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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

INSENSIBILIDADE E ZUMBIS


INSENSIBILIDADE E ZUMBIS

Rotineiramente me encontro envolvido com as atividades de socorro e amparo a crianças e jovens que voltam da Terra para o mundo espiritual.

Não é novidade que em sua grande maioria eles chegam aqui totalmente aturdidos e perturbados, sem qualquer noção a respeito da continuidade da vida.

Nos desdobramos de maneira a auxiliar nessa transição, que por si só na maioria das vezes é brusca.

São tantos os que não demonstram qualquer reação, mesmo quando são recebidos por parentes que os precederam na viagem de volta ao mundo espiritual.

Registramos de maneira a lamentar, a indiferença que acomete muitos corações em trânsito entre os dois planos da vida.

Muitos jovens assemelham-se aos famosos “zumbis” que o cinema retrata, e que uma vida de desamor cria.

Eles não reagem às manifestações de carinho, não registram as demonstrações de afeto, e hipnotizados pela indiferença experimentam estados de apatia letárgica.

O amor, assim como outros sentimentos nobres, deve ser exercitado. A alma foi criada por Deus, que é amor, para amar.

O mergulho na carne, na experiência das vidas sucessivas, que tem como propósito a evolução dos espíritos tem tragado continuadamente muitos jovens para a vala da indiferença pela ausência de uma educação.

Os lares se encontram fragilizados, à mercê dos modismos que sequestram a identidade psicológica em formação.

O mundo infantojuvenil se encontra sitiado por hábeis processos de manipulação mental direcionados a crianças e jovens, a fim de manter os usos e costumes consumistas.

O coração pequenino enregela-se tornando-se refratário às mensagens de amor, que propõe o desenvolvimento da alma em direção a Deus.

Nossas palavras têm o desejo de alertar a todos os educadores sobre o grave momento desses tempos de transição.

Em visita a muitos lares para trabalho de socorro e esclarecimento, já encontramos crianças dividindo o copo com os pais em conúbio vicioso. É a instalação gradual do reino da indiferença.

Os valores dando lugar ao desvalor, e os processos mórbidos se instalando nas almas infantis.

Ao lado da glamorização da rebeldia sem sentido, da destruição dos valores familiares que corrompem a sociedade moderna, uma geração de “zumbis” está nascendo.

Eles se alimentam do gozo, são escravos do hedonismo, não se recordam de Jesus.

Muitos religiosos são os responsáveis pelo apartamento de crianças e jovens da mensagem cristã, pois ao apresentarem a mensagem do Cristo, transformam-na em instrumento de segregação.

O jovem não consegue coadunar seus sentimentos e desejos com um projeto de vida que lhe roube o tesouro da juventude.

Cabe a nós outros, mesmo dentro das limitações que nos caracterizam, envidar esforços para apresentar Jesus em sua essência libertadora para a juventude.

O reino da indiferença que se ergue deve ser substituído pelo mundo da compaixão e do amor.

O escândalo já está acontecendo. E sua necessidade foi predita por Jesus, mas a situação atual não pode servir para imobilizar os corações de boa vontade.

A insensibilidade, que gera a indiferença, tem na caridade o antidoto para combater esse mal.

A indiferença da falta de tempo é assimilada por crianças e jovens a partir do próprio lar.

A indiferença e o desinteresse pelo que os filhos fazem na calada da noite, pelos programas que assistem na TV, pelo mundo virtual em que transitam, pelas companhias em que andam nas baladas, certamente faz nascer e crescer esse sentimento nos corações mais fragilizados e destituídos de valores cristãos.

Unamos nossos esforços para que crianças e jovens tenham despertados em seus corações o sentimento do bom Samaritano, para que possam se importar pela dor e sofrimento do outro.

Cabe-nos trabalhar na educação cristã ensejando desenvolver o senso de caridade na intimidade de cada ser.

Que Jesus, o excelso educador, nos inspire.

Ivan de Albuquerque 

Mensagem recebida pelo médium Adeilson Salles.

Dezembro/2016

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