Barra de vídeo

Loading...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A MAGIA DO BEM - DIVALDO FRANCO
















Saturados pelas notícias perturbadoras, de violência, suborno e crimes de toda espécie, anelamos por encontrar exemplos dignificadores que nos possam servir de alento e sentido existencial, a fim de podermos prosseguir acreditando nos valores ético-morais em total desconsideração. A volúpia do prazer e do vale-tudo a cada dia arrebanha maior número de fiéis seguidores atormentados pelos desejos de ter e do brilhar, mesmo que sob o elevado preço da perda da dignidade e do respeito por si mesmo, em consequência, pelas demais pessoas.

A ausência de líderes portadores de títulos de honradez e de trabalho digno dá lugar ao brilho de personalidades psicopatas, exóticas, que se celebrizam pela estranheza da conduta e da agressividade, em descida a níveis de desequilíbrio jamais vistos na história da humanidade. Apesar de desconhecidos, existem mulheres e homens extraordinários que acreditam no bem e o praticam, sem deixar-se perturbar pela algazarra e loucura dos excêntricos e atormentados, que proclamam a necessidade do gozo acima de todas as circunstâncias.

Passados os momentos da glória enganosa e do gozo transitório, logo despertam os iludidos, tomados pelo vazio existencial, enfrentando a consciência e deixando-se tombar em outras buscas infelizes: alcoolismo, tabagismo, drogadição, sexo em desalinho, descendo, cada vez mais, em direção ao poço sem fundo onde passarão a jazer sem vitalidade. É indispensável que nos voltemos para o amor, conforme assevera a Dr.ª Elizabeth Lukas, eminente discípula do psiquiatra Viktor Frankl, que informa ser a “finalidade da vida a sua conquista”.

Sem dúvida, a palavra encontra-se muito desgastada e confundida, no entanto, podemos identificá-la na ação do bem indiscriminado, cuja magia é proporcionar a felicidade integral ao ser humano, vinculando-o à consciência cósmica. Ninguém pode viver consciente da sua realidade sem o amor, cuja falta enlouquece e que se torna realidade somente pela prática do bem.

Divaldo Franco

Artigo de Divaldo Franco publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 26-02-2015.

 - Divaldo Franco escreve quinta-feira, quinzenalmente.

Achou interessante? Passe um e-mail ou ligue para os números abaixo e comente, isso é muito importante para a permanência da coluna no referido jornal.

Central Telefônica: (71) 3340 - 8500

Redação: (71) 3340 – 8800
Email - opiniao@grupoatarde.com.br

Reportagem sobre Divaldo Franco no Fantástico

Para quem não conseguiu assistir à belíssima reportagem sobre Divaldo Franco no Fantástico, assista agora.

video

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Divaldo Franco no Fantástico


Vejam o depoimento do repórter da Globo que esteve na Mansão gravando com Divaldo Franco:

Marcelo Canellas
Brasília/DF
"Não sou espírita, nem acredito em reencarnação, mas um homem que dedica a vida a uma obra social que tirou 160 mil pessoas da pobreza absoluta ao longo de 60 anos merece respeito. A reportagem que eu, Lúcio Alves e Júnior Predes fizemos com o médium Divaldo Franco mostrará que ele não deu apenas pão aos pobres. Ofereceu escola, profissão e dignidade a algumas das famílias mais miseráveis da periferia de Salvador sem perguntar a religião de ninguém. Quem puder, assista."

A matéria vai ao ar no próximo domingo, dia 22/02/2015, no Fantástico.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

CARNAVAL - Divaldo Franco

São muito discutidas as origens do Carnaval. Para alguns historiadores, foram os gregos que o iniciaram por volta dos séculos sétimo e sexto a.C, como sendo a maneira de expressar-se gratidão aos deuses pelas colheitas pródigas. Outros informam que é um renascimento das saturnais, que eram celebradas em Roma, em dezembro... Por fim, existem aqueles que afirmam que foi criação da Igreja Católica por volta de 590 a.C. e tornada oficial a partir do século XI, quarenta dias antes da Quaresma... Por sua vez, a palavra deriva-se de Carnis valles (prazeres da carne) ou ainda, segundo uma tradição, é o resultado do adágio Carne nada vale, formada pela primeira sílaba de cada palavra.

