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segunda-feira, 19 de junho de 2017

SURPRESAS DA EXISTÊNCIA - DIVALDO FRANCO


Na cidade de Évora, em Portugal, os franciscanos do passado, desejando encontrar um método eficaz para fixar-se nos postulados da imortalidade da alma, construíram uma capela com ossos humanos, especialmente de pessoas que se encontravam sepultadas em volta das igrejas.
Com as alterações naturais do tempo, o recinto que era dedicado a orações, meditação e profundas reflexões, transformou-se em lugar de turismo.
À entrada encontra-se uma frase muito peculiar: Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos.
Surpreendentemente é uma grande verdade e deveríamos, com certa frequência, pensar na realidade que somos: espíritos imortais!
Observamos que a maioria das criaturas humanas, mesmo aquelas que se vinculam a doutrinas religiosas, vivem como se a sua fosse uma existência eterna, fadada ao prazer e às comodidades, como privilégios que merecem.
Para que sejam alcançadas essas metas frívolas dos gozos ligeiros, entregam-se, não poucas vezes, a comportamentos lamentáveis, distantes de todo e qualquer conceito ético-moral, de respeito a si mesmo, à sociedade, à vida.
Enriquecer, adquirir prestígio social e fama, aumentar o orgulho e a ostentação, zombar do bom senso e das condutas retas, parecem constituir objetivos que devem ser alcançados a qualquer custo.
Os desatinos morais e os crimes de toda ordem predominam em nossa cultura, aureolados como normais, tal o cinismo de quem os comete.
Olvidam-se que a morte espreita, e que, a cada momento, todos somos arrancados do mapa existencial, exatamente quando pensamos estar em máxima segurança.
A fatalidade dessas ocorrências nefastas tem afetado o Brasil, numa sucessão de lances dolorosos, nos quais mulheres e homens notáveis, que trabalham e zelam pelo bem, que confiam no destino histórico da nacionalidade, causando impactos terríveis e dores indefiníveis.
Estamos vivendo um desses momentos cruéis com a desencarnação por acidente aéreo do Exmo. Sr. Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dr. Teori Zavascki, cuja existência fez-se caracterizar pela honradez e nobreza de caráter.
Essa tragédia dantesca dá-se num momento muito grave no país, quando S. Exa. deveria prosseguir na tarefa nobre a que se dedicava, trabalhando pela dignidade e justiça contra a corrupção de autoridades insensatas e de outros cidadãos criminosos que se locupletaram nos bens públicos e nos valores que poderiam solucionar os graves problemas do país…
Várias hipóteses têm sido levantadas para esclarecer o infausto acontecimento, no entanto, merece considerarmos que nada impede que se manifeste a Justiça Divina, alcançando-nos a todos, cujos ossos estão sendo esperados por aqueles que edificaram a capela portuguesa.
Divaldo Franco escreve quinta-feira, quinzenalmente.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 26/01/2017
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terça-feira, 13 de junho de 2017

NOVO TEMPO - SONETO DO ESPÍRITO AUTA DE SOUZA POR ADEILSON SALLES







Qual a alegria desse mundo
De tantas dores, magoas e feridas
Almas duelando num pesar profundo
Engastadas entre si, padecentes vidas


Realidade que nos traz o pranto
Numa queda terrível, num abismo
Mas nasce um novo dia, ouço um novo canto
A promessa se cumpriu, chegou o Espiritismo


O Consolador entoa a canção;
Fora da caridade não há salvação
Vem o novo tempo, nasce a nova aurora


Mãos estendidas, corações unidos
Paz e boa vontade, ao homem redimido
É tempo de servir, é a última hora


Auta de Souza (Médium Adeilson Salles)

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segunda-feira, 12 de junho de 2017

AGENDA DE DIVALDO FRANCO- JUNHO 2017





















Acompanhe a agenda do médium e orador espírita Divaldo Franco no mês de junho.
Para ver a agenda doutrinária completa do Centro Espírita Caminho da Redenção - Mansão do Caminho, acesse www.mansaodocaminho.com.br.



