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terça-feira, 29 de setembro de 2015

ENQUANTO HOUVER CRIANÇAS - DIVALDO FRANCO





























Nada obstante o aluvião de fatos agressivos e perversos, quase nos acostumando com a violência que domina a Terra, há pouco mais de duas semanas fomos surpreendidos com mais uma página de dor que comoveu o mundo e tornou-se um símbolo da imensa tragédia dos refugiados da Líbia e de outros países, buscando amparo na Europa. Foi o encontro do cadáver do pequenino Aylan Kundi, de apenas três anos, numa praia da cidade de Bodrum, na Turquia. A postura em que se encontrava dava a impressão de estar levemente adormecido com parte do rosto semienterrada na areia. Havia sido vítima de um naufrágio no qual, além dele, desencarnaram um irmãozinho e a genitora.
A fotografia do militar carregando-o após o encontro é significativa e atesta que, no coração do ser humano, apesar de todas as aflições desta hora difícil, permanece viva a chama do amor.
Aquele pequeno e frágil ser, cuja existência foi arrebatada pela loucura que tomou conta da Terra, na forma de uma guerra vergonhosa, como se todas não o fossem, em que os interesses de algumas nações poderosas do Ocidente estão em jogo, comoveu o mundo, e demo-nos conta que somente com o retorno à solidariedade e ao respeito aos direitos alheios, lograremos viver em paz. Diversos países europeus que enriqueceram com a escravidão negra, com os tesouros da África sofrida e das Cruzadas vergonhosas contra o Oriente, estão sendo convidados a devolver o furto e o roubo, a resgatar atitudes impiedosas e os crimes desalmados dos colonizadores que destruíram vidas, comunidades e impuseram os seus costumes e crenças; recebem agora as vítimas do seu cruel domínio no passado.
São centenas de milhares e talvez milhões, que ora se voltam para as terras da esperança, conduzindo os males e horrores que os assinalam e irão gerar problemas imprevisíveis no porvir. No entanto, enquanto houver crianças, como assinala o poeta indiano Rabindranath Tagore, temos a certeza de que Deus ainda está de bem com a humanidade.

Artigo de Divaldo Franco publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 24/09/2015.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O 1º MOVIMENTO VOCÊ E A PAZ DE SÃO PAULO FOI MARAVILHOSO




Neste sábado, 26 de setembro DE 2015, ocorreu o 1º Movimento Você e a Paz da cidade de São Paulo. O evento, que foi promovido pela Associação de Desenvolvimento Espiritual Reencontro, teve lugar no Parque Sabesp "Jornalista Fiori Gigliotti", na Mooca, zona leste da capital, e contou com a presença de milhares de pessoas.

O Movimento Você e a Paz é uma atividade sem caráter religioso ou político, idealizado e criado por Divaldo Pereira Franco e mobilizado pelo ideal de uma vivência pacífica entre as criaturas humanas. Foi iniciado em 1998, em Salvador/BA, e hoje já se encontra em mais de 200 cidades brasileiras e 15 países, de diferentes continentes.




A partir das 14 horas, foram realizadas diversas atividades com as crianças, como piscina de bolinhas, cama elástica, pintura artística facial, desenhos para colorir e outros. Às 16 horas, apresentaram-se a Fanfarra infantil da obra social "Dom Bosco", de Itaquera, o grupo folclórico indígena e a Orquestra de Cordas Laetare, com a regência de Muriel Waldman.

A cerimônia foi oficialmente aberta às 17 horas, com a execução do Hino Nacional Brasileiro pela Banda da Polícia Militar de São Paulo e, na sequência, balões brancos, representando a paz, foram soltos por todos os presentes, compondo um belo espetáculo de formas e movimentos no céu do parque. Vale ressaltar que esses balões eram de material biodegradável, não prejudicando, portanto, o meio-ambiente.






O ator e diretor de teatro, Odilon Wagner, na condição de mestre de cerimônia do evento, convidou a Senhora Lu Alckmin, representando o Excelentíssimo Governador do Estado de São Paulo, o Senhor Geraldo Alckmin, a subir ao palco. Juntaram-se a ela os palestrantes e líderes religiosos Alexandre Caldini, representando o Espiritismo, Heródoto Barbeiro, representando o Budismo, Sheikh Jihad Hassan Hammadeh, representando o Islamismo, Cônego José Bizon, representando o Catolicismo, e o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco, idealizador e criador do Movimento Você e a Paz.

