Barra de vídeo

Loading...

sábado, 24 de fevereiro de 2018

SUSTO, TRAGÉDIA E CONVICÇÃO ANTIARMAS - LUIS EDUARDO GIRÃO.



Susto, tragédia e convicção antiarmas
O Globo22 Feb2018

LUÍS  EDUARDO GIRÃO*

Na quarta-feira da semana passada, saí da rotina e, talvez por um pressentimento, combinei de buscar meus dois filhos na escola onde estudam, na Flórida, para que fizéssemos um passeio juntos. No caminho, meu filho ligou e disse que estava saindo antes de a aula acabar, por causa de um alarme de incêndio. Comecei a ligar insistentemente para minha filha. Em instantes, vi helicópteros e carros de polícia por todos os lados, enquanto meu filho avisava: “Papai, tem um atirador na escola, mas já estou na rua.”
Comecei a rezar em agradecimento a Deus por ele, e, sobretudo, pela proteção da filha que ainda estava lá e não atendia o celular. Meia hora depois, ela ligou chorando: seu professor fora morto no momento em que fechava a porta da sala para proteger os alunos, e, por um milagre, o atirador não percebeu que ela e os colegas estavam lá dentro.
Na porta da escola, encontrei pais desesperados. Procurei acalmá-los. Um deles gritou com um policial que fazia a barreira, e virou-se para mim, aos prantos: “Armas, armas... eles sabem! Já é a vigésima escola. Até quando?”
O massacre deixou 17 mortos e famílias destroçadas. O episódio, que o destino me fez vivenciar de perto, reforçou a convicção que eu já tinha antes de chegar à Flórida, em 2015: a política de armas dos Estados Unidos é fracassada. Um controle é fundamental, mas, ao invés de rigor na venda de armamentos, a Associação Nacional do Rifle (NRA) vem com uma proposta quase inacreditável: armar professores.
A tragédia americana reforça o meu temor pela pressão que o Congresso brasileiro vem recebendo para liberar armas de fogo para a população, uma irresponsabilidade sem precedentes. Entendo o desespero de muitos que acreditam ser esta a melhor solução para a sua defesa pessoal, tendo em vista a falência de nossa segurança pública. Mas revogar o Estatuto do Desarmamento seria um equívoco terrível. Não apenas repetiríamos o erro americano. Iríamos além, pois nosso país, sem estrutura para garantir a resposta rápida e eficiente da polícia, ainda carrega o estigma da impunidade, patrocinada por boa parte do nosso Judiciário.
Em alguns estados americanos, se você apontar a arma para alguém, mesmo sem disparar, pode ser condenado a mais de uma década de prisão. Isso não basta para impedir os massacres, facilitados pelo livre acesso às armas. Liberar as armas no Brasil equivale a pretender apagar um incêndio com querosene.
Um dos argumentos dos que defendem a liberação é que, apesar de terem mais armas em circulação do que o Brasil, os EUA registram muito menos mortes. O argumento se baseia numa comparação falaciosa de grandes potências com um país onde a violência urbana decorre da soma de diversos fatores, incluindo distribuição de renda, qualidade da polícia e do Judiciário, falta de acesso à educação e políticas de controle de armas.
Na comparação com outros países desenvolvidos, os EUA ficam muito mal: ocupam a liderança dos homicídios por arma de fogo, com 29,7 homicídios a tiros a cada um milhão de habitantes, taxa seis vezes maior do que a do Canadá, por exemplo. Isso por uma diferença fundamental: facilidade de acesso às armas. No Brasil, segundo estudos citados no Atlas da Violência 2017, mais armas também significam mais mortes: a cada 1% de aumento na circulação de armas, estima-se que a taxa de homicídios cresça 2%.
O controle de armas não é uma questão ideológica. Estamos tratando de vidas. O pesadelo por que passamos aqui nos leva a refletir sobre os riscos de se copiar o modelo americano no Brasil, e sobre a necessidade de nos unirmos pela paz e pelo bem de nossa sociedade. Já disse Gandhi, também assassinado a bala: “Olho por olho e a Humanidade acabará cega.”
*Empresário e Ex Presidente do Fortaleza Esporte Clube

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA - DIVALDO FRANCO



LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA - Por Divaldo Franco
#ArtigoDivaldoFranco

Um dos grandes desafios que a sociedade moderna tem enfrentado, entre outros mais graves, é aquele que diz respeito à liberdade de consciência e, por extensão, a de expressão e conduta. Todos somos livres para pensar, ninguém podendo conseguir impedir-nos desse admirável sentido da vida.

