quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Gestação Sublime Intercâmbio em Os estranhos desejos da gestante. Por Ricardo Di Bernardi



As aparentes extravagâncias da mulher grávida teriam como causas influências do espírito reencarnante. Não estamos aqui excluindo de maneira alguma o componente fisiológico. As profundas alterações hormonais, sob o comando da hipófise, a maestrina do concerto endócrino, são sem dúvida cofatores que interferem no psiquismo da gestante determinando tendências na esfera alimentar. Tendo sido feito esse alerta, cumpre-nos estudar a outra face da moeda.

Estando a estrutura do corpo espiritual da entidade reencarnante unida ao Chakra Genésico materno, passa a sofrer a influência de fortes correntes eletromagnéticas que lhe impõem a redução volumétrica já comentada. Ocorre a redução dos espaços intermoleculares da matéria perispiritual. Além dessa redução, toda a matéria excedente que não serve ao trabalho fundamental da refundição da forma é devolvida ao plano espiritual e reintegrada ao fluido cósmico universal.

No organismo materno, mais especificamente no Chakra Genésico, há uma função que lembra o trabalho de um exaustor de cozinha. Nesse aparelho doméstico se processa a absorção da gordura excedente, eliminando-a do ambiente. Conforme encontramos na obra Entre a Terra o Céu, capítulo XXX, o autor André Luiz se expressa da seguinte forma: O organismo materno, absorvendo as emanações da entidade reencarnante, funciona como um exaustor de fluidos em desintegração, fluidos estes que nem sempre são aprazíveis ou facilmente suportáveis pela sensibilidade feminina.

Há espíritos que por se acharem zoantropizados ou licantropizados (formas específicas de deformidades), portanto com a morfologia bastante alterada e acrescida de fluidos prejudiciais, sofrerão intenso processo de reabsorção fluídica por parte do psicossoma materno, gerando intensas e frequentes sensações psíquicas na gestante.

Essas sensações não têm tradução lógica em valores conhecidos aos sentidos físicos. Como são sensações, o cérebro decodifica em algo material que se expressa como: desejo de comer ou cheirar alguma coisa, fazer algo diferente etc. Portanto, embora seja inverdade que desejos insatisfeitos possam determinar defeitos físicos no bebê, mera crendice, os desejos existem e, quando não são tão absurdos como comer sabonete com cebola, não custa nada (às vezes) satisfazer a pobre da gestante...

Mas não exageremos...

Capítulo do livro "Gestação Sublime Intercâmbio".

Gestação Sublime Intercâmbio por Ricardo Di Bernardi


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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Acenda suas velas. Do livro "Pensamentos Que Ajudam" por José Carlos De Lucca




É melhor acender uma vela do que 
amaldiçoar a escuridão.
Confúcio


Na hora da tempestade, o melhor a fazer é abrir o guarda-chuva. Quando fizer frio, agasalhe-se. No calor, refresque-se. Na escuridão, acenda uma luz.

Quando a dificuldade bater à nossa porta, façamos o mesmo, isto é, tenhamos atitudes que nos levem à solução do problema, e não ao seu agravamento. Amaldiçoar o obstáculo nos tira do caminho das soluções. Exasperar-se, praguejar ou revoltar-se são reações que tornarão o problema maior do que é. Esses estados explosivos nos tiram do controle da situação, perdemos o bom-senso, a capacidade de raciocínio fica afetada, e, por consequência, a chance de tomarmos uma atitude equivocada é muito grande. E isso quer dizer: problema agravado!

No final das contas, ficamos com os nervos em frangalhos, esgotados mentalmente, com dores pelo corpo, insônia, mau humor, irritação, pressão arterial elevada e problemas de coluna. Bombardeados pelo excesso de adrenalina e envoltos por energias negativas atraídas por nossa exasperação, nos tornamos uma verdadeira “panela de pressão”, prestes a explodir a qualquer momento e, o pior de tudo, sem forças para resolvermos o problema que ainda está conosco!