Convidado à palavra, Jonas Pinheiro, presidente do "Reencontro", falou de sua imensa alegria pela realização desse movimento na capital paulista e agradeceu, comovido, às centenas de voluntários, parceiros, apoiadores e patrocinadores do evento. Jonas falou também da inauguração do monumento "Você e a Paz" na praça do Parque Sabesp e da "Cápsula do Tempo", uma urna na qual serão depositadas mensagens e compromissos de paz e que somente será aberta no ano 2045.

Na sequência, foram entregues os troféus "Você e a Paz" pelas mãos de Divaldo Franco a diversas instituições, empresas e pessoas contempladas nas categorias "Instituições Que Realizam a Paz", "Empresas Que Viabilizam a Paz" e "Personalidades Que Se Doam".




Para falar sobre a paz, foi chamado à tribuna o Cônego José Bizon, representante do Catolicismo, que evocou as palavras do salmo 133 para iniciar sua mensagem: "Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união." Ele destacou que é necessário que haja paz na Terra, mas que isso deve começar no íntimo de cada ser humano. Afirmando que a paz é uma proposta perfeitamente viável, esclareceu que ela surge a partir da justiça bem realizada na sociedade.

Após, Alexandre Caldini, representante do Espiritismo, propôs que a paz deve começar no cadinho do lar, onde os desafios da convivência familiar nos exigem enormes cotas de renúncia, equilíbrio, reflexão, tolerância e diálogo. Foi também recordada a admoestação de Jesus "vigiai e orai", a fim de que cuidemos especialmente de nossos pensamentos, fonte geradora de todo bem e de todo mal. Caldini falou do perdão e da gentileza como recursos fomentadores da paz interior.

Então, foi a vez do Sheikh Jihad Hassan Hammadeh, representante do Islamismo, apresentar a sua mensagem sobre a paz. A sua saudação inicial foi recomendando a paz de Deus a todos. Conforme esclareceu, o Islamismo prega que um dos atributos da divindade é a própria paz e que todo devoto de Deus deve, portanto, buscar viver retamente, cumprindo com os seus deveres, respeitando o seu próximo, sendo profundamente correto e justo. Concluiu suas reflexões afirmando que a paz é o fruto que se colhe da longa semeadura e do cultivo da justiça entre os homens.




Na sequência, Heródoto Barbeiro, representante do Budismo, falou sobre a proposta do príncipe Sidarta Gautama, o Buda, a respeito da paz. O Budismo, segundo ele, é a religião da prática e tem como um de seus princípios fundamentais "ahimsa", isto é, a não-violência, ou, a paz. Para alcançar-se a paz, seria necessário trilhar o denominado caminho do meio, que quer dizer o caminho do equilíbrio. A meditação, a viagem interior, a busca da espiritualidade verdadeira seriam meios indispensáveis para a conquista da autoiluminação e, por via de consequência, da paz interior.

Para o encerramento desse evento, o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco foi convidado à palavra. Ele iniciou sua mensagem discorrendo sobre o "Manifesto 2000", proposto pela UNESCO. 

No ano 2000, aquela organização internacional elaborou um estudo profundo com especialistas a respeito de como poderia ser alcançada a paz no mundo. A conclusão foi a de que esse desiderato poderia ser conquistado sem grandes dificuldades, desde que os governos de todas as nações comprometessem-se a seguir os itens incluídos no manifesto. Curiosamente, todos os seus itens, de alguma forma, derivavam de ensinamentos ou recomendações das diversas religiões do planeta, versando sobre a ternura, a afetividade, o amor, a compreensão, a tolerância. Os seis itens seriam: preservar a paz, onde quer que ela se encontre; rejeitar a violência; ser generoso e tolerante; procurar ouvir para compreender; respeitar a natureza; e, finalmente, redescobrir a solidariedade. Divaldo recordou também que no mesmo ano 2000, na cidade de Nova Iorque, nos EUA, foi realizado o Primeiro Encontro Mundial de Líderes Religiosos, promovido pela Organização das Nações Unidas. 

Esse encontro contou com a participação de mais de mil líderes das principais religiões do globo, que ali discutiram os mais graves problemas da Humanidade, como a violência, a miséria, as guerras, o meio-ambiente, compondo-se, ao final, uma declaração mundial de paz, com os principais itens e recomendações desse conclave, que foi destinada aos governos de todos os países, a fim de que seguissem tais sugestões como medida de promoção da paz na Terra.




Para a compreensão da questão da violência, nas suas variadas expressões, Divaldo fez uma análise antropossociopsicológica da criatura humana, fundamentado nos estudos do psicólogo americano Dr. John B. Watson, que concluiu que as três primeiras emoções sentidas e desenvolvidas pelo homem foram, nesta ordem, o medo, a ira e o amor. Nesse sentido, apenas mais recentemente teríamos começado a experimentar, a sentir e a desenvolver o amor, sendo-nos mais comuns as manifestações do medo e da ira, esta última desdobrada em ódio, raiva, rancor, agressividade, violência.

