sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

CARNAVAL - Por Divaldo Franco

E o Carnaval chegou com todos os seus ruídos e paixões primárias, anunciando alegria e felicidade, essa felicidade ilusória da embriaguez dos sentidos.

Ante a miséria que alarga a sua capacidade de destruir as massas ao lado da violência voluptuosa e destruidora, recordamo-nos do período imperial de Roma, que abria o circo para a generosidade do tirano que governava anestesiando os desditosos com o célebre “panis et circensis”.

A situação atual é pior do que aquela, porque se oferece apenas o circo de grandes proporções, nem sempre gratuita, mas vendidas as suas concessões.

Embriagadas, as multidões assumem o descontrole dos sentidos e atiram-se na ufania dos poucos dias de loucura e prazer, para depois retornar à normalidade impossível de ser mantida. E o carnaval, de certo aspecto, continua dominando aqueles que preferem a ilusão que se desvanece rapidamente à realidade do enfrentamento para a conquista dos valores que realmente proporcionam felicidade.

Algumas cidades do nosso país, considerando os desafios e sofrimentos que sobre elas se abatem, estão transformando as despesas carnavalescas do agrado quase geral, por se tratar de fuga para lugar nenhum, em pagamento aos funcionários que padecem atraso dos salários, aos hospitais onde os pacientes morrem nos corredores ou nas portas de entrada, às escolas em abandono, ante o reproche e desagrado de muitos foliões que preferem o padecimento dos filhos e deles mesmos a pobre educação proporcionada pelo poder público.

Afinal, nada temos contra o Carnaval, essa catarse periódica quase com finalidade terapêutica. Mas, a libertinagem em que foi transformado, de alegrias e festas em bacanais sexuais do mais nível servil, a larga e quase oficial ingestão e uso de drogas aditivas, ao contágio de enfermidades perversas e de novos tormentos emocionais, defluentes dos falsos amores dos dias fugazes nas vigorosas garras dos dias de trabalho e enfrentamento existencial.

O ser humano deve descobrir a finalidade da sua existência, encontrar um significado psicológico, raciocinar a respeito da brevidade em que ela se desenvolve, trabalhando-se para superar os sofrimentos e as inevitáveis contrariedades de cada dia. Cabe-lhe mergulhar na rapidez com que passa o prazer e eleger aqueles que produzem plenitude e têm duração real.

O discernimento deve ser desenvolvido para não se enganar com os denominados quinze minutos de holofotes a que a maioria humana aspira, perdendo-se logo depois nas frustrações dos sonhos-pesadelos.

O espírito humano está destinado a fatalidade do Bem, a conquista da harmonia, da beleza, da saúde e da fraternidade no seu sentido pleno.

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 08-02-2018.

Achou interessante? Passe um e-mail ou ligue para os nºs abaixo e comente, isso é muito importante para a permanência da coluna no referido jornal.

Central Telefônica: (71) 3340 - 8500
Redação: (71) 3340 - 8800
E-mail - opiniao@grupoatarde.com.br
WhatsApp: 99601-0020

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ELES ESTÃO AO NOSSO REDOR - por Maurício de Castro


Você está bem, mas de repente e sem explicação começa a ficar irritada, ter pensamentos estranhos, sintomas de doenças, vontade de brigar com as pessoas, sente tristeza, angústia, inquietação ou também pode sentir, igualmente sem explicação, uma grande alegria, sensação de bem estar, de paz, ou sentir cheiros de flores, perfumes ou simplesmente sentir uma brisa circulando seu rosto.

Esses fenômenos, aparentemente sem explicação, têm sua origem na interferência dos espíritos desencarnados que circulam à nossa volta.

Vivemos rodeados por uma população imensa de espíritos que, após a morte, se recusaram a voltar para seus locais de origem e vivem perambulando pela crosta terrestre, tentando resolver problemas que ficaram pendentes ou querendo ajudar aqueles que amam.

Esses espíritos estão perturbados e, quando se aproximam de nós, acabamos por sentir o que eles sentem.

Se você fosse um bom médium vidente, ficaria surpreso ao constatar a presença dos seres que vivem ao nosso lado sem que possamos suspeitar. Além dos espíritos desencarnados, existem as formas pensamentos criadas pelas pessoas, os seres elementais, dentre outras formas de vida que não estão ao alcance dos olhos humanos, mas que existem e interferem constantemente em nossas vidas.

Na rua, no nosso local de trabalho, no comércio, no trânsito e principalmente em nossas casas há espíritos de todos os níveis convivendo conosco, nos observando, sabendo o que fazemos e se aproveitando dos nossos pontos fracos.

