quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A ESTAÇÃO DE TREM - JOSÉ CARLOS DE LUCCA




O planeta Terra não deixa de ser como uma estação de trem. 

Tem gente que chega pra ficar por uns tempos. 

Tem gente que vai e demora pra voltar. Nós desembarcamos neste pedação do universo para aprender a amar e ser amado. 

Um dia o trem passa e a gente tem que ir embora, de preferência tendo plantado amor no coração das pessoas. Porque chegará um dia em que haveremos de voltar a esta Terra, pelas portas da reencarnação, e reencontraremos todas as pessoas que amamos e aquelas a quem não conseguimos amar. Todas estarão no nosso vagão, tal qual acontece em nossa vida atual. 

Que na próxima vinda, o nosso vagão esteja lotado de gente amiga. Mas esse trabalho começa agora mesmo com as pessoas e situações que hoje nos parecem espinhos. A depender de nós, elas se transformarão em flores do nosso jardim.


Texto de José Carlos De Lucca.

domingo, 1 de novembro de 2015

A VIAGEM - ESPÍRITO LUIZ SÉRGIO



A VIAGEM

Dizem que a vida é uma viagem.

Posso afirmar que sim, somos viajantes imortais e transitamos por estradas entre as duas dimensões.

Existe tempo de estar no corpo, e tempo de estar fora do corpo.
            
Essa é a beleza da vida, uma vida sem fim, que teve começo na simplicidade e na ignorância, mas que não terá fim.
            
De estação em estação, a gente vai e volta.
            
E nesse ir e vir, vamos nos misturando uns aos outros, para que a grande família dos espíritos, filhos de Deus, fortaleça os laços de fraternidade e amor.
            
Já fui tantos personagens, já estive em tantas famílias, já viajei por tantos outros mundos.
            
Quando estamos encarnados e planejamos nossas viagens pela Terra necessitamos de roupas adequadas, ao frio ou ao calor.
            
Dependendo do país a ser visitado é importante se conhecer o básico do idioma local, ou se munir de um dicionário para as primeiras necessidades.
            
A viagem do mundo espiritual para o mundo material exige preparo bem mais complexo.
            
A primeira parte do planejamento pede uma nova família, com espíritos conhecidos, ou não, afins, ou nem tanto.
            
Tudo depende da necessidade evolutiva do viajante.
            
Nas viagens de turismo pela Terra, privilegia-se os interesses culturais e de lazer.
            
Do mundo espiritual para o mundo material as exigências são maiores, e tudo é preparado para que a encarnação traga o melhor aproveitamento para quem retorna as lutas na carne.
            
Uma equipe espiritual planeja nossa volta, e procura se acercar de todos os cuidados para que a viagem no mundo das formas apresente os melhores resultados.
            
Na viagem de férias os homens levam suas economias para que souvenires sejam comprados, a fim de guardar as melhores lembranças dos passeios empreendidos.
            
Uma vez tudo planejado, as malas estão prontas e a viagem começa com as melhores expectativas.
            
Do lado de cá é preciso, preparar a família para acolher o reencarnante, orientar o espírito viajante, para que ele não se perca no mundo das ilusões e confunda sua origem acreditando ser de lá, e não de cá.
            
Do mundo espiritual para a Terra não se leva recursos financeiros para a aquisição de souvenir, a proposta é de aquisição de valores espirituais e morais, que garantam um retorno seguro ao lar espiritual.
            
Na viagem das férias as pessoas desejam se desligar, se possível, esquecer do trabalho, dos problemas em geral. Esse esquecimento dura o tempo da viagem.
            
Já na viagem por uma nova encarnação o espírito se esquece de tudo que já viveu, todos os equívocos e desenganos cometidos em vidas passadas.
            
Ele viaja com a lembrança zerada, para que possa recomeçar tudo de novo, é uma viagem abençoada.
            
Quem parte de férias determina o roteiro a seguir, assim também os que voltam a vida física, quando amadurecidos espiritualmente, determinam os próprios caminhos.
            
