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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

MOMENTO DIFÍCIL – DIVALDO FRANCO



    O mundo está em crise, e o Brasil estertora, conforme o noticiário de todo instante. Sucedem-se os escândalos, e as surpresas com as pessoas envolvidas produzem um duplo efeito: desencanto em confiar em indivíduos de aparente apresentação digna, inimputável, mantenedores, no entanto, de conduta vulgar e criminosa, assim como a perda da esperança em dias melhores ante a cultura da desonestidade que campeia à solta. A questão, no entanto, é mais ampla porque se apresenta com caráter internacional. O ser humano parece ter perdido o rumo ético, entregando-se aos excessos de toda ordem, revivendo preconceitos bárbaros que se repetem causando lástima e compaixão.
    Haja vista o que o Estado Islâmico está realizando em uma cidade do Iraque onde se encontram cristãos. Além de destruir todos os monumentos que honram o passado e são patrimônio da humanidade, estão degolando selvagemente os adeptos do Cristo, em espetáculo de hediondez, repetindo com mais crueldade as perseguições promovidas pelo Império Romano durante os três primeiros séculos do nosso calendário.
    Os crimes crescem assustadoramente, e os cidadãos nos encontramos amedontrados, receando as ruas e também a intimidade dos lares, onde os bandidos se adentram e cometem arbitrariedades. Como mecanismo de fuga, os brasileiros sorrimos dos comportamentos anedóticos de autoridades que deveriam zelar pelo idioma pátrio, sem aventureirismos ridículos, através dos veículos da comunicação virtual. Não serão resolvidos os dramas existenciais com a zombaria, as reclamações, os doestos. Tornam-se indispensáveis comportamentos corretos, conscientização de possibilidades de ação através das leis que vigem no país.
    Se cada cidadão e cidadã brasileiros cumprirem com o seu dever, poderemos restabelecer a ordem e voltar a confiar no futuro. Jesus estabeleceu uma ética desafiadora que serve de bastão psicológico de segurança: “Não fazer a outrem o que não gostaria que outrem lhe fizesse.”

Artigo de Divaldo Franco publicado no jornal A tarde de 27 de agosto de 2015.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Aniversário de Dr. Bezerra de Menezes


Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, natural de Riacho do Sangue - CE.
Nasceu em 29 de agosto de 1831. Desencarnou em 11 de abril de 1900.
Foi médico, redator e político (vereador, prefeito, deputado e senador). 
Casou-se com Maria Cândida de Lacerda em 6 de novembro de 1858, (que desencarnou em 24 de março de 1863) e com ela teve dois filhos;
Casou-se em segundas núpcias com Cândida Augusta de Lacerda Machado e tiveram sete filhos.

Obras literárias: A casa assombrada; A loucura sob novo prisma; A Doutrina Espírita como filosofia teogônica (Uma carta de Bezerra de Menezes); Casamento e mortalha; Pérola Negra; Evangelho do Futuro. Também traduziu o livro Obras Póstumas de Allan Kardec.

Descendente de família antiga no Ceará ligada à política e ao militarismo, foi educado segundo padrões rígidos e princípios da religião católica. Aos sete anos de idade entrou para a escola pública da Vila Frade, aprendendo os primeiros passos da educação elementar. Em 1842 sua família muda-se para o Rio Grande do Norte, em conseqüência de perseguição política. Matriculou-se na aula pública de latinidade na antiga vila de Maioridade. Em dois anos preparou-se naquela língua de modo a substituir o professor.

Em 1846, a família novamente se muda para o Ceará, fixando residência na capital. Entrou para o Liceu, ali existente, e completou seus estudos preparatórios como o primeiro aluno do Liceu. No ano de 1851, o mesmo da morte de seu pai, mudou-se para o Rio de Janeiro, ingressando no ano seguinte, como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Para poder estudar, dava aulas de Filosofia e Matemáticas. Doutorou-se em 1856 pela Faculdade de Medicina, defendendo a tese: "Diagnóstico do cancro". Candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento", sendo empossado em 1º de junho de 1857. Em 1858 foi nomeado "cirurgião-tenente". Também sendo, no período de 1859-61, redator dos "Anais Brasilienses de Medicina" da Academia Imperial de Medicina.