Em cada ambiente há espíritos que têm afinidades. Se você fosse vidente e entrasse num bar, por exemplo, veria uma quantidade enorme de espíritos que foram alcoólatras quando vivos e que, depois de mortos, não conseguindo beber no astral, voltam para a Terra e se aproximam de quem bebe sugando as energias da bebida e sentindo o mesmo prazer de antes. Assim ocorre nos hospitais, nas igrejas, nos centros espíritas. Todos esses ambientes têm espíritos com algum interesse.

Você pode estar fazendo algo muito errado e pensa que ninguém está vendo, mas os espíritos sabem e podem nos usar a partir daí.

No sexo também ocorre grande influência. Nos motéis e hotéis que têm esse fim, nas relações sexuais desenfreadas, há espíritos que se colam às pessoas para sentir o prazer sexual como sentiam quando eram vivos.

Mas também há a parte positiva. Quando você pensa e faz coisas positivas, os espíritos de luz também que a acompanham e protegem.

Nas nossas decisões quase sempre há uma influência espiritual que pode ser boa ou ruim a depender das nossas intenções.

Pense nisso e se você costuma ter hábitos que não são bons mude-os. Essa é a melhor maneira de se defender dos espíritos negativos.

Maurício de Castro
Mais sobre o autor: https://goo.gl/YZHK7j

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

GLÂNDULA PINEAL, FENÔMENOS ANÍMICOS E MEDIÚNICOS - Por Dr. Ricardo Di Bernardi


Atualmente, as pesquisas têm demonstrado ser a glândula pineal o órgão mais importante na conexão do nosso corpo biológico com a dimensão extrafísica e com energias mentais externas. Essa glândula está intimamente relacionada aos fenômenos paranormais e mediúnicos.

O que René Descartes, há cerca de quinhentos anos, afirmava sobre a glândula pineal, hoje está retornando com modernas bases anatômicas, fisiológicas e paranormais. Descartes a considerava a “sede da alma racional” ou “glândula do saber e do conhecer”.

No Brasil, não há como deixar de mencionar as investigações do Dr. Sérgio Felipe na USP, analisando mais de 700 (setecentos) médiuns e estudando profundamente a pineal, glândula já muito comentada por André Luiz nas obras psicografadas por Chico Xavier.

Situada no centro da caixa craniana, de tamanho menor que uma ervilha, a pineal produz um hormônio denominado melatonina. A melatonina, na puberdade, tem a função de desbloquear as glândulas sexuais para que o corpo se torne fértil. Depois da puberdade, tem uma função constante, (durante toda a vida) de regular os ritmos corporais, tanto da parte psíquica como da física.

Coordena os ritmos do corpo. Ritmo do sono, da fome, o ritmo circadiano (dia e noite), ritmos do estado de humor e ritmos hormonais, todos eles têm um “relógio” sob o comando da glândula pineal; por exemplo, uma gestação tem um ano lunar, equivalente a 40 semanas. Como é que o corpo “sabe”? Captando pela pineal que absorve a irradiação lunar, (bem como a solar e de outras fontes). Analogamente se dá com relação ao ciclo menstrual que equivaleria ao mês lunar.

A luz captada pelos olhos é também enviada para a pineal. Depois de entrar pela retina, segue por condução elétrica, pelo nervo ótico até o hipotálamo, seguindo por um nervo até a pineal. A diferença é que ao contrário da retina, na pineal a luz não forma imagem. Essa luz regula a pineal. Mas a grande descoberta é que a pineal capta além da luz, capta o magnetismo, daí sua relação com os fenômenos anímicos e mediúnicos.

A pineal é um sensor magnético, converte as ondas do espectro eletromagnético em estímulo neuroquímico. É um verdadeiro laboratório de estudos da física sobre a relação espírito-matéria, com suas propriedades de captação de ondas mentais, ou seja, do espectro eletromagnético. A pineal tem função de senso percepção mediúnica e telepática.

A pineal é um sensor capaz de sentir o mundo espiritual e coligá-lo com a estrutura biológica. É uma glândula, portanto, que vive em contato com outras dimensões. Em linguagem resumida, o cérebro capta o magnetismo externo através da glândula pineal.

A glândula pineal é mais do que uma glândula, é um órgão sensorial, porém, não apenas dos cinco sentidos convencionais, mas ligada às percepções extrassensoriais transformando o magnetismo em estímulo neuroquímico para o cérebro perceber.