segunda-feira, 5 de junho de 2017

DIFICULDADES FINANCEIRAS: POR QUÊ? - MAURÍCIO DE CASTRO


A crise financeira em que o Brasil mergulhou tem levado milhões de pessoas ao desespero. Tem gente que está tendo dificuldades até para pôr o alimento em casa e isso arrasa com o psicológico de mães e pais de família, de estudantes que precisam parar seus cursos, idosos que não conseguem dinheiro suficiente para comprar os medicamentos, pessoas que não possuem o básico para sobreviver com dignidade mesmo não sendo preguiçosas, tendo trabalhado a vida inteira e que, mesmo dispostas ao trabalho, nada conseguem. 

E com isso vem as dívidas inevitáveis que, acrescidas às anteriores, acaba virando bola de neve, muitas vezes levando a um círculo vicioso difícil de sair.

Tenho recebido muitas mensagens no inbox e vários e-mails de pessoas desesperadas, insones, angustiadas, contando suas grandes dificuldades materiais e pedindo que eu lhes indique uma saída.

Os amigos espirituais dizem que esse momento caótico vai passar, que tudo vai se resolver, que nossa economia vai voltar a crescer e que o Brasil entrará novamente no rumo da prosperidade. Mas até lá? O que podemos fazer?

A crise financeira tem causas em crises financeiras de outros países interligados ao nosso e na crise política sem precedentes pela qual passamos. Mas se Deus permitiu que tudo isso acontecesse é porque é para nosso progresso.

Chegou a hora de aprendermos como funcionam as Leis da Prosperidade e colocá-las em prática. A cultura de nosso país tem dois extremos: ou produz o preconceito sobre o dinheiro, demonizando-o e dizendo que não é espiritual, ou valorizando-o excessivamente, o que leva ao materialismo, ao consumismo e ao desperdício. 

Nem um dos dois casos leva a prosperidade. Desvalorizar o dinheiro ou valorizá-lo em excesso mostra que ainda não sabemos lidar com essa energia e é por isso que uma crise dessa nos atinge tão duramente.

Precisamos aprender o que é o dinheiro na essência e como fazer para que seu fluxo abundante venha para nós. Para conseguir o "meio termo" é preciso vencer os preconceitos e começar a estudar as leis da prosperidade. 
Quem as aprende, mesmo diante de uma crise, continua prosperando.

Eu também estou estudando sobre elas, porque, assim como a maioria, passo por revezes financeiros difíceis de lidar. Um tempo estou bem outro estou mal. Estou descobrindo, por meio desse estudo o que é que está causando essa "gangorra" financeira em minha vida.
Se você quiser sair dessa situação, o único caminho é descobrir como a Vida funciona com relação ao dinheiro. Tentar escapar pelos caminhos fáceis da desonestidade, da falta de ética, do roubo, ou viver sonhando com um milagre econômico ou com ganhar na loteria não leva ninguém a lugar nenhum, só a mais fracasso.

Sugiro que você comece a estudar pelo livro "As Leis Dinâmicas da Prosperidade" de Catherine Ponder que é um dos melhores livros sobre o assunto e é também o que estou estudando nesse momento. 

Por pior que você esteja você pode adquirir esse livro ou até lê-lo em PDF pela internet, já que a autora não se importa com isso e até o disponibiliza para ampliar os conhecimentos.

Vamos estudar juntos e fazer da nossa vida uma verdadeira arte de vitória, progresso e sucesso.

Maurício de Castro


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DIVALDO FRANCO NA EUROPA - VALE A PENA AMAR.