Em 1861 inicia sua carreira política, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro, tendo que demitir-se do Corpo de Saúde do Exército. Na Câmara Municipal da Corte desenvolveu grande trabalho em favor do "Município Neutro", na defesa dos humildes e necessitados. Foi reeleito para o período de 1864-1868. Retornou à política no período de 1873 à 1881, ocupando várias vezes as funções de presidente interino da Câmara Municipal da Corte, efetivando-se em julho de 1878, cargo que corresponderia ao de prefeito nos dias atuais, nunca obtendo favores do governo para as suas candidaturas. Foi eleito deputado geral do Rio de Janeiro de 1867, no entanto a Câmara foi dissolvida no ano seguinte e o Dr. Bezerra só exerceria o papel de deputado no período de 1878 à 1885, sem jamais ter contra ele qualquer ato que desabonasse sua vida pública.

Criou a Companhia de Estradas de Ferro Macaé a Campos, e construiu aquela ferrovia vencendo inúmeras dificuldades. Empenhou-se na construção da via férrea de Santo Antônio de Pádua, foi diretor da Companhia Arquitetônica e presidente da Carris Urbanos de São Cristóvão. Ao longo da vida acumulou inúmeros títulos de cidadania.

Durante a campanha abolicionista com espírito prudente e ponderado escreveu "A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extinguí-la sem danos para a Nação". Expôs os problemas de sua terra, no estudo "Breves considerações sobre as secas do Norte". Escreveu ainda biografias sobre homens célebres. Foi redator de "A Reforma" órgão liberal na Corte, e redator do jornal "Sentinela da Liberdade", concluindo sua carreira política no ano 1885.

Conheceu o Espiritismo no ano 1875, através de um exemplar de O Livro dos Espíritos, oferecido pelo seu tradutor, Dr. Joaquim Carlos Travassos. Lançado em 1883 o "Reformador", tornou-se seu colaborador escrevendo comentários judiciosos sobre o Catolicismo. No dia 16 de agosto de 1886, ante um auditório de pessoas da "melhor sociedade", proclamava solenemente a sua adesão ao Espiritismo, tendo inclusive direito à uma nota publicada pelo jornal "O Paiz" em tons elogiosos.

Passou então a escrever livros que se tornariam célebres no meio espírita. Em 1889, como presidente da FEB, iniciou o estudo metódico de "O Livro dos Espíritos". Traduziu o livro "Obras póstumas". Durante um período conturbado do movimento espírita manteve-se afastado do meio tendo hábito somente a freqüência ao Grupo Ismael no qual eram estudadas obras de Kardec e Roustaing., enquanto a FEB declinava por problemas financeiros. Foi convidado a assumir a presidência FEB, cuja conseqüência foi a vinculação da Federação ao Grupo Ismael e a Assistência aos Necessitados. Nesta ocasião foi redator-chefe do Reformador. Defendeu o direitos e a liberdade dos espíritas contra certos artigos do Código Penal. Presidiu outras instituições espíritas e terminou esta existência no dia 11 de abril de 1900, recebendo na primeira página de "O Paiz" um longo necrológico, chamando-lhe de "eminente brasileiro", e honras da Câmara Municipal da Corte pela conduta e pelos serviços dignos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Mensagem do Espírito Bezerra de Menezes por José Carlos De Lucca


"Filhos amados. A palavra crise vem sendo pronunciada constantemente por meus irmãos na Terra. De fato, o momento é de crise inegável nos mais variados campos da atividade humana. Mas nada se encontra fora do controle do Pai que nos ama, e se Ele permite a existência de turbulências é para que possamos extrair as lições para o nosso amadurecimento.
Na crise econômica, aprendamos a viver com mais simplicidade.
Na crise da solidão, aprendamos a ser mais solidários.
Na crise ética, tenhamos posturas mais justas.
Na crise do preconceito, aprendamos a respeitar mais os irmãos que pensam diferente de nós.
Na crise espiritual, fiquemos mais perto de Deus pela fé e oração.
Na crise do ressentimento, perdoemos um pouco mais.
Na crise da saúde, guardemos mais equilíbrio em nossas atitudes
Na crise do amor, deixemos o nosso coração falar mais alto do que o egoísmo.
Momento de crise é momento de um passo adiante. Retroceder, rebelar ou estacionar, nunca. A crise pede avanço. E se a crise chegou para cada um de nós, é hora de levantar, mudar e seguir em frente na construção de um novo tempo de amor e paz."

