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terça-feira, 14 de abril de 2015

Espiritismo – Estudo e ensino

A importância do estudo no processo de difusão do conhecimento espírita. Como se processa a consolidação do conhecimento espírita?



Na organização e desenvolvimento do estudo espírita, é fundamental que as atividades se estruturem em premissas claras e interdependentes, tais como:

·       Definição do objeto – É importante que seja definido o assunto principal que será tratado no estudo, sem o qual as demais etapas ficam prejudicadas. Parafraseando antigo provérbio chinês, “quando não sabemos o que estudar, qualquer estudo serve.”
·      Definição do objetivo – O que se pretende responder às questões levantadas pelo objeto de estudo. Objetivo é diferente de meta. A meta alcançada contribui para que o objetivo seja atingido.
·           Definição das fontes – Nessa etapa são listadas as fontes seguras que garantam que o objeto de estudo terá sua análise à luz da racionalidade, bem como contribui para que o objetivo seja atingido.
·           Definição do perfil de público – Nem todos os candidatos a estudante do Espiritismo estão em um mesmo nível – e nem poderia, pois todos nós estamos em diversos níveis de evolução e entendimento. Dessa forma, é fundamental que o planejamento do processo de difusão do conhecimento espírita leve em consideração as características do público, identificando carências e estabelecendo estratégias e metodologias na aplicabilidade do conteúdo que promova a integração de todos.
·    Definição dos indicadores de resultados – Definir resultados que contribuam para o entendimento de todos. Nada de engessar o processo de aprendizagem, nem tornar a doutrina espírita academicista, pois Espiritismo é a expressão da liberdade de sentir, pensar e agir.

Nesse sentido, a organização e operacionalização do estudo espírita se expressa em uma pirâmide:


Nos dois lados da pirâmide temos o amor e a disciplina, condicionantes para que a difusão do conhecimento espírita tenha equilíbrio. Na base desse processo, está a lógica da integralidade e conectividade, sendo a primeira a capacidade de utilizar-se de fontes legitimadas, coerentes e racionais; e a segunda, compreendendo que todo conhecimento que buscamos tem conexão e interface com diversos outros aspectos da filosofia, ciência e moral.


Doutrina em construção

É fundamental que o difusor do conhecimento espírita tenha a noção de que a doutrina espírita não possui verdades absolutas sobre esse ou aquele assunto, mas que lança seu olhar criterioso em qualquer tema, mergulhando em outras fontes, seja para buscar informações ou para contribuir com suas argumentações. Quem pretende encarcerar o Espiritismo no absolutismo comete velhos equívocos e reforça o extremismo religioso, causador de tantos conflitos e dissenções.
Nessa lógica integradora entre amor, disciplina, integralidade e conectividade, consolida-se o tríplice aspecto do Espiritismo.
Diante dessa visão – que é apenas uma visão, um ponto de vista deste articulista – o amor assume papel fundamental para reunir e integrar pessoas, pois é ele quem aconchega e congrega. Por outro lado, a disciplina exerce função essencial, já que constitui a base para que o caminho de qualquer estudante espírita seja seguro, firme, com propósito, com ideal, com lógica, com respeito aos princípios doutrinários. Nesse ponto de entendimento, a disciplina não se configura no cumprimento de normas, dogmas, rituais ou regras, única ou exclusivamente. Mas, acima de tudo, no domínio de si próprio.
No passado, a maioria dos espiritistas a compreendeu como controle do comportamento, especialmente dos outros.  Hoje, em tempos de transição e na busca pela alteridade, devemos entendê-la e praticá-la como o domínio de nós mesmos, já amplamente divulgado pela doutrina espírita por meio da reforma íntima. Não existe reforma de nossas atitudes pelo controle, mas pelo domínio. Porque se o primeiro é exógeno (de fora para dentro, invasivo, excludente e constrangedor), o segundo é endógeno (de dentro pra fora, inclusivo, conciliador e respeitador dos limites de cada um).
Na base está a integralidade e a conectividade, como sustentadoras de um ciclo virtuoso que começa no amor e nele termina, pois quem ama processa a disciplina das emoções, dominando a sua essencialidade.
A essência do conhecimento espírita, portanto, tem como funções: aconchegar, tendo o amor como princípio; consolar, abrindo as portas do coração para disciplinar os sentimentos; e esclarecer, difundindo informações e conteúdos, contribuindo para nossa liberação dos atavismos de antanho.
Portanto, quem deseja estudar o Espiritismo, que leve em consideração que não se aparta conhecimento do amor, nem da disciplina, e muito menos o isola em verdades ultrapassadas ou o encastela em fontes desatualizadas. Mas o potencializa, assegurando a integralidade das fontes e a conexão entre todos os elos da cadeia do saber espírita.
Assim, estudar a doutrina espírita sem as amarras do passado, sem as velhas regras do desditoso ontem, é acender uma luz na longa estrada rumo à libertação, onde todos iremos nos reencontrar com o mestre Jesus.

Mensagem do espírito Joseph, psicografada por Marcos Alencar (autor do livro Uma Chance para o Perdão, publicado pela Intelitera Editora).





Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 137. Para adquirir essa e outras edições, acesse o link:
http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_virtuemart&Itemid=115


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