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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

RAIVA, MÁGOA E PERDÃO



Todo mundo sente raiva, independente de qualquer outro fator. Uma discussão, uma mentira, uma traição ou simplesmente uma “palavra torta”. Os motivos podem ser os mais diversos e a raiva se faz notar. Trata-se de uma condição natural do ser humano, como a fome, o sono ou as necessidades fisiológicas.

“(...) Em sua origem, o homem tem somente instintos. Um pouco mais avançado, passa a ter sensações. Instruído e depurado, tem sentimentos. Mas, na hora da raiva, vai tudo por água abaixo e são os instintos que falam mais alto.” O Livro dos Espíritos (Allan Kardec).

Mas não é somente a cabeça que vai a mil por hora e sente o peso da raiva. O organismo, muitas vezes, paga um preço alto. A raiva causa sensação de stress, cujo maior problema é afetar a parte hormonal. O stress pode alterar os níveis do funcionamento da glândula suprarrenal, podendo aumentar ou reduzir os níveis de cortisol – que é um dos hormônios responsáveis pelas respostas orgânicas frente às situações estressantes da vida.

 Ao sentir raiva, o ser humano pode aumentar muito a produção do cortisol, gerando o que chamamos estresse agudo. Esse hormônio desencadeará processo de luta e fuga, produzirá no organismo reações que levarão ao aumento do trabalho cardíaco, tensão muscular, aumento da glicemia por mobilização dos açúcares do fígado, reações necessárias para uma situação aguda!

O problema é que tal situação, que deveria inicialmente ser aguda e depois retornar à normalidade, se repete muitas vezes, levando à exaustão da glândula. Essa fadiga é capaz de gerar uma série de problemas orgânicos, como o aumento da pressão arterial – colocando em risco o coração, o desgaste dos hormônios sexuais – que pode levar à menopausa ou andropausa precoce, além de uma disfunção no metabolismo do açúcar, podendo desencadear o diabetes.

A glândula passa a funcionar pouquíssimo e o paciente passa a não ter forças para reagir frente à vida. Nesses casos, a depressão é uma das doenças mais comuns. A psicossomática, inclusive, ensina que a depressão é basicamente uma raiva acumulada, que causou reações orgânicas e bioquímicas. Cultivada, essa raiva se transforma em rancor, em ódio e os comprometimentos orgânicos, então, tendem a piorar.

Nossos amigos gregos já atribuíam a melancolia ao mau funcionamento do fígado, daí a origem da palavra: “melano”, que significa negra, e “colia”, que significa bile (fluido produzido pelo fígado). Essa hipótese levantada pelos gregos vai justamente ao encontro da medicina chinesa e sua teoria dos cinco elementos (madeira, fogo, terra, metal e água), que estão ligados aos órgãos do corpo. De acordo com os chineses, a energia do fígado se relaciona com a raiva e o rancor, e as emoções se tornam um fator de desequilíbrio para os órgãos quando permanecem intensas por um longo tempo.

Dessa forma, será possível aliviar sintomas e até mesmo eliminar muitas doenças crônicas ocasionadas por essas mágoas, e raivas que permanecem guardadas. Quando perdoamos, recuperamos as rédeas de nossa própria vida, o poder de viver e o direito de ser Feliz!

Do Livro Saúde mais Saudável – Dr. Rubens Cascapera.
Para saber mais, acesse: http://goo.gl/P8h0NV


Um comentário:

  1. Excelente artigo.. Ha muito se fala que todas as doenças são ocasionadas por nossa mente ,sensações, sentimentos q nutrimos muitas vezes acabam por prejudicar nosso organismo. Ai está a prova cientifica.

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