Quando as férias chegam ao fim é comum ouvir das pessoas:
            “Que pena, já acabou? Não quero mais voltar para a rotina, se pudesse, não voltaria mais...”
            
Quando a vida física vai se esvaindo, aqueles que não retornam abruptamente por acidente, afirmam também:
            “Ah... se eu pudesse, ficaria aqui definitivamente...”
            
Mas tanto um, quanto outro, tem tempo determinado para voltar ao lar.
           
Para uns é o final das férias, para o espírito imortal, quando a morte se apresenta, é mais uma etapa em sua viagem pelas duas dimensões.
            
Eu estou a caminho aqui desse lado, e você está em viagem pelo mundo material.
            
Tanto aí, como aqui necessitamos de uma bússola para nos orientar o roteiro.
            
Nesse instante, meu olhar não se encontra limitado pela visão física, então posso te dizer: seja qual foi o caminho percorrido até agora, ele pode ser alterado, modificado.
            
A dor e a desilusão não são fatalidades na vida de ninguém.
            
Você é o viajante, mude sua rota, caso as dores te levem ao desânimo!
            
Não espere a última estação para se arrepender.
            
O amor é o roteiro, Jesus o caminho!
            
Eu te vejo daqui, mas você não me vê daí, posso te assegurar, que mesmo que a viagem esteja complicada e os caminhos pedregosos é possível mudar o rumo.
            
Lembre-se, você não é daí, está em viagem!
            
Não junte muito peso no coração, para que no momento do retorno seus pés não fiquem pregados ao chão desse planeta.
            
Existe tempo para ficar no corpo, e tempo para ficar fora do corpo.
            
Se a vida lhe exigiu despedidas de corações amados, não se desespere, pois todos estão viajando.
            
Alguns partem antes, outros partem depois, mas todos partem.
            
As partidas são sempre complicadas, pois temos que dizer adeus, mas te asseguro que os “adeuses” não são definitivos.
            
A vida é um continuo, “até breve”.
            
Evite a valorização excessiva dos pequenos contratempos da viagem, sorria mais, ame mais.
            
Se detiver seus olhos apenas nas dificuldades da estrada, não conseguirás ver o belo.
            
A graça da viagem é o percurso e a companhia, portanto, misturai-vos uns aos outros como Jesus se misturou conosco, para que um dia possamos nos amar uns aos outros, como Ele nos amou e ama.
            
Para quem partiu antes de você, para quem fica na tua partida, o conhecimento do Espiritismo serve como passaporte para melhor embarcarmos pelas aduanas da vida única do espírito imortal.
            
Não tenha medo!
            
Vai na fé, vai no bem!
           
Luiz Sérgio (espírito) por Adeilson Salles
            Primavera de 2015
           


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

ESPÍRITO LUIZ SÉRGIO ENVIA MENSAGEM POR ADEILSON SALLES



DESAPEGANDO E AMANDO

Uma das coisas, que mais angustiaram meu coração e que tive muita dificuldade de lidar, desde que morri aí, para viver aqui, é a questão do desapego.
         
Embora os afetos verdadeiros do coração estejam definitivamente junto a nós é muito complicado para espíritos da minha condição desapegar e entender que já tivemos outras famílias. Outros pais, outros irmãos, amigos, namoradas, esposas, filhos e vai por aí.
            
A morte física e a realidade da vida espiritual é algo tão surpreendente, mas levamos muito tempo para desapegar e seguir em frente.
            
Nos primeiros anos da minha partida para cá havia uma necessidade diária de saber notícias da minha família.
            
Parecia faltar o ar, interessante isso.
            
É como a criança pequena que para andar necessita segurar nas mãos da mãe para não cair.
            
Conforme os anos vão passando a criança anda sozinha, e no meu caso, comecei a andar mais solto, mais tranquilo, a medida que fui tendo mais confiança em Deus e na vida.
            
Aprendi aqui que o amor verdadeiro dá segurança, é por isso que Jesus naquela celebre passagem das bodas de Canaã indaga aos que lhe procuravam a porta:
            “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? ”
            
Quanta dificuldade enfrentei para entender isso.
            