Divaldo Franco na Europa

Zurique, Suíça, 04 de junho de 2017
No domingo pela manhã, 04 de junho de 2017, nas instalações do G19 - Stiftung G19 -, em Zürich, na Suíça, teve sequência o seminário com Divaldo Franco, seguindo com o tema Seja Feliz Hoje. 
Este é, sem dúvida, um seminário terapêutico, graças a ampla experiência e o tato psicológico de Divaldo que, com um toque de humor, consegue descontrair, auxiliando o relaxamento, estimulando o bom humor em todos.
O Dr. Juan Danilo Rodríguez, espírita equatoriano, proferindo breves palavras, estabeleceu três itens importantes para a conquista da felicidade: A Paz Interior; O Amor; e O Serviço no bem, que devem ser arquitetados e postos em prática através dos pensamentos e atos, afinal, o mundo que cultivamos é o mundo de nossas ideias. 
As emoções que cada um experimenta são o resultado do percurso realizado por nossas almas ao longo do tempo.
Com maestria, Divaldo Franco iniciou afirmando que Jesus falava de um reino que se encontra dentro das criaturas e, assim, cada qual deverá mergulhar em si mesmo e buscar esse reino que faculta a evolução, o crescimento.
As pessoas O buscavam para a solução dos problemas, sem se darem conta que cada um é o autor dos próprios problemas e que é possível avançar a medida que o indivíduo se ilumina.
Citando os estudos do professor, sociólogo e psiquiatra Mira y Lopez (1896-1964), o dedicado e eficiente orador discorreu sobre os quatro gigantes da alma – medo, ira, e dever, no aspecto negativo, e o amor, de caráter positivo -, e as heranças primitivas, sempre presentes no inconsciente. 
De uma maneira geral, apraz aos indivíduos vivenciar um conflito, um sofrimento, isto é fruto da herança arquetípica, quando o instinto imperava em a criatura humana.
Adentrando-se pelos caminhos da reencarnação, Divaldo explicou que esta é uma oportunidade nova de poder compreender porque a vida apresenta certas situações, construindo a redentora reabilitação diante da vida.
Outro ponto destacado, dando oportunidade a reflexões íntimas, o nobre conferencista discorreu sobre as dificuldades de relacionamentos, onde, muitos, desejam e insistem que o outro se renove, esquecendo-se, porém, que a renovação é pessoal, íntima, intransferível.
Finalizando o profícuo seminário, após dois dias de atividades intensas, o ilustre orador ainda conduziu os presentes em uma visualização terapêutica dirigida, facultando o mergulho, pelo pensamento, nas questões propostas, enriquecendo os presentes com harmonia e paz.
Em gratidão, o público, revigorado pelos excelentes ensinamentos, aplaudiu intensamente o Semeador de Estrelas. 
Após estes dias de intensa convivência fraterna, todos ficaram já pensando no próximo pentecostes, no ano vindouro, ao tempo em que se deliciavam ouvindo a bela música interpretada pelos talentosos Maurício Virgens, barítono, e Flávio Benedito, pianista, sensibilizando as almas ali presentes, despedindo-se, renovando votos de felicidades mútuas.
Em um derradeiro estímulo, Divaldo ainda afirmou: Vale a pena amar.
E, recolhendo-se nas próprias instalações do G19, para refazer-se, o ínclito e amoroso Divaldo Franco foi se preparar para viajar, em 05 de junho, ao próximo destino, a capital da Áustria, Viena. O semeador dedicado, acolhendo o convite do Mestre Nazareno, semeia, semeia...
Texto e fotos: Ênio Medeiros

