sexta-feira, 5 de março de 2021

Evolução dos Animais em Dois Mundos - Dr. Ricardo Di Bernardi


O Estudo do espiritismo nos fornece muitas informações acerca do corpo espiritual do ser humano e, buscando fontes literárias de ilibada estirpe, obtemos, também, conhecimentos relativos aos animais, seres que no dizer de Emmanuel na obra O Consolador, questão 79, chegarão um dia ao reino “ hominal ”.

A onipresença da inteligência universal faz com que todo ser da natureza evolua, se transforme infinitamente, galgando novos degraus da escala evolutiva. Todo átomo, molécula, célula de um animal também está mergulhado no amor universal.    

Há, sem dúvida, diferenças expressivas, graus muito diversos de situações na escala zoológica dos princípios espirituais reencarnados e, também após a morte, desencarnados.

O corpo espiritual de um animal como em nós humanos, recebe continuamente o influxo energético do seu corpo mental. Como são seres muito simples, sua parte equivalente ao corpo mental tem um papel menos intenso devido à ausência de um pensamento contínuo. O corpo mental emite apenas expressões fragmentárias e sempre de curta duração. Dir-se-ia que o animal pensa fragmentariamente, o homem pensa continuamente mas ama fragmentariamente...

Assim, os animais pelo fato de não possuírem pensamento contínuo pouco interferem a curto prazo na moldagem anatômica do corpo espiritual após a morte física. Há nos animais, segundo André Luiz, uma ausência de substância mental consciente, por outro lado, na obra “Evolução em dois mundos” fica muito explícita a ação dos estímulos mentais inconscientes.

São inúmeros os estímulos mentais inconscientes obtidos nas reencarnações e arquivados na estrutura extrafísica dos animais, por exemplo, dificuldade de localizar alimento ocasionando sofrimento e morte, localizar água para dessedentarem-se, dificuldades para reproduzir por fragilidades diversas, fugir de predadores, enfim experiências fortes que se repetiram em muitas vidas.

Todas as experiências importantes produziram forças automáticas (portanto inconscientes), gerando estímulos para necessidade de mudança evolutiva, isto é, de melhor adaptação ao meio. As experiências de fome intensa e outras limitações sofridas nas vidas sucessivas criam, sempre, arquivos fortes registrados em núcleos energéticos que pulsam intensamente e se reforçam a cada nova existência, constituindo parte do patrimônio extrafísico do animal, tornando-se poderosa alavanca de transformação evolutiva. Seres simples, mas fadados à Lei Universal do progresso infinito.

Quando um animal desencarna, o princípio espiritual, ou seja, sua essência sobrevive e antes de retornar para a vida física pode se situar em uma das três condições que genericamente resumimos:

A maioria dos animais passa por uma verdadeira hibernação após a sua morte. Isto porque sua estrutura extrafísica (correspondente ao corpo astral) é energeticamente muito simples, sua vibração é muito lenta, isto é, de energia cinética baixa. A obra Evolução em dois mundos é um magnífico tratado que aprofunda esses aspectos.

 A “hibernação” pós-morte faz-se automaticamente pela redução gradativa da vibração dos componentes astrais desses seres simples, levando a uma sonolência progressiva. Antes mesmo de passarem por esse fenômeno, esse grupo de animais permaneceu algum tempo ao redor do habitat físico familiar do mundo terrestre, atraídos magneticamente pela psicosfera do seu grupo. Logo caem em pesada letargia e, pela necessidade de se aproximar dos seus afins reencarnam sendo atraídos ao campo genésico dos seus “parentes” ou semelhantes afins. 

Outro grupo de animais em situação diferente podemos encontrar nas obras psicografadas editadas pela FEB e outras conceituadas editoras. Tratam-se de animais mantidos pela espiritualidade no mundo espiritual para fins elevados e produtivos, tanto para os próprios animais como para a comunidade dos Espíritos humanos. Além dos serviços mútuos podem receber estímulos magnéticos no corpo astral favorecendo às mutações genéticas no retorno a vida terrestre. Há equipes especializadas inclusive atendendo espécies extintas na Terra, mas cujo princípio espiritual sobrevive e necessita retornar á vida física.

Um terceiro grupo, bastante peculiar, é o dos animais domésticos. Estes são muitas vezes atraídos pela força mental dos seus “donos” encarnados, podendo permanecer presos à atmosfera psíquica dos lares físicos por algum tempo. Fixam-se, temporariamente, ao “habitat familiar”. Além disso, muitos desses animais poderão permanecer nas colônias astrais humanas mantidos pela vibração amorosa de seus donos desencarnados. O magnetismo de amor daqueles que conviveram muitos anos torna possível a aceleração energética dos componentes astrais dos animais domésticos fazendo-os permanecer mais tempo na dimensão astral antes de renascer.