Graças às conquistas democráticas, podemos expender os nossos conceitos em decorrência do pensamento desde que não venhamos a ferir o direito alheio.

Entretanto, não são poucos aqueles que se tornaram vítimas dessa liberdade, ao apresentar as suas ideias à sociedade. 
Sempre existem de plantão os cerceadores da liberdade dos outros, tentando cercear-lhes esse direito adquirido através dos séculos, quando as ideias apresentadas não obedecem aos seus padrões de pensamento e de conduta.

São proclamadores do direito deles e rudes atacam toda e qualquer expressão que não corresponde às suas paixões…

Fazem-se agressivos, voltando-se contra os idealistas e arrasando-os ou tentando fazê-lo.

Como os seus propósitos não são de iluminar consciências, partem para o ataque à pessoa e à sua conduta, assacando acusações mediante as quais os insultam e buscam manter intermináveis discussões nas quais exaltam as próprias qualidades, como se fossem os únicos que pensam e se apropriam de tudo que lhes deve passar pelo crivo da aceitação.

Na sua insânia acreditam que intimidam, quando procuram desmoralizar aqueles aos quais se opõem, arrogantes e temerários.

Não podendo discutir apenas no campo das ideias, perseguem os idealistas e estão sempre dispostos a sacrificar quem se encoraja a opinar livremente. Assim ocorre em todos os campos do pensamento.

Convém recordarmos que não se combatem ideias senão com outras superiores, e que toda vez quando um idealista é excruciado, o seu silêncio nobre, que resulta das convicções que mantém, mais desperta simpatia e credibilidade pela força do sentimento e a legitimidade do seu conteúdo.

Constitui um dever permitir a outrem o direito à liberdade que se desfruta, não lhe maldizendo o comportamento, muitas vezes sob a injunção da inveja e do despeito, travestidos de verdade e defesa do que abraçam.

Vale a pena repetirmos o pensamento de Voltaire, a respeito do tema, aliás, já muito conhecido: “Não estou de acordo com o que dizes, porém, defenderei com a minha vida o teu direito a expressá-lo.”

Os grandes líderes da humanidade pagaram esse pesado tributo, sofrendo a perseguição dos apaixonados, principalmente quando dominados por políticas arbitrárias que sempre perseguem aqueles que se lhes não aderem aos postulados partidários.

Vale, no entanto, ser livre, sem deixar-se afligir ou abater pelos seus perseguidores gratuitos.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 22-02-2018.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

NADA PODE DETER A MARCHA DA DOUTRINA ESPÍRITA - BEZERRA DE MENEZES / DIVALDO FRANCO



Nada pode deter a marcha da Doutrina Espírita
Adolfo Bezerra de Menezes


   Meus Filhos, permaneça conosco a paz do Senhor!

   Recrudescem as lutas. Os anunciados tempos de transição chegam e fragorosas batalhas são travadas.

   É indispensável a aferição de valores que devem caracterizar os combatentes.

   Dificuldades e desafios apresentam-se no planeta em todas as áreas do conhecimento e do comportamento.

   As estruturas mal construídas do passado esboroam-se ante o fragor das demolições incessantes.

   A árvore que não foi plantada pelo Bem é derrubada, e as casas edificadas sobre as areias movediças ruem desastrosamente. Mas a obra do bem permanece suportando os vendavais, enfrentando todos os desafios.

   Não nos preocupemos com esses momentos que nos chegam, estabelecendo entre as criaturas o desequilíbrio e estimulando à debandada.

   Os discípulos da verdade devem permanecer fiéis aos postulados que abraçam vivenciando-os.

   Não seja, pois, de estranhar, que a incompreensão sitie os nossos passos e obstáculos imprevistos apareçam pela senda que percorremos.