Por isso, diante de qualquer dificuldade, sobretudo daquela que nos surge inesperadamente, o melhor a fazer é acender uma luz, vale dizer, adotar comportamentos que nos ajudem a clarear a situação, enxergando o problema na sua exata dimensão e iluminando nossos pensamentos para as soluções possíveis, agindo com lucidez na mente, serenidade no espírito e a certeza de que, por vezes, são situações assim que nos levam a procurar a vela para alumiar a escuridão em que nos encontramos. Toda dor tem um propósito regenerador! 
Em sã consciência, ninguém consegue brigar contra a escuridão, porque, se a escuridão é ausência de luz, a única estratégia possível para vencê-la é iluminar o nosso caminho. Eis algumas “velas” que podemos acender quando a escuridão chegar: fiquemos um pouco em silêncio, refletindo no aprendizado para o qual a vida está nos chamando; procuremos nos acalmar, sabendo que para tudo há jeito; façamos uma prece; conversemos com um amigo; abramos um livro de orientações espirituais; ouçamos uma canção que nos inspire coisas boas; procuremos ajuda de um profissional especializado; busquemos socorro e orientação no templo da nossa fé; caminhemos num parque, absorvendo as energias da natureza, que ali se encontram em abundância.

Ajuda muito, também, nos lembrarmos das coisas pelas quais devemos ser gratos. Nossa vida não pode se tornar num canteiro de queixas e azedume! Vamos nos recordar de quantas coisas boas já nos aconteceram e ainda continuam nos felicitando todos os dias! A gratidão é um grande farol a dissipar a escuridão dos maus momentos.

E continuemos trabalhando e confiando em Deus. O mesmo Pai que ontem nos sustentou em dificuldades, talvez até maiores, haverá de nos sustentar hoje, outra vez, se nos dispusermos a acender as nossas velas! 

Capítulo do livro "Pensamentos Que Ajudam".

Pensamentos Que Ajudam por José Carlos De Lucca

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Executivo Jaime Ribeiro lança livro sobre como o excesso de interações digitais vai afetar nossas emoções e quais serão as habilidades mais valorizadas nos líderes daqui para frente por Alvaro Bodas



Trecho da entrevista do autor Jaime Ribeiro para a revista  Você S/A.

Jaime Ribeiro, educador: “O jeitinho brasileiro é a maior expressão da nossa falta de empatia, porque significa se dar bem sem se importar com o próximo” 

A empatia é a competência do futuro, diz autor

Educador Jaime Ribeiro lança livro sobre como o excesso de interações digitais vai afetar nossas emoções e quais serão as habilidades mais valorizadas nos líderes daqui para frente

POR ALVARO BODAS

Empatia é a habilidade de se colocar no lugar do outro. Para o educador, escritor e palestrante Jaime Ribeiro, em breve, essa será a habilidade mais importante para a humanidade, em um mundo dominado por interações digitais.

Autor do livro Empatia – Por que as pessoas empáticas serão os líderes do futuro? (Letramais Editora), lançado em dezembro, ele acredita que, sem empatia, corremos o risco de perder os elos emocionais, que foram essenciais na construção da sociedade. Na obra, ele analisa como as novas tecnologias afetarão nossos relacionamentos e emoções, o que devemos ensinar às novas gerações e quais serão as habilidades mais exigidas dos líderes em um futuro próximo, dominado pela inteligência artificial e serviços executados por robôs, entre outras questões.

Jaime tem 46 anos, nasceu em Recife e se formou em Engenharia Química antes de fazer MBA em Gestão de Negócios na Universidade Federal de Pernambuco e MBA em Marketing na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro. Atualmente, é escritor, palestrante, estudioso das habilidades socioemocionais e diretor de marketing da Pearson do Brasil, grupo de educação presente em mais de 70 países. Seus estudos abordam aspectos humanos como empatia e liderança por meio das chamadas soft skills, que já são as competências mais requisitadas no mundo corporativo. Ele também é membro da ONG Fraternidade sem Fronteiras, em que se dedica a melhorar o acesso à educação de crianças e jovens que vivem em extrema pobreza em cidades do Brasil e da África.

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O que é empatia, e como ela afeta as relações de trabalho? 