quinta-feira, 1 de junho de 2017

DIVALDO FRANCO NA EUROPA : PROVAÇÕES DA FÉ


Divaldo Franco na Europa
Roma, Itália, 29 e 30 de maio de 2017
Depois de um profícuo seminário, realizado em dois dias, em Bad Honnef, na Alemanha, Divaldo Franco e aqueles que o acompanham nesta jornada de luzes e de bênçãos, desembarcaram em Roma, na Itália, na tarde de 29 de maio de 2017, sendo recebidos pelos amigos espíritas do GRAK - Gruppo Di Roma Allan Kardec, que os aguardavam no aeroporto, conduzindo-os ao hotel. 
No dia imediato, 30 de maio, terça-feira, Divaldo Franco realizou uma conferência na pequena sede do GRAK, onde se reuniram os participantes dos grupos locais, falando aos corações amigos da seara espírita.
Iniciando a atividade, Divaldo Franco, sempre fidalgo, apresentou aos presentes o seu querido amigo Dr. Juan Danilo Rodríguez, equatoriano de Quito. Dr. Juan destacou as maravilhas que o Espiritismo opera em nossas vidas, e do convite que nos é endereçado, desde antes desta vida, para compartilharmos e vivenciarmos estes conceitos do ser imortal. 
O Espiritismo, bem compreendido e bem vivido, é uma luz que iremos propagar com nossas vivências e conduta cristã, sendo a única doutrina capaz de responder todas as perguntas que temos acerca da vida.
Finalizada a pequena intervenção do Dr. Juan, Divaldo, o semeador da boa nova na atualidade, referindo-se à Roma e à Via Ápia Antiga, uma das principais estradas da antiga Roma, narrou comovente história envolvendo as personagens Lavínia e Hester, esta última vitimada pela paralisia infantil. 
O pai levou-a ao encontro com Jesus, que não a curou, como o mundo espera, ou seja, fazendo-a andar. Porém, mais tarde, após a morte de seu pai, ela iria perceber que apesar de paralítica, sentia-se feliz, levando em consideração que através de Jesus, passou a compreender o sentido da palavra amor.
 Compreendeu que muitos, os que foram curados por Ele, novamente adoeceram gravemente. Hester, no entanto, desperta para a vida, pode auxiliar aos que sofrem, graças à fortuna deixada pelo seu pai, agradecendo à Jesus ter-lhe curado a alma e não o corpo.
Por que será, indagou o ilustre orador, que para amar a Jesus são necessárias algumas provações? Todos temos, afinal, um caminho a percorrer, trazemos as realizações do passado, muitas delas infelizes, que aguardam a devida reparação. Pela reencarnação, cada qual é situado no local apropriado e com as condições a que fez jus.
Divaldo, primando em ser compreendido, facilitando a cada um refletir sobre sua atual condição espiritual, discorreu sobre as quatro estradas psicológicas que levam a criatura humana ao reino de Deus. A da conversão, é a trajetória do apóstolo dos gentios, convertido em Damasco. O converso não se deixa abalar. 
Outro caminho leva na direção da solidariedade, onde o exemplo fidedigno é encontrado na parábola do bom Samaritano. Magistral, como sempre, Divaldo emoldurou as passagens e paisagens de uma forma tão viva, tão real, que dava a impressão de estarmos diante da cena.
A próxima estrada que deve ser percorrida é a do sacrifício, asseverando que mesmo nos dias atuais, o cristão que não se sacrifica é como flor sem perfume, embora possuindo aparência, é somente um adorno. 
E por fim, a do acompanhamento, que figurativamente Divaldo comparou a um doente em recuperação, que não pode ficar só. Assim, estabeleceu um paralelo com aqueles que buscam a Doutrina Espirita, nas sociedades espíritas. Eles necessitam de acompanhamento, de explicações, de paciência.
Destacando a figura do inolvidável Mestre Jesus, Divaldo asseverou que a cruz é como um punhal cravado na terra, e a morte na cruz, de braços abertos, é para afagar as nossas aflições, é a nossa ponte entre a terra e Deus. As quatro estradas do Evangelho devem ser percorridas pelos cristãos. Em qual estrada, afinal, nós estamos? Qual delas já percorremos? Indagou o querido orador, buscando fazer com que cada um dos presentes se questionasse a respeito, evidenciando a importância, em nossas vidas, desta Doutrina que esclarece e consola.
Ao finalizar a atual existência, esclareceu, cada qual deve manter-se confiante, sem temor, pois o Espiritismo é Jesus de volta. Voltemo-nos para este doce amigo e nunca estaremos sós. Traçando uma rota segura, Divaldo incentivou a marchar sem temor, amando e tornando aquela sala em que se encontravam em um templo de amor.
O Espiritismo é o Consolador, não é o Solucionador. Cada um, por sua vez, deve realizar as ações libertadoras, com a certeza da imortalidade redentora. Somos amados, busquemos os benfeitores, sem temores e com confiança diante dos sofrimentos e dos desafios.
Intimamente tocados pelas palavras de orientação e estimulo, os felizes participantes desse encontro de bênçãos, refaziam-se visivelmente. O evento, comparativamente, foi como dar água fresca aos viajores do deserto, todos retornaram, certamente, reabastecidos com o fraterno congraçamento.
Texto e fotos: Ênio Medeiros