   Devemos contar com a consciência ilibada e nunca aguardar o aplauso da insensatez.

   Nosso modelo é Jesus, para Quem não houve lugar no mundo.

   O Codificador igualmente seguiu-Lhe as pegadas e soube arrostar as consequências do messianato a que se entregou, incorruptível e tranquilo.

   Lamentamos que as maiores dificuldades sejam intestinas em nosso Movimento, mas compreendemos que as criaturas se demoram em diferentes patamares de consciência, possuindo a ótica própria para observação dos fatos e interpretação da mensagem.

   Já que não nos é lícito impor a proposta espírita libertadora, não nos preocupemos com as imposições que nos chegam.

   Todos estamos informados dos fins dos tempos e o egrégio Codificador da Doutrina asseverou-nos que o mundo de provas e de expiações cederia lugar ao mundo de regeneração.

   Através dos tempos se tem informado que essa modificação se dará por meio de fenômenos sísmicos dolorosos; através de lutas cruentas, em guerras intermináveis; mediante os conflitos humanos. No entanto, se observarmos a História encontraremos todos esses acontecimentos assinalando períodos de transição.

   A grande luta deste momento se travará no país da consciência de cada discípulo de Jesus. As convulsões serão de natureza interna. A batalha mais difícil será da superação das más inclinações, administrando-as e direcionando-as para o bem.

   Por mais difíceis se nos apresentem as acusações, e por mais terrível seja a morbidez direcionada para impossibilitar-nos o avanço, mantenhamos a serenidade.

   Que receio nos pode proporcionar aqueles que apenas falam contra nós?!

   Atuando no bem e sabendo confiar no tempo, levaremos a mensagem de libertação da Doutrina Espírita às diferentes Nações da Terra, formosa, conforme no-la legaram os Espíritos por intermédio de Allan Kardec e dos seus discípulos mais dedicados.

   O Movimento expande-se; nada pode deter a marcha da Doutrina Espírita, nem mesmo aqueles que, se dizendo adeptos da palavra do Codificador, erguem-se para zurzir-nos com as expressões destrutivas, utilizando-se das armas da impiedade disfarçada de dedicação à Causa.

   O servidor da verdade permanece-lhe fiel, não divulgando o mal, mas apresentando o bem; mesmo do erro tirando a melhor parte, aquela que serve de lição para não se voltar ao engano ou não se estabelecerem novos compromissos negativos.

   Confiai, filhos dedicados!

   Vossos passos na Terra devem deixar sinais que possam servir de roteiro para os que vierem depois.

   O nosso compromisso é com Jesus, o Amor, e com Allan Kardec, a razão, para que a religião cósmica da verdade domine os corações humanos, restaurando no planeta a era da legítima fraternidade.

   O Espiritismo vem desempenhando o papel para o qual foi codificado.

   Não nos detenhamos na análise dos impedimentos, dos erros, mas examinemos a extensão dos benefícios que hoje conduzem milhões de vidas que se norteiam para o Bem.

   Não guardemos qualquer ressentimento, nem nos deixemos entristecer ou enfraquecer, quando as forças parecerem diminuídas.

   Não nos permitamos desanimar, porque o nosso é um trabalho pioneiro, a nossa é uma tarefa caracterizada pelo estoicismo.

   Nossa jornada deve estar assinalada pelo amor, e é natural que ainda não haja lugar para ele entre muitos Espíritos que se encontram em níveis de evolução diferentes.

   Avancemos unidos. O ideal de unificação vem do mundo espiritual para a Terra.Se não formos capazes de discutir as nossas dificuldades idealísticas em clima de paz, de fraternidade, de respeito mútuo, de dignificação dos indivíduos e das Instituições, que mensagem podemos oferecer ao mundo e às criaturas levianas deste momento?!Tem-se a medida do valor moral do homem pelas resistências que vive nas lutas que trava.

   Os ideais tornam-se grandiosos pelo que provocam nos inimigos gratuitos do progresso.