CURA REAL



...Se a consciência de uma pessoa se desequilibra, o fato se torna visível e palpável na forma de sintomas corporais. Por isso é uma insensatez afirmar que o corpo está doente: só o ser humano pode estar doente; no entanto, esse ‘estar doente’ se mostra no corpo como um sintoma. (Quando uma tragédia é representada no palco, não é o palco que é trágico, mas a peça teatral!). T.Dethlefsen e Rudiger Danlke


Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta. A cura real somente acontece do interior para o exterior, do cerne para a forma transitória.

Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.

Conte a seu médico eu você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.

Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.

Mencione que sofre de enxaqueca, todavia, confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à critica alheia e demasiadamente ansioso.

Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo. Não querem mudar de vida. Procuram a cura do câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.

Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.

Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.

Pedem solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas.

Suplicam auxílio para os problemas da tireóide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legitimas necessidades.

Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado.

Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.

Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.

Toda cura é sempre uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam por dentro. Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição. Quando nos decidiremos?


Do livro O Médico Jesus – José Carlos De Lucca.
Mais informações, acesse: http://goo.gl/FNR9Vb


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

DIVALDO FRANCO RESPONDE: O que faz uma pessoa ter um comportamento homossexual?



Alguns informam que a homossexualidade decorre da genética, outros que é da convivência familiar ou mesmo do ambiente onde a pessoa se desenvolve e outros, ainda, que é uma doença. O que faz uma pessoa ter um comportamento homossexual?

Divaldo Franco:

A Organização Mundial da Saúde tirou do seu código de enfermidades a opção sexual daqueles que têm interesses por indivíduos do mesmo sexo.

Anteriormente, tratava-se de uma questão psiquiátrica, no entanto, em face de estudos profundos realizados pela psicologia do comportamento, constatou-se que se trata de uma opção. A colocação diz respeito ao indivíduo que traz marcas profundas do seu interesse por individuo do mesmo sexo. Então, trata-se de uma tendência que tem origem na vida espiritual.

Para nós, conforme Allan Kardec estabelece na questão número 200 de O Livro dos Espíritos, o Espírito em si mesmo é assexuado. Através da reencarnação, pode vir na polaridade masculina ou na polaridade feminina. Se, por acaso, reencarna na mesma polaridade seguidamente, adquire a psicologia correspondente à sua anatomia. Se, de golpe, renasce na outra polaridade, pode apresentar a organização anatômica de natureza masculina e a psicológica, feminina, ou vice-versa.

Quando nos referimos à opção pessoal, elucidamos que diz respeito ao comportamento sexual. Ser homossexual, amar alguém do mesmo sexo, é um fenômeno completamente normal. No entanto, a opção da conduta sexual, o conúbio com alguém do mesmo sexo, são questões pertinentes ao livre-arbítrio. Mas não consideramos que se trate de uma patologia, nem que signifique um distúrbio de comportamento, ou uma conduta de natureza reprovável.

O uso promíscuo do sexo é o que o torna execrável, em qualquer situação, tanto na homo como na heterossexualidade.


Do livro Divaldo Franco Responde Volume 2.
Mais informações, acesse: http://goo.gl/g5ZzPk


terça-feira, 11 de agosto de 2015

DOADORES DE ÓRGÃOS SENTIRÃO FALTA DELES NA PRÓXIMA ENCARNAÇÃO?



Possuímos um outro corpo, o corpo espiritual, designado por uma série de sinônimos (perispírito, corpo astral, psicossoma, etc.), por todos aqueles que estudam e pesquisam a vida espiritual. E esse corpo, sim, continua existindo e é importante para o espírito.