quinta-feira, 25 de maio de 2017

SEDE DE DEUS – DIVALDO FRANCO


A ciência e a tecnologia ensejaram-nos conhecer grande parte do Universo e deslumbrar-nos com a Criação. Raramente, porém, ao contemplarmos as belezas e as conquistas do conhecimento, recordamo-nos do Criador e da Sua misericórdia para com todos que fazemos parte da Sua criação.
O fascínio que nos exercem as incontáveis aquisições que nos arrebatam não foram, porém, suficientes para alterar a nossa conduta moral, liberando-nos do egoísmo, da insensatez e da presunção de grandeza que nos atribuímos. Alguns chegamos a crer que tudo isso é fruto da inteligência investigadora e necessitada de respostas para os enigmas que aturdiram as gerações transatas, deixando-nos empolgar pela vaidade que nos faz parecer verdadeiros deuses…
Em consequência, as glórias desveladas não lograram acalmar as ansiedades do coração e as necessidades da mente. Há desvarios e misérias que aumentam à nossa volta e que nos empurram aos abismos de dor e de angústias, tornando a nossa uma sociedade de solitários e atormentados.
Cultivamos os sonhos de beleza e de plenitude, nada obstante, tombamos inermes nos pesadelos da aflição e do desencanto, tornando a nossa uma situação espiritual deplorável. Felizmente, já dispomos de recursos valiosos, senão indispensáveis para a conquista dos valores éticos plenificadores.
Entre os dias 17 e 19 do corrente, em São José dos Pinhais (PR), teve lugar a série de conferências apresentadas pela Federação Espírita do Paraná. Nos imensos salões da Expotrade, em cada dia de atividades reuniram-se mais de 10 mil pessoas ávidas, sedentas de Deus.
Em noite de abertura chuvosa, com trânsito difícil e construção do acesso à cidade da grande Curitiba, o imenso auditório esteve totalmente lotado, embora o ato estivesse sendo transmitido através de rádio, Facebook, televisão e outros veículos da mídia, havendo sido acompanhado por mais de 100 mil pessoas em todo o mundo.
Nos dois dias sucessivos até o domingo, por ocasião do seu encerramento, o público esteve ávido, presente, ora emocionado, ora em sorrisos largos de felicidade, numa gigantesca confraternização entre pessoas de diferentes culturas, cidades e estados, buscando compreender o sentido e significado da vida à luz do Espiritismo.
Livros, periódicos, gravações de conferências foram adquiridos com avidez, na tentativa de aprofundar-se o conhecimento em torno da Vida, da imortalidade do Espírito, das lutas e dores que se devem enfrentar no transcurso da jornada evolutiva.
A parte artística, de excelente qualidade, arrancou aplausos expressivos, sendo esse espetáculo gratuito, facultando a todos a oportunidade de diminuir a sua sede de Deus e encontrar o caminho da plenitude.
Divaldo Franco escreve quinta-feira, quinzenalmente.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 23/03/2017
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terça-feira, 16 de maio de 2017

A TEORIA DA REENCARNAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM A CIÊNCIA?


As investigações sobre reencarnações, no meio universitário, ao que parece, tiveram no Prof. Dr. Hamendras Nat Banerjee, da Universidade de Jaipur, província de Rajastan, na Índia, o pioneiro que abriu novos caminhos às pesquisas subsequentes.

Apesar de as pesquisas nessa área, desenvolvidas por Banerjee, serem bem mais antigas, só a partir de 1954 passaram a ser melhor difundidas e consideradas nos meios universitários ou de investigação. Assim se expressou o Prof. Herculano Pires, do Instituto Paulista de Parapsicologia, 
primeira instituição científica do ramo a surgir no Brasil. A partir daquele ano, estabeleceu, o eminente indiano, uma sistemática rigorosa para documentação dos casos pesquisados.