O médium espírita também apresentou uma narrativa sobre o holocausto contida nos livros "Perdão Radical", de autoria de Brian Zahnd, e "Os Girassóis", de Simon Wiesenthal, para falar sobre o perdão radical como um grande passo para a conquista da paz interior, esclarecendo que o perdão nada tem a ver com o esquecimento da ofensa, mas sim com a atitude positiva de não revidar o mal com outro mal. Divaldo explicou que o perdão das faltas alheias pode mais facilmente ser logrado se o ser humano atender ao apelo terapêutico de Jesus, quando anunciou que deveríamos amar ao próximo como a si mesmo. O autoamor conduz o indivíduo à compreensão de suas próprias limitações, de sua fragilidade e de seu potencial evolutivo, tornando-o mais tolerante e paciente consigo mesmo, e como consequência disso, o auto-perdão lhe surgiria mais naturalmente. E, ao reconhecer que é um ser humano frágil e com profundos conflitos e dificuldades de superação de sua inferioridade moral, passaria a olhar o seu próximo com um olhar mais tolerante também, mais amoroso, facultando-lhe isso o exercício do perdão aos outros com maior facilidade.




Concluindo a sua mensagem, Divaldo afirmou que a origem de todos os tipos de crise que o planeta está vivendo é a crise ético-moral dos seres humanos e que, por essa razão, é indispensável que promovamos a educação moral de nós mesmos, nas bases propostas no Evangelho de Jesus, a fim de que possamos vencer as nossas más paixões e pacificar o nosso mundo interior, dulcificando a alma e vivendo em paz, servindo e amando a todas as criaturas.

Com a declamação dos lindos e profundos versos do Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, o 1o. Movimento Você e a Paz de São Paulo foi encerrado em clima de emoção , alegria e , claro, muita paz nos corações, deixando a certeza de que um mundo melhor e pacífico é possível e começa dentro de cada um de nós.

Num grande coro de mais de 2000 vozes, a música tema do Movimento , "Paz pela Paz", de Nando Cordel, ecoou pelo parque, enviando a mensagem de paz de São Paulo para o mundo.


Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Jorge Moehlecke

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

EXEMPLO DA ÁRVORE - CHICO XAVIER


O Exemplo da Árvore - Chico Xavier



Dizem que quando a primeira árvore apareceu na Terra, trazia do Pai Celestial a recomendação de alimentar o homem e auxiliá-lo, em nome do Céu, por todos os meios que lhe fosse possível. 

Resolvida a cumprir a ordenação do Senhor, certo dia foi visitada por um ladrão, perseguido pela Justiça. Ele sentia fome e, por isso, furtou-lhe vários frutos. Em seguida, decepou-lhe muitos galhos, deles fazendo macia cama para descansar e refazer-se.

A árvore não se agastou com o assalto. Parecia satisfeita em ajudá-lo e até se mostrava interessada em adormecê-lo, agitando harmoniosamente as folhas, tangidas pelo vento. Erguendo-se, fortalecido, o pobre homem ouviu o ruído dos acusadores que o buscavam e, angustiado, sem saber que rumo tomar na várzea deserta, notou que o nobre vegetal, em silêncio, como que o convidava a asilar-se em seus ramos. Imediatamente, a maneira de um menino, o infeliz escalou o tronco e escondeu-se na copa farta. 

Os guardas vieram e, desistindo de encontrá-lo em razão da busca infrutífera, retiraram-se para lugarejo distante. Foi então que o desventurado desceu para o solo, impressionado e comovido, reparando que se achava a frente de humilde mensageira do Céu.
Roubara-lhe os frutos e mutilara-lhe as frondes; entretanto, oferecera-lhe, ainda, seguro abrigo.

O homem infeliz começou a meditar no exemplo da árvore venerável, incumbida por Deus de cooperar na distribuição do alimento de cada dia na Terra, e, nela reconhecendo verdadeira emissária do Céu, que lhe saciara a fome e lhe dispensara maternal proteção, abandonou o mal em que se havia mergulhado e passou a ser outro homem.

XAVIER, Francisco Cândido. Pai Nosso. Pelo Espírito Meimei. FEB.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

DIVALDO FRANCO RESPONDE: qual é o motivo das mortes prematuras?



O ciclo natural da vida é que os pais morram antes dos filhos. Quando se dá o inverso e os filhos morrem primeiro, existe muita dor, muito sofrimento, tanto para os pais como para os demais familiares. Nesse contexto, qual é a razão de crianças, em tão tenra idade, desenvolverem doenças graves como a AIDS e o câncer?