O carnaval, porém, conforme o conhecemos hoje, ter-se-ia originado na sociedade vitoriana, especialmente em Paris, donde se transferiu para muitos países, chegando ao Brasil-império através das grotescas atitudes do entrudo, com adoção de hábitos e costumes locais. Sendo uma festa popular, hoje manipulada pela mídia e objetivando resultados econômicos pelo número de empregos que proporciona, apresenta-se com uma face distorcida e perversa. Em razão dos conflitos que dominam a sociedade, torna-se um momento muito especial para o deboche, a degradação moral, a perversão sexual, a usança de drogas ilícitas e os crimes mais diversos.

A festa é tumultuada, excitante, pelos quadros da nudez e do erotismo, das facilidades para as perversões, já que a “carne nada vale”, vindo os seus lastimáveis resultados pouco depois: gravidez indesejada terminando em abortos, enfermidades sexualmente transmissíveis, transtornos de conduta emocional, frustrações profundas. Não é o carnaval, em si mesmo, um fator de degeneração moral, social e espiritual, mas a oportunidade que faculta aos atormentados para exporem as suas feridas morais. Aproveita-te desses dias para renovar-te espiritualmente, para que possas espairecer e descansar, porque a carne vale muito no teu processo de evolução.

DIVALDO FRANCO

Divaldo Franco escreve quinta-feira, quinzenalmente.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 12-02-2015.
Achou interessante? Passe um e-mail ou ligue para os nºs abaixo e comente, isso é muito importante para a permanência da coluna no referido jornal.
Central Telefônica: (71) 3340 - 8500 -
Redação: (71) 3340 – 8800
Email - opiniao@grupoatarde.com.br

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Divaldo Franco nos estados de GO, MG e SP, no mês de Fevereiro/2015


16 - GOIÂNIA - 19h - Palestra pública - Centro de Cultura e Convenções de Goiânia 

17 - GOIÂNIA -  31º Congresso Espírita de Goiás no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia (necessário fazer a inscrição no congresso - www.congressoespiritago.org.br

17 - ANÁPOLIS - 20h Local: Recanto do Lago – Anápolis

18 - CALDAS NOVAS - 20h Local: Centro de Convenções Diroma

19 - ITUMBIARA - Seminário 19h30 às 22h  - A Conquista da Plenitude - Inf. 64- 9966-9652

20 - UBERLÂNDIA - 19h30  Center Convention Uberlândia.

21 - UBERABA - Local: Centro Cultural Cenecista Joubert de Carvalho 
(Livraria Espírita Emmanuel).

22 - FRANCA - 20h - Novo Ginásio Poliesportivo do CEAE Pestalozzi

23 - SÃO PAULO - Noite de autógrafos - lançamento do livro "Divaldo Franco - A Trajetória de Um Dos Maiores Médiuns de Todos os Tempos" - primeira biografia jornalística do espírita baiano.
Shopping Paulista - a partir das 18h.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O Homem de Bem