Vários livros nos quais apresenta o resultado de seus trabalhos foram editados em inglês pela própria universidade, alcançando repercussão internacional. O número de casos que compõem o fichário de suas pesquisas já ultrapassava a 1.000, em 1974.

Uma das dificuldades naturais para que seu trabalho recebesse reconhecimento internacional esteve sempre ligada à nacionalidade indiana. Como a Índia é composta por uma população de caráter predominantemente reencarnacionista, e seu povo considerado místico, no sentido pejorativo do 
termo, ocorre, automaticamente, um preconceito científico por parte de outros grupos pertencentes a diferentes etnias.

Considerando essa situação adversa, Banerjee passou a tomar extrema cautela, por vezes excessiva, quanto às suas conclusões, quando havia oportunidade de definir a reencarnação como um fenômeno comprovado cientificamente.


Em função da tendência preconceituosa, com relação à Índia e aos indianos, sustentou sempre uma posição científica rigorosa e cautelosa, embora, em determinadas ocasiões, deixasse escapar sua tendência em, filosoficamente, admitir a reencarnação como uma hipótese lógica.


Apesar de citarmos Banerjee como pioneiro, referimonos apenas à atualidade. Não estaríamos sendo justos omitindo o trabalho vanguardeiro desenvolvido pelo Diretor do Instituto Politécnico de Paris, Cel. e Prof. Albert De Rochas, que, em 1924, lançava o livro As vidas sucessivas. Sua obra foi 
apresentada pelos editores Chacorcan Frères e Dr. J. Bjorkem, que publicaram o seu livro Hypnostika Hallucinatioverna, em Estocolmo, Suécia, em 1943.

Na Inglaterra, embora não tenha ocorrido no meio universitário, o livro This Egiptian Miracle, do Dr. F. H. Wood, provocou grande interesse, ao apresentar o caso de Rosemary, médium espontânea que falava egípcio faraônico e se recordava de uma vida longínqua. 


Ainda na Inglaterra, deveríamos citar a obra Reencarnação e Psiquiatria, escrita pelo Dr. Alexander Cânon, médico da corte britânica.
As pesquisas por hipnose, de maior vulto, tiveram como pioneiro o Dr. Albert De Rochas. A técnica utilizada por este pesquisador foi posteriormente desenvolvida na Universidade de Moscou pelo Dr. Raikov.

A expressão “Reencarnações Sugestivas” é típica dos trabalhos de Raikov, que chegou a obter conclusões muito semelhantes ao seu colega norte-americano, Professor Dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, o qual executou, com surpreendente desenvoltura, diversos trabalhos de pesquisa.


Este professor, além de tornar-se catedrático em psiquiatria e neurologia, desenvolveu importantes estudos de parapsicologia na Faculdade de Medicina daquela universidade.


De autoria do Dr. Stevenson, o livro Twenty Cases Sugestive of Reencarnation, que foi traduzido para o português com o título correspondente a 20 Casos Sugestivos de Reencarnação, apresenta uma investigação detalhada de duas dezenas de casos escolhidos do seu arquivo universitário que, na época, já continha 600 casos. 

Posteriormente, ampliou-se para mais de 2.000 casos devidamente documentados. Banerjee e Stevenson não seguem o método de Albert De Rochas, que optou pela regressão de memória em seus 
pacientes utilizando técnicas hipnóticas. Tanto o investigador norte-americano como o indiano preferem o exame dos relatos espontâneos de lembranças de vidas anteriores reveladas por crianças.

Conforme esses dois cientistas, os casos espontâneos têm a vantagem da naturalidade, enquanto o processo de regressão de memória pela hipnose é artificial e o mais criticável pelos adversários das pesquisas que atribuem as informações às fantasias dos inconscientes.