   A Doutrina Espírita, repitamos, é Jesus, meus filhos, em nova linguagem perfeitamente compatível com os arroubos da Ciência e os fatos demonstrados pela experimentação de laboratório, assim como pelas conquistas tecnológicas. Mas, a criatura humana, que é o laboratório da própria evolução, no seu encontro com Jesus através da fé racional, clara e nobre, é o campo onde o bem se instalará em definitivo, como célula do organismo social. E dessa criatura transformada teremos a sociedade melhor que o Espiritismo deve construir.

    Fiquem, no passado, todos os problemas-desafio.

    Fiquem, no silêncio das nossas palavras e no verbo das nossas ações edificantes, os nossos propósitos de servir, confiando que a casa construída na rocha sobreviverá aos fatores externos que, aparentemente, a ameaçam, e o ideal sobrepairará conduzindo todos ao imenso fanal da plenitude.

   Senhor de nossas vidas, prossegue conduzindo-nos. Ovelhas transviadas que somos do Teu rebanho, apieda-Te da nossa fraqueza de caráter, da nossa fragilidade moral e conduze-nos com a Tua paciência de Pastor multimilenário, que nos aguarda pelas trilhas da evolução. Despede-nos, Excelente Filho de Deus, enriquecidos de paz e de entusiasmo, na certeza de que nunca nos deixarás a sós, mesmo quando, por qualquer circunstância, nos resolvamos afastar de Ti, concede-nos então uma outra oportunidade, permanecendo conosco por todo o tempo.

   Que assim seja!

   Muita paz, meus filhos. Que o Senhor permaneça conosco, são os votos do servidor humílimo e fraternal de sempre, Bezerra.



Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco ao encerramento da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, na manhã do dia 10/11/1996, em sua sede, em Brasília/DF

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

CARNAVAL - Por Divaldo Franco

E o Carnaval chegou com todos os seus ruídos e paixões primárias, anunciando alegria e felicidade, essa felicidade ilusória da embriaguez dos sentidos.

Ante a miséria que alarga a sua capacidade de destruir as massas ao lado da violência voluptuosa e destruidora, recordamo-nos do período imperial de Roma, que abria o circo para a generosidade do tirano que governava anestesiando os desditosos com o célebre “panis et circensis”.

A situação atual é pior do que aquela, porque se oferece apenas o circo de grandes proporções, nem sempre gratuita, mas vendidas as suas concessões.

Embriagadas, as multidões assumem o descontrole dos sentidos e atiram-se na ufania dos poucos dias de loucura e prazer, para depois retornar à normalidade impossível de ser mantida. E o carnaval, de certo aspecto, continua dominando aqueles que preferem a ilusão que se desvanece rapidamente à realidade do enfrentamento para a conquista dos valores que realmente proporcionam felicidade.

Algumas cidades do nosso país, considerando os desafios e sofrimentos que sobre elas se abatem, estão transformando as despesas carnavalescas do agrado quase geral, por se tratar de fuga para lugar nenhum, em pagamento aos funcionários que padecem atraso dos salários, aos hospitais onde os pacientes morrem nos corredores ou nas portas de entrada, às escolas em abandono, ante o reproche e desagrado de muitos foliões que preferem o padecimento dos filhos e deles mesmos a pobre educação proporcionada pelo poder público.

Afinal, nada temos contra o Carnaval, essa catarse periódica quase com finalidade terapêutica. Mas, a libertinagem em que foi transformado, de alegrias e festas em bacanais sexuais do mais nível servil, a larga e quase oficial ingestão e uso de drogas aditivas, ao contágio de enfermidades perversas e de novos tormentos emocionais, defluentes dos falsos amores dos dias fugazes nas vigorosas garras dos dias de trabalho e enfrentamento existencial.

O ser humano deve descobrir a finalidade da sua existência, encontrar um significado psicológico, raciocinar a respeito da brevidade em que ela se desenvolve, trabalhando-se para superar os sofrimentos e as inevitáveis contrariedades de cada dia. Cabe-lhe mergulhar na rapidez com que passa o prazer e eleger aqueles que produzem plenitude e têm duração real.

O discernimento deve ser desenvolvido para não se enganar com os denominados quinze minutos de holofotes a que a maioria humana aspira, perdendo-se logo depois nas frustrações dos sonhos-pesadelos.

