de espíritos atormentados iguais ou piores que ele, sentindo tudo o que sentia, só que dez vezes mais ampliado. Depois da morte, fora do corpo, sem a influência da matéria os nossos sentimentos assumem proporções enormes e a angústia, o desespero, a tristeza, o desencanto que levaram a pessoa a se matar irão prosseguir dez vezes mais intensos. 

Depois de muitos anos nesse estado, quando são resgatados pelos espíritos de luz, não conseguem ficar bem no mundo espiritual e precisarão reencarnar o mais rápido possível. Primeiro vai renascer num corpo cheio de problemas de saúde, terá vida curta e limitada e mesmo que tenha vida longa o corpo apresentará problemas genéticos irreversíveis. Depois disso voltarão a reencarnar num corpo sadio, mas terá que enfrentar o mesmo problema que o levou a se matar, em idêntica situação, para resistir e ser forte, vencendo-o.

Por isso, por pior que seja um problema, por mais dolorosa que seja uma situação, é muito melhor prosseguir aqui do que tirar a própria vida. Não tenham dúvidas nenhuma quanto a isso.

Seja o que for que você esteja enfrentando, pode ter a certeza de que há uma solução, mesmo que você não enxergue nenhuma. Um dos maiores desesperos do suicida é descobrir que a situação que o estava infelicitando logo iria se resolver, mas sua rebeldia diante dos fatos o fez desistir da vida há poucos momentos em que a solução esperada iria acontecer.


Se você está com pensamentos suicidas, pense em tudo isso que acabou de ler e lembre-se: não existe problema sem solução porque a vida não joga para perder. É você que, iludido pelo imediatismo, não consegue ver, mas com certeza a solução está lá.

P.S: Eu já ia dormir quando o espírito Vinicius me fez voltar, reabrir o notebook e escrever isso.
Maurício de Castro


sexta-feira, 1 de junho de 2018

DIAS DE CAOS - Divaldo Franco



Democracia constitui o mais audacioso e nobre estado de liberdade para a governança de um povo. Acostumadas as criaturas aos regimes arbitrários e violentos, acreditam que o direito da força é capaz de substituir a força do direito, e normalmente derrapam no cerceamento das liberdades de pensar, de agir, de contribuir em favor da coletividade.

De igual maneira os regimes totalitários utilizam-se da fragilidade e ignorância do povo para instalar-se, mediante promessas de suborno das consciências e de falsa igualdade de direitos, estimulando as classes menos favorecidas para a fidelidade, oferecendo-lhes migalhas, enquanto se locupletam no abuso do poder e da indignidade, mantendo a miséria moral, social e econômica.

A comodidade, fruto inevitável do desconhecimento dos direitos à cidadania, acredita-se feliz com os parcos recursos que lhe são fornecidos pelo Estado delinquente, e homenageia os seus ditadores como sendo salvadores dos seus problemas.

É muito mais fácil oferecer-se “pão e circo” às massas do que dignidade aos indivíduos.

A situação lamentável em que se encontra a sociedade brasileira neste momento, resulta, sem dúvida, da negligência dos governantes anteriores que estabeleceram leis injustas e inadequadas para manter-se no poder, pensando somente nos seus e nos interesses dos partidos aos quais pertencem.

Esses administradores infiéis contam com o apoio dos enganados que se fanatizam e somente pensam nas miseráveis compensações que recebem, levando a nação ao caos da desordem e do sofrimento. Nesse clima de instabilidade e desconforto encontram-se os vírus das desoladoras revoluções e desastrosas soluções para pior.

Este é um momento muito grave, talvez dos mais difíceis para a nacionalidade brasileira.

Não é momento para humor, mas para a busca de soluções legais, a fim de que se voltem a instalar a serenidade e o respeito aos códigos que vigem em toda sociedade democrática.

Quando, porém, o desprezo pelas leis e a corrupção se instalam nas altas cortes da administração, que deveriam pautar a sua conduta pelos estatutos da dignidade, o problema faz-se mais grave, exigindo que o povo venha às ruas impor o cumprimento dos deveres por aqueles que devem zelar pela honradez da sociedade.

Não foram outros os motivos que derrubaram a Bastilha em 14 de julho de 1789 e deram início à Revolução Francesa, que também derrapou nos tremendos crimes do denominado período do terror.

O Brasil, que possui tradições cristãs arraigadas e que sempre se caracterizou pelos valores da paz, deve repetir neste momento o gesto corajoso de enfrentar os dislates da corrupção e exigir imediata reforma nacional para restabelecer a paz e o progresso.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, 30.05.2018.