Na realidade, os dois métodos de investigação científica, regressão de memória e recordações espontâneas, são complementares; ambos podendo oferecer resultados positivos 
na comprovação das vidas sucessivas. 
De Rochas, Banerjee e Stevenson atuaram de forma
similar ao optarem pela documentação objetiva das lembranças nos locais, meio social e familiar em que teria vivido a personalidade anterior, que agora aparece como reencarnada.

Essa documentação, resultando em conclusões positivas, é mais significativa quando o reencarnado desconhece peculiaridades do fato lembrado; por exemplo, uma criança que se recorde de uma vida anterior na Estônia, em detalhes, sem jamais ter ouvido falar desse país. 


Da mesma forma, quanto mais estranhos sejam aos familiares atuais do reencarnado 
os locais, as pessoas e os costumes de sua vida anterior, mais expressivas se tornam essas recordações.

Tanto na Universidade de Virgínia, como em Jaipur, os investigadores acrescentam técnicas modernas de comparação tipológica, seja de natureza psicológica, como biofisiológica. Banerjee e Stevenson utilizaram as chamadas fichas tipológicas comparativas nos casos de reencarnações recentes, 
especialmente em meios afins, por exemplo, mesma nação, no mesmo meio familiar ou em famílias que se achavam interligadas por vínculos de amizade. 

Nos casos (raros) de reencarnações de personalidades que deixaram registros históricos, ou mesmo na tradição popular, também foi possível efetuar a mesma técnica.


Stevenson, seguindo tentativas anteriores de Ducasse e Lodge, deu grande relevância aos padrões culturais que podem ser confrontados entre as personalidades, mesmo porque a nova vida é uma continuação natural da anterior, apesar dos reencarnados se encontrarem muitas vezes em

meios sociais diversos do seu passado.

Quando ocorrem demonstrações claras e evidentes de habilidades que o reencarnado não pode ter adquirido na vida atual e que o identificam com a personalidade anterior, são aspectos igualmente computados por Stevenson.


Nos padrões biológicos, valorizam-se sinais de nascimento e os defeitos físicos que podem correlacionar, em princípio, a personalidade atual com a personalidade anterior.

Em diversas oportunidades, há um fator ponderável que é também considerado: o aviso da reencarnação, que por analogia aos conceitos de determinadas religiões, podem ser
rotulados como uma verdadeira “anunciação”. Assim como Maria, mãe de Jesus, teve a “anunciação” do nascimento do seu Filho por um “anjo”.

As anunciações, evidentemente menos significativas que a de Jesus, porém igualmente verdadeiras, quando ocorrem no meio familiar, passam a ser mais um elemento para

investigação no caso em estudo.

Em diversos relatos, o súbito reconhecimento pelo reencarnado de locais em que vivera e de pessoas com as quais convivera, desde que seguidos de outros indícios significativos, foram fatores igualmente considerados pelos investigadores.


Simpatias ou antipatias extremamente acentuadas e sem motivos imediatos entre pessoas, desde que associados a outros dados de recordações espontâneas de vidas pretéritas, podem se constituir em novos elementos de investigação no contexto dos fenômenos apresentados pelos indivíduos

pesquisados.

No Brasil, como em inúmeros países, desenvolvem-se pesquisas bem estruturadas a respeito da reencarnação. As mais conhecidas iniciaram no IBPP – Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas. O IBPP foi dirigido e orientado pelo engenheiro Hernani Guimarães de Andrade, o qual publicou diversas monografias de casos, por ele próprio e sua equipe, detalhadamente investigados. À medida que seus casos se avolumaram, passou das monografias para as obras de maior consistência, sendo a mais expressiva, no gênero, Reencarnação no Brasil, prefaciada pelo conferencista espírita Freitas Nobre, também escritor na área dos fenômenos transcendentais.

Nessa obra, o autor relata oito casos que sugerem reencarnação. Trata-se de um trabalho expresso em linguagem acessível, de forma descritiva e, portanto, facilmente compreensível por qualquer leitor. Apesar da simplicidade, mantém absoluto rigor científico revelando um caráter de seriedade e
autenticidade marcantes.