Amemos nossos irmãos animais!

  1. Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, ed. FEB – Federação Espírita  Brasileira.,
  2. Emanuel/ médium Chico /Xavier , O Consolador , ed. FEB .
  3. André Luiz/ /Francisco Cândido Xavier, Evolução em dois Mundos ed. FEB cap. XII e toda a obra.       

 

Dr. Ricardo Di Bernardi (rhdb1@gmail.com)

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Pandemia de Desamor - Divaldo Franco.

 


Artigo de Divaldo Franco ➤ Publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 01/10/2020
Passando os olhos pelo Facebook, um título chamou-me a atenção: “Jovem empurra namorada ao ônibus”.
A moça tomba quase que sob as rodas do veículo, mas salvou-se, levantando-se e buscando auxílio.
O mais impressionante foram a frieza e desfaçatez do psicopata, que tentou abraçá-la como se nada houvesse acontecido... Ela saiu manquejando.
Não me havia superado a emoção derivada do ato perverso, quando encontrei mais duas cenas equivalentes: dois novos pares caminhando, e os companheiros, ante aproximação de ônibus, empurram suas respectivas companhias, tornando o odiento crime como tentativa de homicídio algo banal.
A perda da sensibilidade humana está chegando a um ponto que ultrapassa os mais estranhos comportamentos.
Como se pode estar ao lado de alguém cuja atenção afetiva foi despertada e ao mesmo tempo ser detestada, ao limite de ser cometido um crime com todas as características da perversidade e da indiferença. O mais surpreendente é a ausência de sentimento de humanidade, num momento em que o amor pelas florestas e pelos animais atinge índices os mais elevados que se pode imaginar.
Repassamos mentalmente os hediondos crimes do nazismo e equivalentes no mundo, quando as pessoas eram assassinadas como insetos danosos que não faziam parte do concerto social.
A pandemia da Covid-19 preocupa a humanidade que ainda lhe sofre o aguilhão cruel e destruidor, enquanto as criaturas atormentam-se pelo medo dos relacionamentos domésticos, das agressões e enfrentam insensivelmente “paredões” e semelhantes, nos quais o contágio se torna volumoso e suicida, ampliando os quadros dos contaminados e dificultando o seu desaparecimento.
O ser humano, infelizmente, permanece o lobo devorador da velha tradição, para o qual o sentido da vida é o prazer servil, filho especial do egoísmo alucinado.
A decadência da ética moral, substituída pelas paixões amesquinhantes, exibida nos campeonatos da luxúria e da agressividade, vem governando, cada dia, o homem e a mulher, que se transformaram em objeto de prazer, a prejuízo da nobreza do caráter, dos sentimentos de solidariedade e da cultura tecnológica, que proporciona comodidades e bem-estar.
Os instintos que lhes predominam ainda se encontram nas fases básicas do comer, dormir e reproduzir-se, sem o acompanhamento luminoso e libertador das emoções superiores, que respondem pelas aspirações da inteligência.
Numa comparação estranha, a epidemia de desamor e a que diz respeito à saúde física, a Covid-19 parece menos danosa, porque a ciência médica vem vencendo-a com larga margem de triunfo, enquanto o crime de toda espécie domina imensa fatia da sociedade em desespero malcontido.
DIVALDO P. FRANCO
Professor, médium e conferencista


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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

O Centro Espírita pós-pandemia - Divaldo Franco responde.

 

O Centro Espírita pós-pandemia – Divaldo Franco responde

Como devem os Centros Espíritas balancear as atividades presenciais com as atividades virtuais no momento em que pudermos voltar às atividades presenciais?

 

R.: Nós vamos viver uma era diferente. Os instrumentos, os valores, serão um pouco diferentes. Iremos manter, naturalmente, comunicação virtual para as nossas atividades. Mas, não olvidemos das presenciais. O calor humano, o toque de mão, o olho no olho, o sorriso leal. Porque através da comunicação virtual podemos jogar a imagem que não corresponde à realidade do que somos. O nosso magnetismo intervivos é muito mais fácil quando estamos próximos.

Estabeleceremos as atividades com o público, com os sofredores, com as pessoas. E aqueloutras, de maior propaganda, de propriedade mais profunda, através dos recursos de natureza virtual e outros mais avançados que, certamente, no próximo ano, em dois anos, teremos.