É a habilidade de se colocar no lugar do outro, saber como ele se sente e mudar seu comportamento a partir disso. Foi essa habilidade que nos trouxe onde estamos, como seres humanos. Nas empresas, se colocar no lugar do outro é importante para tudo: entender o cliente e saber o que ele quer, promover o engajamento da equipe, diminuir o turnover e melhorar as relações entre funcionários e gestores. As habilidades humanas, hoje, são as características mais requisitadas no mercado de trabalho. Durante muito tempo, os conhecimentos técnicos foram priorizados por causa da inovação, mas agora as habilidades emocionais são bem mais importantes, já que as habilidades técnicas podem ser supridas com muito mais facilidade. Saber trabalhar em grupo, conseguir se expressar, ter criatividade e capacidade de adaptação são habilidades humanas cada vez mais valorizadas. Por isso elas são as competências essenciais para os líderes do futuro. E a empatia é o epicentro dessas habilidades.

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Jaime Ribeiro é natural de  Recife. Espírita desde a adolescência,  é autor e palestrante. Trabalha como executivo da área de educação. É engenheiro químico formado pela Universidade Católica de Pernambuco e pós-graduado em marketing pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Escreveu Dora, seu primeiro livro infantil, que aborda as habilidades socioemocionais para as crianças, usando a adoção animal como instrumento. Também é autor do livro Empatia – Por que as pessoas empáticas serão os futuros líderes do mundo? Que aponta a empatia como a habilidade que será mais valorizada pela sociedade, em um mundo cada vez mais dominado pela tecnologia e com maior fragilidade de laços entre as pessoas.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Daqui do Sofá da Minha Casa: Porque devemos ir ao centro espírita - Por Jaime Ribeiro




                                                               Sede ardentes na propagação da nova fé.  – Allan Kardec – Revista Espírita – Edição de abril de 1860.

Alguns meses atrás, um amigo da época a da juventude espírita me procurou para pedir dicas de boas palestras doutrinárias no Youtube. Obviamente eu já tinha uma lista das minhas palestras preferidas, incluindo clássicas de Divaldo, Raul Teixeira e Rossandro.  Compartilhei com ele a minha pasta e disse que em breve gostaria de conversar sobre aquele conteúdo. Eu gosto de conversar com os meus amigos sobre as palestras assistidas. Acho esse hábito tão prazeroso quanto assistir meus palestrantes preferidos falarem.

Uma semana depois, meu amigo me procurou pelo chat do facebook dizendo que precisava de mais palestras. Eu, que sou muito curioso, perguntei se o pessoal do centro que ele frequentava não compartilhava conteúdos, assim como fazem meus amigos e irmãos da Sociedade de Estudos Espíritas de Chicago, que estão sempre trocando temas relevantes entre si e indicando palestras maravilhosas em nosso grupo de whatsapp.

Para minha surpresa, ele falou que não estava frequentando um centro espírita. Contou que tinha tentado se vincular a uma casa, mas não conseguiu se identificar com as instituições que ficam próximas à sua casa. Alegou que as reuniões eram pouco motivadoras. Para usar suas próprias palavras:  “acho que as pessoas falam com muito boa vontade, mas não se dedicam a preparar o tema de maneira cuidadosa, envolvendo a atualidade e aprofundando, com o devido empenho, o ensino da Doutrina Espírita”.

Insisti para que ele procurasse outra casa espírita, mesmo que longe de sua residência, com o objetivo de não abrir mão de sua tarefa. Falei que ele poderia também permanecer na mesma casa que frequentou e se disponibilizar para ajudar a instituição no desenvolvimento e organização doutrinária. Claro que sei que muitas vezes essa tarefa é muito difícil. Não pensem que eu não estou familiarizado com a dificuldade que todos aqueles que querem trabalhar encontram no processo de escolha da casa do coração. Nós espíritas somos especialistas em atender aqueles que sofrem e precisam de nosso concurso, mas ainda precisamos aprender muito sobre como lidar com nossos irmãos de crença, dentro da própria casa espírita. Mesmo assim, tenho inúmeros argumentos para explicar porque desistir do movimento espírita é sempre a pior decisão a se tomar.