A ideia da ressurreição dos corpos, admitida por muitas religiões, é que se confunde com o conceito da reencarnação. Para nós, espíritas, a ressurreição é impossível, porque, cientificamente, sabe-se que as moléculas de um corpo reintegradas à terra são decompostas em minerais pelas bactérias e depois absorvidas pelos vegetais. Vegetais servem de alimentos aos animais, que, por sua vez, são consumidos pelos homens. Inúmeras moléculas que fizeram parte integrante de outros homens há milênios podem ser parte de nossa estrutura material hoje. A ressurreição, portanto, é anticientífica e difere completamente do conceito de reencarnação.

A doação de um órgão do nosso corpo físico não compromete a integridade do corpo espiritual nem a sua anatomia. O que pode alterar essa integridade são as posturas de egoísmo, ódio e outras de baixa freqüência energética.

Ao se doar um órgão, efetua-se um ato de solidariedade ao próximo. Atos de solidariedade são atos fraternos, construtivos e harmônicos. A pessoa que assim procede passa a estar em sintonia energética com vibrações luminosas das entidades espirituais superiores. Atos de Amor são atos de elevada freqüência vibratória, portanto, atraem para o indivíduo toda a proteção por ele merecida. Ninguém, por um ato de amor, pode ser “punido” ou prejudicado, ao contrário, atrairá o amor e a simpatia dos outros.

À medida que essas energias são geradas, estabelece-se sobre o corpo espiritual daquele que chega ao mundo extrafísico uma aura luminosa e brilhante que gerará harmonia e felicidade. A natureza, que é sábia, reage sempre favoravelmente em relação àqueles que atuam também em favor do próximo, pois isso igualmente faz parte do contexto da lei natural. Deus é sábio, portanto, sábias são as leis da natureza.


Do livro “A reencarnação em xeque”, de Dr. Ricardo Di Bernardi
Para saber mais, acesse: http://goo.gl/JYrbsq


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

PELO AMOR OU PELA DOR



Sempre que podia, Chico visitava uma senhora muito pobre que morava na periferia de Pedro Leopoldo. Era uma mulher viúva que vivia sem situação de absoluta penúria em um casebre, localizado em um local descampado próximo a pequeno riacho.

Para complicar ainda mais a vida dessa pobre mulher, seu filho, agora com idade aproximada de sete anos, nascera cego, surdo, mudo e desprovido dos membros superiores. A presença de Chico naquela choupana representava o único momento em que aquela pessoa infeliz, esquecida do mundo, experimentava um pouco de alegria e reconforto espiritual.

Em suas visitas, Chico sempre levava alimentos e roupas, lia uma página do Evangelho e conversava com a mulher. Compadecido com sua situação de absoluta pobreza, procurava sempre proferir palavras de bom ânimo, enquanto a auxiliava no banho do filho, que aquela desventurada mãe segurava nos braços como se fosse seu tesouro mais precioso.

O garoto se expressava em forma de gemidos e sons guturais incompreensíveis, semelhante a uma algaravia, aquietando-se e sorrindo quando a mãe o beijava e o Chico acariciava seus cabelos.

Chico era uma alma de extrema sensibilidade, fazendo sempre tudo o que podia para amenizar o sofrimento das criaturas. O caso daquela mulher e de seu filho era algo que comovia o querido médium.

Um dia ela chegou ao Centro Luiz Gonzaga com o filho no colo e os olhos marejados de lágrimas. Chico interrompeu o que fazia naquele momento para atender imediatamente aquela desventurada mãe.

-Chico, - disse ela com a voz embargada pela emoção – meu filho está muito mal. Tem gemido nestas últimas noites sem parar e, então, o levei ao médico, que diagnosticou uma enfermidade grave nos ossos de suas pernas. Disse que, para salvar sua vida, terá que amputar as duas pernas.

Chico ouviu em silêncio e, com lágrimas nos olhos, abraçou a mãe e o filho doente. A mulher prosseguiu:
- Meu Deus, o que será do meu filho? Nasceu sem os braços, cego, surdo e mudo. Agora o médico diz que terá que amputar suas pernas! O que devo fazer, Chico?