O espírito humano está destinado a fatalidade do Bem, a conquista da harmonia, da beleza, da saúde e da fraternidade no seu sentido pleno.

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 08-02-2018.

Achou interessante? Passe um e-mail ou ligue para os nºs abaixo e comente, isso é muito importante para a permanência da coluna no referido jornal.

Central Telefônica: (71) 3340 - 8500
Redação: (71) 3340 - 8800
E-mail - opiniao@grupoatarde.com.br
WhatsApp: 99601-0020

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ELES ESTÃO AO NOSSO REDOR - por Maurício de Castro


Você está bem, mas de repente e sem explicação começa a ficar irritada, ter pensamentos estranhos, sintomas de doenças, vontade de brigar com as pessoas, sente tristeza, angústia, inquietação ou também pode sentir, igualmente sem explicação, uma grande alegria, sensação de bem estar, de paz, ou sentir cheiros de flores, perfumes ou simplesmente sentir uma brisa circulando seu rosto.

Esses fenômenos, aparentemente sem explicação, têm sua origem na interferência dos espíritos desencarnados que circulam à nossa volta.

Vivemos rodeados por uma população imensa de espíritos que, após a morte, se recusaram a voltar para seus locais de origem e vivem perambulando pela crosta terrestre, tentando resolver problemas que ficaram pendentes ou querendo ajudar aqueles que amam.

Esses espíritos estão perturbados e, quando se aproximam de nós, acabamos por sentir o que eles sentem.

Se você fosse um bom médium vidente, ficaria surpreso ao constatar a presença dos seres que vivem ao nosso lado sem que possamos suspeitar. Além dos espíritos desencarnados, existem as formas pensamentos criadas pelas pessoas, os seres elementais, dentre outras formas de vida que não estão ao alcance dos olhos humanos, mas que existem e interferem constantemente em nossas vidas.

Na rua, no nosso local de trabalho, no comércio, no trânsito e principalmente em nossas casas há espíritos de todos os níveis convivendo conosco, nos observando, sabendo o que fazemos e se aproveitando dos nossos pontos fracos.

Em cada ambiente há espíritos que têm afinidades. Se você fosse vidente e entrasse num bar, por exemplo, veria uma quantidade enorme de espíritos que foram alcoólatras quando vivos e que, depois de mortos, não conseguindo beber no astral, voltam para a Terra e se aproximam de quem bebe sugando as energias da bebida e sentindo o mesmo prazer de antes. Assim ocorre nos hospitais, nas igrejas, nos centros espíritas. Todos esses ambientes têm espíritos com algum interesse.

Você pode estar fazendo algo muito errado e pensa que ninguém está vendo, mas os espíritos sabem e podem nos usar a partir daí.

No sexo também ocorre grande influência. Nos motéis e hotéis que têm esse fim, nas relações sexuais desenfreadas, há espíritos que se colam às pessoas para sentir o prazer sexual como sentiam quando eram vivos.

Mas também há a parte positiva. Quando você pensa e faz coisas positivas, os espíritos de luz também que a acompanham e protegem.

Nas nossas decisões quase sempre há uma influência espiritual que pode ser boa ou ruim a depender das nossas intenções.

Pense nisso e se você costuma ter hábitos que não são bons mude-os. Essa é a melhor maneira de se defender dos espíritos negativos.

Maurício de Castro
Mais sobre o autor: https://goo.gl/YZHK7j

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

GLÂNDULA PINEAL, FENÔMENOS ANÍMICOS E MEDIÚNICOS - Por Dr. Ricardo Di Bernardi


Atualmente, as pesquisas têm demonstrado ser a glândula pineal o órgão mais importante na conexão do nosso corpo biológico com a dimensão extrafísica e com energias mentais externas. Essa glândula está intimamente relacionada aos fenômenos paranormais e mediúnicos.

O que René Descartes, há cerca de quinhentos anos, afirmava sobre a glândula pineal, hoje está retornando com modernas bases anatômicas, fisiológicas e paranormais. Descartes a considerava a “sede da alma racional” ou “glândula do saber e do conhecer”.