Não precisamos ir muito longe para entender porque temos a necessidade, até mesmo exigência espiritual, de nos congregarmos nas nossas instituições. Basta lembrarmos o dia no qual cada um de nós chegou pela primeira vez a uma casa espírita.

Eu por exemplo, quando cheguei ao Missionários da Luz, instituição que fica no bairro do Pina, em Recife, fui profundamente impactado pela palestra do dia. Desde a maravilhosa introdução com uma mensagem do livro Respostas da Vida, até a assertiva palestra sobre o livro O que é o Espiritismo. Já sai de lá espírita. Imagino que cada um de nós também tenha uma história incrível para contar sobre o dia no qual se tornou espírita.  Pode ser que esse dia tenha ocorrido em um período de muito sofrimento e amargura em nossas vidas, mas tenho certeza que se tornou  inesquecível para cada um de nós. Foi na casa espírita que encontramos o conforto das palavras do consolador prometido por Jesus e mudamos a nossa vida para sempre.
Seja por curiosidade ou por sofrimento, fomos acolhidos e contemplados com a oportunidade de assumir o nosso posto, previamente combinado no mundo espiritual, para cumprir a urgente tarefa de acelerar a transição do nosso planeta para mundo de regeneração.

O que nos faz pensar que não devemos fazer o mesmo por aqueles que estão sofrendo agora ou que ainda não encontraram a conexão espiritual necessária para se juntar ao nosso grupo de trabalhadores da última hora?
 O professor Herculano Pires, em sua obra O Centro Espírita, fala que “se os espíritas soubessem o que é o Centro Espírita, quais são realmente as suas funções e a sua significação, o Espiritismo seria hoje o mais importante movimento cultural e espiritual da Terra”.  Não há dúvidas de que precisamos estar juntos para continuarmos divulgando, estudando e vivendo a Doutrina Espírita.

Às vezes, nos desapontamos com o movimento e tentamos separar a Doutrina das pessoas. Isso ocorre porque, na hora da decepção, esquecemos que a Doutrina é dos espíritos, como diz seu próprio nome. Pode até parecer redundante relembrar isso, mas nós também somos espíritos.

O Espiritismo também precisa das pessoas, para que sua tarefa seja cumprida.  A Doutrina não é apenas uma mensagem de transformação individual, ela tem a proposta de redenção coletiva. Reduzir o espiritismo ao plano individual de cada um é tentar isolar uma mensagem que usa a transformação íntima para impactar a humanidade.
Importante que lembremos também que o Espiritismo não pode ser vivido sem a realização da sua maior máxima: “Fora da Caridade Não Há Salvação”. É impossível exercitar a caridade sem o convívio humano. Somos seres únicos, mas fomos criados para viver em comunidade. Todo espírito está inevitavelmente submetido à lei do progresso, essa sublime lei da vida.

Tudo pode começar de uma forma imperceptível. Acontece um desapontamento, depois outro e, por fim, como sabemos que somos espíritas e que nada abalará a nossa crença, até mesmo a falta da convivência no centro espírita, optamos por ficar em casa. Quando nos damos conta, estamos completamente envolvidos na intensa rotina do dia a dia e aos poucos nos afastamos das práticas doutrinárias. Dessa forma, mesmo não duvidando dos princípios básicos, mesmo sentindo a Doutrina pulsando dentro de nós, a ligação vai se tornando tênue e, sem perceber, rebaixamos ao segundo plano tudo aquilo que outrora nos fortaleceu e ressignificou a nossa vida.

Assim nos transformamos em Espíritas de Sofá. Passamos a adorar a Doutrina, compartilhamos mensagens positivas nas redes sociais, nos declaramos espíritas ao IBGE, mas não entregamos o melhor que podemos de nós mesmos para que a Doutrina que amamos alcance o coração daqueles que anseiam pelo conforto da mensagem do Cristo.