Abraçado àquelas infelizes criaturas, Chico ouviu a voz de Emmanuel, que dizia:

- Este filho que esta mãe segura nos braços buscou a fuga da vida reiteradas vezes, de forma contumaz em suas últimas existências, por meio do suicídio. Nesta encarnação, pediu que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de cometer o mesmo erro do passado e, por essa razão, reencarnou nessas condições. Todavia, nas últimas semanas, instintivamente tem procurado o rio para se atirar. O médico tem razão, infelizmente as pernas do garoto precisarão ser amputadas. Foi um pedido do próprio interessado e de sua mãezinha antes de reencarnarem e, dessa forma, terá que ser cumprido em seu próprio benefício.
Chico se calou abraçando aquela mãezinha e seu filho, e juntos choraram enquanto o médium proferia uma prece em favor daqueles espíritos em dura prova de doloroso resgate.

Ele sempre estava disposto a esquecer seus problemas, suas dores, suas agonias para auxiliar o próximo.

Do livro “Nas Bênçãos de Chico Xavier”, de Antonio Demarchi.
Para saber mais, acesse: http://goo.gl/bLHCTB


         

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

RAIVA, MÁGOA E PERDÃO



Todo mundo sente raiva, independente de qualquer outro fator. Uma discussão, uma mentira, uma traição ou simplesmente uma “palavra torta”. Os motivos podem ser os mais diversos e a raiva se faz notar. Trata-se de uma condição natural do ser humano, como a fome, o sono ou as necessidades fisiológicas.

“(...) Em sua origem, o homem tem somente instintos. Um pouco mais avançado, passa a ter sensações. Instruído e depurado, tem sentimentos. Mas, na hora da raiva, vai tudo por água abaixo e são os instintos que falam mais alto.” O Livro dos Espíritos (Allan Kardec).

Mas não é somente a cabeça que vai a mil por hora e sente o peso da raiva. O organismo, muitas vezes, paga um preço alto. A raiva causa sensação de stress, cujo maior problema é afetar a parte hormonal. O stress pode alterar os níveis do funcionamento da glândula suprarrenal, podendo aumentar ou reduzir os níveis de cortisol – que é um dos hormônios responsáveis pelas respostas orgânicas frente às situações estressantes da vida.

 Ao sentir raiva, o ser humano pode aumentar muito a produção do cortisol, gerando o que chamamos estresse agudo. Esse hormônio desencadeará processo de luta e fuga, produzirá no organismo reações que levarão ao aumento do trabalho cardíaco, tensão muscular, aumento da glicemia por mobilização dos açúcares do fígado, reações necessárias para uma situação aguda!

O problema é que tal situação, que deveria inicialmente ser aguda e depois retornar à normalidade, se repete muitas vezes, levando à exaustão da glândula. Essa fadiga é capaz de gerar uma série de problemas orgânicos, como o aumento da pressão arterial – colocando em risco o coração, o desgaste dos hormônios sexuais – que pode levar à menopausa ou andropausa precoce, além de uma disfunção no metabolismo do açúcar, podendo desencadear o diabetes.

A glândula passa a funcionar pouquíssimo e o paciente passa a não ter forças para reagir frente à vida. Nesses casos, a depressão é uma das doenças mais comuns. A psicossomática, inclusive, ensina que a depressão é basicamente uma raiva acumulada, que causou reações orgânicas e bioquímicas. Cultivada, essa raiva se transforma em rancor, em ódio e os comprometimentos orgânicos, então, tendem a piorar.

Nossos amigos gregos já atribuíam a melancolia ao mau funcionamento do fígado, daí a origem da palavra: “melano”, que significa negra, e “colia”, que significa bile (fluido produzido pelo fígado). Essa hipótese levantada pelos gregos vai justamente ao encontro da medicina chinesa e sua teoria dos cinco elementos (madeira, fogo, terra, metal e água), que estão ligados aos órgãos do corpo.

De acordo com os chineses, a energia do fígado se relaciona com a raiva e o rancor, e as emoções se tornam um fator de desequilíbrio para os órgãos quando permanecem intensas por um longo tempo.

Dessa forma, será possível aliviar sintomas e até mesmo eliminar muitas doenças crônicas ocasionadas por essas mágoas, e raivas que permanecem guardadas. Quando perdoamos, recuperamos as rédeas de nossa própria vida, o poder de viver e o direito de ser Feliz!

Do Livro Saúde mais Saudável – Dr. Rubens Cascapera.
Para saber mais, acesse: http://goo.gl/P8h0NV