Nas relações humanas, aplicadas nos diversos grupos sociais, a maioria de nós admira as pessoas cujo senso moral caracteriza-se como justo, amoroso e caridoso. Nosso coração enche-se de alegria ao lado de alguém que é capaz de agir integralmente no bem, sendo coerente com os princípios de justiça.
            Observemos o exemplo de Irmã Dulce, a missionária católica que aplicou em sua vida a teoria e a prática do amor que é justo, porque age sem outro móvel se não a caridade. No movimento espírita, encontramos Francisco Cândido Xavier, que exerceu puramente as relações com o semelhante, aplicando a justiça do amor, tanto quanto a caridade que não se dissimula na hipocrisia da esmola. No movimento evangélico, temos o exemplo de Martin Luther King, com sua luta pela liberdade e igualdade entre todos. Em todos os segmentos sociais e religiosos iremos encontrar uma personagem que não mediu esforços para exemplificar o conceito e os princípios do Homem de Bem.
            Quando Allan Kardec esclarece que o “verdadeiro Homem de Bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade”, ele apresenta pontos cruciais para iniciarmos nossa reflexão. A primeira delas diz respeito à dualidade que vivemos intimamente: nossos lados sombra e luz que habitam em nossa essência. O lado sombra refere-se ao “Homem Velho” que representa “os valores perecíveis do mundo das ilusões”, tornando como legítimo, justo e verdadeiro os conceitos e posicionamentos contraditórios, tais como o do “amor condicional”.
            Diante dessa dualidade, como o bem pode se fixar? É preciso abandonar os preconceitos que matam para que nos aproximemos um pouco mais da essência de Jesus, que amou a todos de forma incondicional. Por isso, que os valores imortais nos convidam a novas reflexões e posicionamentos. Nasce, nesse instante, “o Homem Novo ou Renovado”, que avalia a extensão da vida nos aspectos que superam os dogmas e os preconceitos.
            Esse verdadeiro Homem de Bem é vigoroso e ativo, não teme as opiniões contrárias, pois confia muito mais no exemplo de Jesus, que na falsa moralidade dos que se dizem representante de Deus na Terra. É atuante e preocupa-se com os valores éticos, sociais e ambientais, muito mais que nas velhas fórmulas de caducas religiões ou de novos conceitos religiosos estabelecidos “verdadeiros”, mas que não “remendos novos em panos velhos”. Compreende que fazer justiça não significa novas leis punitivas ou novos métodos de castigo. Ao contrário, observa que se todos praticassem o “Amai-vos uns aos outros”, tudo seria mais simples, porque não haveria mais injustiça de tanta ordem espalhada pelo mundo.
            Nesse sentido, o Homem de Bem ama a todos mais que a si mesmo. Isso não significa dizer, contudo, que ele não se preocupa consigo. Pelo contrário. Ele sabe que sua evolução é o resultado de seus esforços e cuidados que deve ter com a mente e o com corpo, buscando o equilíbrio em tudo que faz. Pratica a caridade na sua mais completa concepção, mas não se descuida de ser caridoso para consigo, amando-se tanto quanto ama o seu semelhante, aceitando-se, tanto quanto aceita as características distintas de seus irmãos. Utiliza-se dos bens materiais sem ser escravo desses, pois sabe que o maior patrimônio do Homem é a sua liberdade integral (física, moral, espiritual, social e emocional). Luta por ela, não aceitando injustiça de nenhuma ordem, pois como cidadão atua pelo desenvolvimento economicamente justo, socialmente inclusivo e ecologicamente sustentável. Não persegue os seus opositores, pois entende que todos somos irmãos, mas combate de forma respeitosa ideias contrárias aos valores integrais de uma sociedade livre e próspera.
            O verdadeiro Homem de Bem compreende que ser justo implica em ser amoroso na teoria e na prática para com todos, não agindo de forma arrogante, egoísta e orgulhosa quando expõe suas ideias e demonstra seu ideal. Entende que fazer o bem implica em uma série de atitudes que vão além do sentido religioso. Uma delas é transformar a oração na ação diária, no “arar” para que o bem em sua mais completa conceituação se fixe nos corações dos homens por meios dos bons exemplos.
            O Homem de Bem que devemos nos tornar luta pela implantação do Reino de Deus dentro do coração, pois compreende que é o primeiro ambiente a exercer um contínuo combate, superando as divergências que ainda possam existir. Para viver integralmente a sua vida, não obstante aos desafios que carrega no íntimo, trava feroz batalha com as forças atrasadas do passado, que ainda teimam em corrompê-lo, oferecendo as aparências da felicidade.
             Compreende, ainda, que Deus nos quer ativos, fazendo com que ajudemos os semelhantes por meio de outros semelhantes, fortalecendo uma robusta cadeia de valor moral, que produz efeitos em todo o sistema social que nos inserimos. Diante da fome, da violência, das desgraças sociais, o verdadeiro Homem de Bem não credencia a fatalidades ou ao “desejo do Pai”. Ao contrário, percebe que tem responsabilidades e arregaça as mãos para fazer a sua parte, por menor que seja. Não teme as consequências do seu ato de amor pela coletividade e luta para que seu exemplo possa representar a Vontade do Senhor.
            Por fim, como fiel depositário do amor de Deus, o Homem de Bem executa a Lei de Amor sem dogmas e faz com que as palavras do Mestre Jesus estejam vivas em sua mente e em suas ações. Não apregoa a verdade em tribunas humanas, mas a vive diariamente praticando o amor e o perdão, caminhos pelos quais percorre para chegar livre ao seio do Criador.

Marcos Alencar
É coordenador de comunicação e cultura espírita da Casa da Caridade de Maceió/AL. Como médium, publicou, pela Intelitera Editora, o romance Uma Chance para o Perdão.







Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 130. Para adquirir essa e outras edições, acesse o link:

http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_virtuemart&Itemid=115