Na Terra, ficamos no estreito e restrito círculo da carne, nossa visão é limitada e acreditamos que as pessoas são de nossa propriedade.
            
O amor nascido do espírito, quando existe, existe e pronto, não acaba, não perece, ele permanece.
            
Aqui desse lado, as nossas potencialidades despontam gradativamente, quanto mais desapegado, mais lúcido fica o espírito.
            
Desapegar não é deixar de amar, mas acreditar no amor e nas leis naturais que regem à vida.
            
A cada dia que vivo a minha visão espiritual se dilata, mais e mais.
            
Minha família cresce a todo momento, porque é da vida que um dia tenhamos a consciência plena de que somos todos filhos de Deus.
            
É possível que algumas pessoas acreditem que eu deva permanecer como artigo exclusivo para consultas e mensagens particulares.
            
Amo minha família carnal e serei sempre agradecido a minha mãezinha pela oportunidade da penúltima reencarnação, penúltima, porque terei outras pela frente.
            
Mas hoje, por benção dos meus mentores já estive com outras mães que me receberam como filho em outras vidas.
            
Que coisa fantástica é a reencarnação!

Eu estive Luiz Sérgio na penúltima vida, mas sou um cidadão do universo.

Já tive tantos nomes e famílias, quanto os dias do ano.

Vamos aprendendo, aprendendo e aprendendo.
            
Tenho muito que agradecer a todos os espíritos que pacientemente vem me recebendo, me amparando, me ajudando a progredir, aí ou aqui.
            
Me faltam palavras para descrever o desabrochar das potencialidades espirituais aqui nesse mundo.
            
O mundo que encontrei não é mais o mesmo, porque eu não sou mais o mesmo.
            
Não vejo apenas pelos olhos, minha visão nasce da mente e se expande pelo períspirito.
            
Minha fala não é mais a mesma, posso adequá-la a necessidade de comunicação consoante o propósito.
            
Aprendi que o verbo que mais devemos conjugar é “servir”.

Que surpresa imensurável é descobrir que somos os construtores do nosso destino, e que sou eu quem dá ritmo ao meu caminhar.
            
Alguém pode dizer: “Esse Luiz Sérgio está viajando!”
            
É verdade, estou viajando sim, mas certo da responsabilidade que devemos ter com a benção da vida nas duas dimensões.
            
Vou lutando, a fim de me expandir para outros corações, que me esforço para amar.
           
 Desapegar para amar mais conscientemente, essa a beleza paradoxal da vida.
            
O amor não segura, não prende, liberta!
            
Não pertencemos a ninguém, somos de Deus.
            
Vamos na fé, vamos no bem!