No Brasil, não há como deixar de mencionar as investigações do Dr. Sérgio Felipe na USP, analisando mais de 700 (setecentos) médiuns e estudando profundamente a pineal, glândula já muito comentada por André Luiz nas obras psicografadas por Chico Xavier.

Situada no centro da caixa craniana, de tamanho menor que uma ervilha, a pineal produz um hormônio denominado melatonina. A melatonina, na puberdade, tem a função de desbloquear as glândulas sexuais para que o corpo se torne fértil. Depois da puberdade, tem uma função constante, (durante toda a vida) de regular os ritmos corporais, tanto da parte psíquica como da física.

Coordena os ritmos do corpo. Ritmo do sono, da fome, o ritmo circadiano (dia e noite), ritmos do estado de humor e ritmos hormonais, todos eles têm um “relógio” sob o comando da glândula pineal; por exemplo, uma gestação tem um ano lunar, equivalente a 40 semanas. Como é que o corpo “sabe”? Captando pela pineal que absorve a irradiação lunar, (bem como a solar e de outras fontes). Analogamente se dá com relação ao ciclo menstrual que equivaleria ao mês lunar.

A luz captada pelos olhos é também enviada para a pineal. Depois de entrar pela retina, segue por condução elétrica, pelo nervo ótico até o hipotálamo, seguindo por um nervo até a pineal. A diferença é que ao contrário da retina, na pineal a luz não forma imagem. Essa luz regula a pineal. Mas a grande descoberta é que a pineal capta além da luz, capta o magnetismo, daí sua relação com os fenômenos anímicos e mediúnicos.

A pineal é um sensor magnético, converte as ondas do espectro eletromagnético em estímulo neuroquímico. É um verdadeiro laboratório de estudos da física sobre a relação espírito-matéria, com suas propriedades de captação de ondas mentais, ou seja, do espectro eletromagnético. A pineal tem função de senso percepção mediúnica e telepática.

A pineal é um sensor capaz de sentir o mundo espiritual e coligá-lo com a estrutura biológica. É uma glândula, portanto, que vive em contato com outras dimensões. Em linguagem resumida, o cérebro capta o magnetismo externo através da glândula pineal.

A glândula pineal é mais do que uma glândula, é um órgão sensorial, porém, não apenas dos cinco sentidos convencionais, mas ligada às percepções extrassensoriais transformando o magnetismo em estímulo neuroquímico para o cérebro perceber.

Como a pineal efetua essa transformação de energia magnética em estímulo neuroquímico?
O segredo está na estrutura dessa glândula, constituída por cristais de apatita. Os cristais de apatita formam novelos aos milhares. Cada cristal é envolto por uma nuvem de elétrons. Quando a onda mental telepática, vinda da uma mente de um Ser que vive no mundo físico, um mesmo do mundo extrafísico, chega como uma onda eletromagnética que, inicialmente, é captada pelo chakra coronário, cuja cor é azulada. O chakra coronário direciona a onda mental para a glândula pineal incidindo nos cristais de apatita, onde se choca com a nuvem de elétrons. 
Vamos imaginar as energias magnéticas externas no desenho abaixo representadas por uma seta azul. A energia PSI (mental) de uma irradiação telepática então é captada pelo chakra coronário (centro de força) e, depois, enviada para pineal. Ao incidir sobre os cristais de apatita chocando-se com a nuvem de elétrons, fica ricocheteando de cristal em cristal e, assim, vai perdendo a força, reduzindo a velocidade e baixando a frequência de vibração. A onda mental vai sendo modificada passando a ter menor velocidade e menor frequência até se tornar um estímulo cerebral (neuroquímico) para o cérebro poder sentir e captar a mensagem telepática seja de um Ser encarnado ou desencarnado.

No desenho abaixo vemos um esquema apresentado na Faculdade de Medicina de Lisboa pela Dra. Giovana Rosa Di Bernardi nas XII JORNADAS PORTUGUESAS DE MEDICINA E ESPIRITUALIDADE.
Estudemos e amemos! Façamos de nossa vida um laboratório (labor + oratório), local de labor e energias de amor.
Dr. Ricardo Di Bernardi
Mais sobre o autor: https://goo.gl/Dm4nkH