Divaldo Franco:

Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, faz uma bela abordagem sobre as mortes prematuras. Essas desencarnações prematuras estão dentro da ficha evolutiva, não somente daqueles que devem retornar, que vêm à Terra apressadamente para cumprir um período que lhes ficou faltando em experiências anteriores, como também para propiciar àqueles que os amam, a oportunidade da reflexão.

A vida, examinada do plano físico para o mundo espiritual, é feita de incógnitas, mas no sentido inverso, do plano espiritual para o físico, é muito diferente. Sem dúvida, a morte sob qualquer aspecto considerado é uma grande ceifadora de alegria. Freud assevera no seu notável livro Melancolia, quando estuda o capítulo sobre o luto, que a morte é tão perversa que o indivíduo passa por um período de abatimento, de quase depressão, que dura invariavelmente até quatro semanas, no entanto, quando por acaso prolonga-se por mais tempo, transforma-se em transtorno depressivo.

Do ponto de vista espírita, é uma provação. Provação para os pais, não para a criança. O Espírito no corpo infantil liberta-se, e, ao libertar-se do antigo débito, prossegue em evolução, em melhores condições. No entanto, para quem fica, a dor, a frustração, constituem testemunhos muito sérios, que devem levar a profundas reflexões a respeito dos nossos limites e da imortalidade, da sabedoria de Deus.

Nessa provação, que muitas vezes tem o caráter expiatório, porque os genitores não conseguem superá-la com facilidade, o indivíduo deve voltar-se para os porquês e buscar em Deus a única solução, aliviando a dor com a certeza do reencontro no futuro.

Cumprida a provação, o Espírito retorna para continuar o processo da afetividade, renascendo no mesmo reduto doméstico ou através de outros corpos e acercando-se do antigo lar, prolongando a convivência, que momentaneamente ficou interrompida.

Do livro Divaldo Franco Responde Volume 1.
Para mais informações, acesse: http://goo.gl/GLDGTD



terça-feira, 15 de setembro de 2015

MENSAGEM DO ESPÍRITO BEZERRA DE MENEZES POR JOSÉ CARLOS DE LUCCA


Filhos do coração:

Muitos esperam pela vinda do Cristo, a fim de que uma nova era de paz se estabeleça na face da Terra. Mas eu vos asseguro que, desde há muito, o Cristo espera por um espaço em nossa vida para estar entre os homens através de nós mesmos. Não apenas o Cristo em espírito mas o Cristo espiritualizado em nós. 


Ele já está na Terra, ao lado de cada criatura, à espera de que lhe abramos o coração na vivência do amor e da fraternidade com a humanidade terrestre. Todos somos irmãos do Cristo, independentemente de credo, raça ou cidadania.

A criança sem lar, refugiada de guerra, a criança faminta e abandonada na porta de nossa casa, é também nossa irmã querida, tal qual a criança que abrigamos em nosso lar, cercada de todo o afeto e cuidado. Nosso coração é convidado a se expandir um pouco mais, ir além dos nossos próprios interesses, ir além dos círculos de nossa família biológica e se aproximar da nossa família humana. 


Jesus quer mostrar sua face de amor através do nossos gestos. Jesus quer vir, ainda hoje, e espera por nossos braços caridosos, por nosso olhar amigo, por nossa palavra doce e por nossa coragem de amar!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

SÃO PAULO RECEBE PELA PRIMEIRA VEZ O MOVIMENTO VOCÊ E A PAZ



 Movimento Você e a Paz, na cidade de São Paulo, SP, acontecerá, no dia 26 de setembro, sábado, no Parque Sabesp Mooca Radialista Fiori Gigliotti, na Av Paes de Barros 2107.
A proposta é colaborarmos juntos  para uma humanidade mais pacífica e proporcionarmos o cultivo da paz interior nos indivíduos

O Movimento Você e a Paz é uma atividade sem caráter religioso ou político, idealizado por Divaldo Pereira Franco e mobilizado pelo ideal de uma vivência pacífica entre as criaturas humanas, buscando levar os indivíduos a uma reflexão profunda quanto à necessidade de renovação dos sentimentos e mudança de comportamento, a fim de superarmos a atual conjuntura de violência e agressividade em que nos encontramos.

Iniciado em 1998 em Salvador, na Bahia, hoje o movimento é promovido em mais de 20 cidades brasileiras e 60 países, como Venezuela, Honduras, África do Sul, Espanha, França, Inglaterra, Israel, China, entre outros. Inclusive, foi lançado na sede da ONU, em Nova Iorque, em abril de 2013 e, em seguida, em Miami.


Informações: 11 2028-5222