Neste momento, usemos com parcimônia a comunicação virtual. Tenhamos muito cuidado para não baratear o significado profundo da Doutrina Espírita. Procuremos eleger pessoas conhecedoras da Doutrina para não corrermos o risco do fato da pessoa dizer-se espírita e ter a máxima facilidade da comunicação virtual apresentar ideias conflitantes, extravagantes, colocar apêndice na Doutrina: O meu guia espiritual pediu para que eu falasse ao grande público. – Nenhum guia espiritual faz pedido desta natureza.

Porfiemos, estimulando as pessoas para que não se utilizem da crise para se apresentar, mas que se apresentem para diminuir a crise; que não se utilizem da fama momentânea para as vaidades pessoais, – todos somos muito frágeis – mas que as nossas fragilidades sejam resguardadas. Se a pessoa não tiver facilidade de improvisar, temos dois mil títulos de obras excelentes para divulgar, ao invés de fazer improvisações que são menos eloquentes para a boa apresentação da Doutrina.

Como é natural, tudo tem seu lado positivo, também o lado oculto, o outro lado do espelho. As comunicações virtuais – tenho acompanhado algumas – são excelentes, outras nem tanto e outras sem nenhum compromisso com o Espiritismo, levando dúvidas a pessoas ainda não preparadas e demonstrando que não é tão bela a Doutrina conforme anunciamos. Precisamos conversar com os amigos para que convidem ou formem um grupo, elejam pessoas bem equipadas para falar a respeito da Doutrina. Dessa forma, devagar, escolhermos os novos Paulos de Tarso porque nem todos têm a mesma facilidade do antigo rabino.

Texto publicado no Mundo Espírita (órgão de divulgação da Federação Espírita do Paraná) - Agosto 2020.



A Humanidade vive, sem dúvidas, uma era de progresso. Há cada vez mais avanços tecnológicos, permitindo a exploração de lugares longínquos, outrora inalcançáveis. Há também novos e avançados estudos da mente humana, do pensamento, do psicológico, que conseguem explicar alguns comportamentos em nossa sociedade. Contudo, a criatura humana muitas vezes se utiliza de maneira equívoca das ferramentas e oportunidades ensejadas por tais avanços, afundando-se com celeridade em pensamentos frívolos, em perturbações e sensações fortes, o que resulta em vidas vazias. Apesar de todo aturdimento e aberrações que enxameiam a Terra, planeta de provas e expiações, a vida humana tem os sublimes objetivos de amar e de encontrar o sentido existencial, que são razão vigorosa para viver. A presente obra foi pensada tendo tais fatos como base. São 30 mensagens ricas de estudos e reflexões cuidadosos, sugerindo métodos eficazes para os graves problemas dos dias hodiernos, a fim de que se possa vencer a inferioridade moral, assim como a espiritual, e conquistar a plenitude. Joanna de Ângelis


domingo, 2 de agosto de 2020

Imunização Espiritual - Bezerra de Menezes por José Carlos De Lucca.



Meus filhos,

Enquanto aguardam ansiosos pela descoberta de uma vacina que os imunize contra o vírus que atordoa a humanidade, não vos esqueceis da imunização espiritual que se alcança com a vivência dos princípios do Evangelho de Jesus.

A imunização do espírito precede a imunização do corpo físico, que nada mais é do que um espelho da nossa alma.

Quanto mais o homem se inferioriza, mais ele se se fragiliza. Quanto mais ele se espiritualiza, mais ele se imuniza. Embora distantes da imunologia perfeita, dada a condição evolutiva da humanidade, ainda caracterizada pelas paixões decorrentes do orgulho e do egoísmo, as quais criam o campo mórbido favorável para a instalação da maioria das patologias médicas, psicológicas e espirituais, o homem precisará ainda de muitas vacinas até alcançar a saúde integral do espírito. Enquanto isso, continuamos orientados quanto à necessidade de cuidarmos do corpo e da alma, atendendo às orientações da medicina da Terra, mas, sobretudo, não olvidando os apelos da medicina do Céu, através do uso diário dos remédios da oração, do amor, da humildade, do perdão e da caridade. Vacinem o corpo, sim. Não esqueçam, porém, de vacinarem a alma!

São as singelas recomendações do nosso coração, em nome do Cristo Consolador.

Bezerra de Menezes


(mensagem recebida por José Carlos De Lucca,
em 01 de agosto de 2.020).