Todos nós sabemos que algumas instituições contam com desafios significativos no campo do relacionamento humano. Quem nunca se perguntou como “aquela pessoa” estava trabalhando na recepção dos assistidos, quando não apresentava habilidade necessária ao trato social? Quem nunca se deparou com algum parente de dirigente que quando tenta ajudar em qualquer tarefa, consegue desajustar os demais envolvidos no trabalho ou até mesmo convencer  pessoas novas a irem embora do centro? Em algumas instituições parece até que a pessoa está presente em todas as tarefas do centro e torna-se impossível evitar o contato com ela.

Quando observamos essas situações de uma forma simplificada, esquecemos que mesmo essas pessoas difíceis, se encontram em lutas íntimas para se tornarem indivíduos melhores. Somos todos necessitados de compreensão e respeito em nossas deficiências e inabilidades. Temos que ter caridade e capacidade de enxergar o mundo ao nosso redor com sabedoria e humildade. Muitas vezes, precisamos apoiar essas pessoas difíceis, procurando, com certa habilidade, proporcioná-los o entendimento de como poderiam ajudar de uma forma mais efetiva. Somos todos indivíduos em evolução. Cada um com suas batalhas no campo do desenvolvimento íntimo. Graças a Deus temos essas pessoas por perto para nos auxiliar. Imaginemos o quanto nós também temos traços de personalidade que exigem esforço e indulgência daqueles que nos cercam. Precisamos vivenciar a caridade e a empatia.

Eu sei que às vezes é uma luta. Só Jesus na causa! Sei que muitas vezes é um erro de sensibilidade de gestão, por não perceber que algumas pessoas de boa vontade podem atrapalhar a tarefa do bem. Contudo, afastar-se será sempre a pior decisão para nós mesmos e para o Espiritismo. Nós nos comprometemos em seguir essa Doutrina. Segui-la significa também preservá-la, divulgá-la e vive-la dentro de nossas instituições.

Nos momentos atuais, sabemos a importância das palestras em formatos digitais, para a propagação da Doutrina Espírita. Trabalhos como o do Rubens da Web Rádio Fraternidade são essenciais para a divulgação doutrinária, proporcionando a todos o acesso a conteúdos, até então disponibilizados de uma forma muito limitada, apenas para aqueles que podiam estar presentes nas palestras, ou para quem comprasse o DVD do evento, quando o mesmo era gravado. As palestras que se hoje encontram no Youtube são essenciais para que todos possam ter acesso às mensagens de vários estudiosos da Doutrina espalhados ao redor do mundo. Em especial para os mais jovens, o conteúdo em vídeo é o melhor formato para proporcionar a multiplicação do conhecimento do pensamento espírita e gerar o engajamento necessário ao movimento. Precisamos propagar e utilizar bastante os recursos dos podcasts e vídeos espíritas em geral, nas nossas permutas doutrinárias.

Não podemos permitir que a facilidade de acesso digital nos torne Espíritas de Sofá. Precisamos voltar aos nossos lares, que são as instituições espíritas, para ajudar na tarefa começada por Allan Kardec. Assim como Jesus precisa de nós para multiplicar a sua palavra, Kardec e a legião do Espírito de Verdade, conta conosco para que a mensagem do consolador prometido chegue aos corações daqueles que ainda não a conhecem.

 Até mesmo a pretexto de que alguns  centros espíritas não estão oferecendo os níveis de trabalho que imaginamos que nossa intelectualidade é merecedora, não deveríamos optar por abandoná-los. Temos a obrigação de dar nossa cota de trabalho para levar conforto a quem necessita de uma palavra amiga e de esclarecimento espiritual. É nosso dever apoiar as casas espíritas no desenvolvimento de estudos que alimentem a sede de conhecimento daqueles que estão em busca de beber na fonte de Kardec e Jesus.

Certamente, navegando na internet vamos encontrar bons conteúdos e palestras de renomados nomes do movimento espírita. Contudo, apenas nas reuniões e tarefas presenciais seremos capazes de extrair o melhor do que foi ensinado, por essa Doutrina que nos respondeu tudo aquilo que queríamos saber e não encontrávamos em qualquer outro lugar.

As casas espíritas precisam de nós, assim como nós um dia precisamos delas.

Façamos a nossa parte. Jesus conta conosco. 
Temos muito trabalho pela frente e estamos aqui para executá-los juntos.