            
Luiz Sérgio (espírito) por Adeilson Salles - outubro/2015

sábado, 24 de outubro de 2015

DESCALABROS MORAIS - Joanna de Ângelis por Divaldo Franco


Sucedem-se, em volúpia surpreendente, os escândalos na sociedade contemporânea, que se sente aturdida sob o clamor das decepções e dos desencantos em escala crescente. Causando grande impacto a princípio, alcançam nível de acontecimento comum e trivial, quando o mais recente, sempre mais escabroso, diminui ou apaga as impressões perturbadoras do anterior.
São de todo jaez, tendo as suas raízes no egoísmo e na prepotência humana, decorrente do atavismo animal.
Conhecidos em todas as épocas da História, na civilização atual atingem um clímax alarmante e sem precedentes.
Cidadãos masculinos e femininos de alto coturno social, que se apresentam como verdadeiros modelos de triunfo, de repente são arrolados como criminosos vulgares, em razão dos seus torpes compromissos morais, que revelam a lama sobre a qual edificam as aparências brilhantes.
Desvios sexuais, que se tornam comportamentos aplaudidos, infidelidade conjugal e adultério, suborno e tráfico de influência, de drogas, de contratos multimilionários, de criaturas humanas crucificadas na escravidão, corrupção de todos os matizes, são-lhes as feridas purulentas ocultas em tecidos caros, em roupas luxuosas, sob adereços caríssimos e em ambientes de alto poder de consumo...
Sem o pudor nem a dignidade que fingem defender e vivenciar, utilizam-se dos expedientes sórdidos do crime para acumular fortunas incalculáveis, emparedadas em cofres de aço de segurança máxima em paraísos fiscais e bancos internacionais.
Os recursos que reúnem com doentia avidez, se aplicados na educação das novas gerações e no trabalho que fomenta o progresso, conseguiriam afugentar os devastadores fantasmas  da fome, das doenças e a cruel violência que semeia o terror em toda parte, culminando em guerras terríveis, algumas não declaradas...
Indiciados, após acusações vergonhosas dos seus comparsas, não dispõem da mínima compostura, lutando para provar inocência irônica e mentirosa.
Utilizam-se, os seus defensores, das brechas das leis benignas, algumas por eles mesmos elaboradas para o retorno ao convívio social, sem a mínima demonstração de honorabilidade.
Tendo anestesiada a consciência que adaptaram às circunstâncias da corrupção, deixam transparecer que a sua conduta é a conduta correta, com os descalabros morais de que se revestem.
Felizmente, a facilidade de comunicação desmascara-os e embora nem sempre vejam punidos conforme são merecedores, vivem asfixiados nos pântanos em que se atiraram.
Cada dia são desmontadas novas quadrilhas de luxo nos altos escalões da sociedade.
Essas vítimas do materialismo enlouquecido, que acreditam somente no poder do dinheiro, das posições relevantes, não podem fugir da própria consumpção, do passar do tempo, das doenças e da morte.
Creem-se inteligentes pela habilidade de burlar as leis, de enganar aos demais, quando, em realidade, são apenas astutos de breve trânsito no corpo.
Infelizmente, o triste espetáculo mascara a cultura de desregramentos a caminho do caos.
Nem todos os indivíduos terrestres encontram-se malsinados com o sinete da desonra. Esses, os desonestos, chamam a atenção e parecem constituir a grande mole humana.
Embora desconhecidos, existem em todos os segmentos sociais indivíduos honoráveis e dignos.
São eles os pilotis sobre os quais se constroem a civilização, a ética e a cultura sadia.
Este é um momento de transição espiritual que alcança todos os programas da evolução terrestre.
Enfrentam-se as duas sociedades: a decadente, que está acostumada ao mal e aqueloutra, a digna, que labora no bem.
A vitória, sem dúvida, inevitável, é da seriedade, do comportamento sadio, porque o crime é desvio de conduta, não é comportamento correto.
Não se deve, portanto, permanecer em dúvida íntima em face do triunfo enganoso dos criminosos bem-vestidos e invejados.
Ignoras os conflitos que os aturdem, porque ninguém consegue viver irregularmente e em paz. Eles afogam os tormentos, ou pelo menos tentam, nas libações alcoólicas, nos excessos sexuais, nas drogas ilícitas, a fim de permanecerem no palco do prazer, desconfiados e temerosos.
Não os invejeis, não os antipatizes. Eles já estão sobrecarregados de preocupações, insatisfeitos com a própria existência, que perdeu o sentido psicológico e fundamental da vida.
São triunfadores, sim, mas algozes de si mesmos.
O comportamento correto é o único a propiciar harmonia íntima.
Confia em Deus e na Sua paternal misericórdia.
Reflexiona em torno dos sofredores que também rebolcam em dores terríveis ao teu lado. Estão ressarcindo o comportamento alucinado de existências pretéritas.
O mesmo acontecerá aos fantoches aplaudidos de hoje pelos seus aficionados.
Quanto a ti, age sempre com retidão, cultivando o bem em todas as circunstâncias.
Quem visse Aquele Homem sob o peso da cruz e Pilatos, o Seu crucificador, acreditaria que o representante de César era o triunfador.
Logo depois, Pilatos foi mandado para o exílio e suicidou-se, enquanto o Homem condenado, morreu e ressuscitou, em triunfo de imortalidade.
Pensa, desse modo, na glória terrestre e na espiritual, e faze a tua escolha.


            Joanna de Ângelis



(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 1 de junho de 2015, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)