Como a pineal efetua essa transformação de energia magnética em estímulo neuroquímico?
O segredo está na estrutura dessa glândula, constituída por cristais de apatita. Os cristais de apatita formam novelos aos milhares. Cada cristal é envolto por uma nuvem de elétrons. Quando a onda mental telepática, vinda da uma mente de um Ser que vive no mundo físico, um mesmo do mundo extrafísico, chega como uma onda eletromagnética que, inicialmente, é captada pelo chakra coronário, cuja cor é azulada. O chakra coronário direciona a onda mental para a glândula pineal incidindo nos cristais de apatita, onde se choca com a nuvem de elétrons. 
Vamos imaginar as energias magnéticas externas no desenho abaixo representadas por uma seta azul. A energia PSI (mental) de uma irradiação telepática então é captada pelo chakra coronário (centro de força) e, depois, enviada para pineal. Ao incidir sobre os cristais de apatita chocando-se com a nuvem de elétrons, fica ricocheteando de cristal em cristal e, assim, vai perdendo a força, reduzindo a velocidade e baixando a frequência de vibração. A onda mental vai sendo modificada passando a ter menor velocidade e menor frequência até se tornar um estímulo cerebral (neuroquímico) para o cérebro poder sentir e captar a mensagem telepática seja de um Ser encarnado ou desencarnado.

No desenho abaixo vemos um esquema apresentado na Faculdade de Medicina de Lisboa pela Dra. Giovana Rosa Di Bernardi nas XII JORNADAS PORTUGUESAS DE MEDICINA E ESPIRITUALIDADE.
Estudemos e amemos! Façamos de nossa vida um laboratório (labor + oratório), local de labor e energias de amor.
Dr. Ricardo Di Bernardi
Mais sobre o autor: https://goo.gl/Dm4nkH

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

TACA EDUCAÇÃO, DEPOIS TACA LIVROS E RETIRA DAS RUAS - ADEILSON SALLES

(Foto: Yasmin Formiga/Arquivo Pessoal)

TACA EDUCAÇÃO, DEPOIS TACA LIVROS E RETIRA DAS RUAS

O que um pai pensa ao ouvir uma música (Uma surubinha de leve - título da música), se podemos chamar de música, uma verdadeira apologia ao estupro e a violência contra a mulher.


Para compor uma letra chamada, "Taca bebida, depois taca a pica e abandona na rua", o compositor talvez não valorize a própria mãe, e também não deve pensar em sua irmã (se tiver).


Na verdade, o propósito desse tipo de arte é chocar, e ganhar dinheiro as custas da exaltação da promiscuidade e da cultura de outros vícios.


Minhas palavras não nascem de um sentimento puritanista, pois não sou puritano, elas surgem em minha mente num misto de revolta e tristeza.


É esse tipo de sociedade que está sendo construída pela ausência de um projeto educativo sério, que contemple primeiramente a valorização da criatura humana no âmbito ético moral e também intelectual.


Todos os dias temos notícias de mulheres que são assassinadas pela cultura machista, quase tribal, de grande parte dos homens brasileiros.


Eu gostaria muito de saber a opinião da mãe do compositor dessa "música", que certamente irá vitimar muitas jovens pelo país afora.


Caso ela se orgulhe da produção musical do seu filho, a questão é ainda mais grave.


Não podemos assistir escandalizados, ficar omissos diante dessa agressão que as mulheres sofrem rotineiramente, não podemos aceitar a banalização do mal.


Muitos vão me criticar, porque virão com o discurso de que tudo isso faz parte de um planeta de provas e expiações e blá blá blá...

Essas alegações em minha opinião, resvalam na omissão.

Faço parte dessa sociedade, estou vivendo esses dias e tenho obrigação, como alguém que escreve para adultos, jovens e crianças de me solidarizar com todas as mulheres que são assediadas, violentadas e mortas em nosso país.
Sugiro ao "compositor" dessa perola da cultura nacional que ele componha uma música com o título:


"TACA EDUCAÇÃO, DEPOIS TACA LIVROS E RETIRA DAS RUAS"


Minha solidariedade a estudante paraibana Yasmin Formiga.
Adeilson Salles (autor e palestrante)


Estudante Yasmin Formiga faz protesto contra funk de 

Mc Diguinho. 
(Foto: Yasmin Formiga/Arquivo Pessoal)

Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam”. Foi assim que a paraibana Yasmin Formiga começou uma manifestação nas redes sociais contra o funk “Só surubinha de leve”, de Mc Diguinho. Segundo a estudante de Artes Visuais, de 20 anos, a música faz apologia ao estupro.  Por Dani Fechine, G1 PB