Ei, você ainda  está no sofá? Levanta daí. J

Vem aqui se juntar à nossa tarefa. 
Será uma alegria encontrá-los no Núcleo kardecista Antônio Pereira de Souza, em São Paulo. Podemos também nos encontrar em alguma das escolas espalhadas pelo Brasil que adotam o Programa Garrafas ao Mar, da Fraternidade sem Fronteiras. Vamos juntos engajar as crianças brasileiras no trabalho voluntário para construir escolas nas regiões mais pobres do planeta.

Trabalho é o que não falta! Vamos mudar o mundo?


Jaime Ribeiro é natural de  Recife. Espírita desde a adolescência,  é autor e palestrante. Trabalha como executivo da área de educação. É engenheiro químico formado pela Universidade Católica de Pernambuco e pós-graduado em marketing pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Escreveu Dora, seu primeiro livro infantil, que aborda as habilidades socioemocionais para as crianças, usando a adoção animal como instrumento. Também é autor do livro Empatia – Por que as pessoas empáticas serão os futuros líderes do mundo? Que aponta a empatia como a habilidade que será mais valorizada pela sociedade, em um mundo cada vez mais dominado pela tecnologia e com maior fragilidade de laços entre as pessoas.






quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

NOVAMENTE O NATAL POR DIVALDO FRANCO


Embora os problemas complexos e desafiadores destes dias, quando as criaturas humanas estamos em aturdimento e conflitos perversos, lentamente se aproxima a data natalina de Jesus.


De alguma forma, a psicosfera terrestre se modifica e suaves esperanças tomam conta de nossas vidas.


Velhas canções de infância ressoam em nossos sentimentos, páginas de ternura que pareciam esquecidas retornam à nossa memória, a magia dos presépios com figuras de barro ou de porcelana, de madeira ou de marfim nos fazem evocar a noite santa de Belém, enfim, cada um de nós sente o doce fenômeno da Manjedoura, que inaugurou um período novo para a Humanidade.


A grandeza daquele Menino incomparável modificou a História, e, por ser tão extraordinária a Sua vida, não coube nos seus fastos, que passaram a ser narrados antes e depois d'Ele.


No Seu anonimato, viveu em modesta região, Nazaré, na parte baixa de Israel, a Galileia, e quando iniciou o Seu ministério, ofereceu conceitos diferentes dos então existentes, lecionando amor e fraternidade como antes ninguém nunca se atrevera a expressar. Não apenas falou, mas viveu a extraordinária existência de desafios e mudanças sociológicas e psicológicas, que O tornaram modelo e guia para os tempos vindouros.


Ninguém que se compare a Jesus!


Acredita-se que Napoleão Bonaparte é o homem mais biografado da humanidade, no entanto, Jesus o suplanta.


É certo que nem todas as biografias são elogiosas ou místicas, muitas delas são críticas e vulgares, o que é natural, porque todos aqueles que ouvem falar sobre Ele nunca mais são os mesmos: amam-nO ou detestam-nO.


O Seu comportamento moral incomoda os frívolos e os odientos, ainda hoje, e os Seus silêncios perturbam os vaidosos e exaltados.


Psicoterapeuta extraordinário, alcançou o estado numinoso, e convivendo com os miseráveis da época, não se tornou mais um deles, antes os ergueu à dignidade e à vitória sobre a própria sombra.


Não poucas vezes, a Sua mensagem foi deturpada ou adulterada propositalmente, para atender a interesses infelizes de homens e mulheres indignos, de dominadores transitórios e perversos, e mesmo assim, à semelhança do ouro que se destaca no cascalho, as Suas palavras são gemas que libertam das paixões inferiores e proporcionam felicidade sem jaça.


Bastam Suas duas frases irretocáveis aplicadas e vividas no comportamento humano e o mundo se tornará melhor, no qual a vida se modificará: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” e “Não fazer a outrem o que não gostaria que lhe fosse feito”.
No próximo Natal, busca reviver as Suas lições e aplicá-las na conduta íntima, doméstica, social e comunitária para que todos sejamos harmônicos e ditosos.


Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 13 de dezembro de 2018.