Os casos narrados em seu livro, além de reais, estão respaldados por exuberante documentação científica coletada dos arquivos do IBPP. Embora sejam pessoas da vida real, os protagonistas foram resguardados por pseudônimos. Os oito casos são dissecados de tal forma nas quase 400 páginas que dificilmente deixam de contentar ao mais exigente leitor, desde que este não seja absolutamente refratário ao estudo e à pesquisa nessa área do conhecimento.


Hipóteses diversas são levantadas pelo autor, tais como memória genética, incorporação mediúnica, fraude deliberada, fraude inconsciente, telepatia, percepção extrassensorial, criptomnésia e outras; concluindo, então, ser a reencarnação a única hipótese que, naqueles casos, responderia a todas as

questões. 

Dr. Hernani, mantendo extremo rigor científico, elabora conclusões, como esta:

Tendo em vista todas as razões expostas na precedente discussão destes casos, somos de opinião que há evidências suficientes para serem enquadrados como fatos que sugerem reencarnação. Salvo possíveis futuras explicações mais abrangentes, a hipótese da reencarnação é a que melhor se aplica, até agora. São inúmeros os pesquisadores, tanto ligados às universidades, como outros situados além dos muros rígidos do academicismo tradicional, que investigam cientificamente a reencarnação e têm concluído de forma favorável à hipótese do renascimento.

Capítulo extraído do livro "A Reencarnação em Xeque" do autor e 
doutor homeopata Ricardo Di Bernardi.

       
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

UMA CONEXÃO DE PAZ - DIVALDO FRANCO


Após atender aos compromissos doutrinários em Paris, enquanto aguardava o carro que o levaria ao hotel, Divaldo Pereira Franco, juntamente com alguns amigos, foi surpreendido com a aproximação de um monge tibetano, que ao avistá-lo na rua, dirigiu-se diretamente a ele, saudando-o com muito entusiasmo, no que foi correspondido. Divaldo perguntou ao monge o motivo da aproximação, este respondeu-lhe que atendia à uma voz interior que o concitava a abraçá-lo, pois é um homem de Deus. Trocaram abraços e saudações. O fato ensejou à Divaldo refletir: Vale a pena amar.
Na manhã de 12 de maio, sexta-feira, Divaldo desembarcou em Dublin, na Irlanda, enfrentando o frio e a chuva que o saudaram para mais um compromisso doutrinário nas dependências do Clayton Hotels. Com o tema: Vida, Desafios e Soluções, Divaldo explanou-o durante três horas para um público jovem de 250 pessoas.
Como normalmente faz, Divaldo embasou a temática acerca da vida, citando filósofos da antiguidade, como Sócrates e Platão, e cientistas da atualidade como o físico austríaco Fritjof Capra, (1939-), aprofundando-se na figura incomparável de Jesus, um vulto inquietador do ponto de vista religioso, filosófico e sociológico. Referindo à uma pergunta que Alan Kardec fez aos Espíritos da codificação sobre o ser mais perfeito que já estivera no planeta, obteve a mais curta resposta contida em O Livro dos Espíritos:Vede Jesus.
Afinal, questionou Divaldo, o que é a felicidade? Respondendo, esclareceu dizendo que o amor é a mais segura entre todas as filosofias para a felicidade. O bom não é ser amado, mas é amar, pois quando amamos, produzimos várias substâncias que nos dão felicidade. Devemos dar à vida um pouco de alegria, bem-viver, estar num estado de felicidade interior. Todo o impossível é possível quando nós queremos.
A Doutrina Espírita nos diz que somos aquilo que fizemos de nós, temos a vida que pensamos. Pense na infelicidade e ficará triste, pense na alegria e vencerás o mundo.
Narrando algumas vivências suas, nosso querido orador trouxe, como sempre, a Doutrina Espírita de forma simples, porém cristalina, mostrando o caminho, à nós outros, que buscamos conhecê-la. É uma doutrina de luz, que a todos concede o esclarecimento e o consolo. Embasado em sua ampla experiência e esforçando-se em trilhar os caminhos de Jesus, Divaldo Franco vem espalhando a alegria de viver, peregrinando ao longo de setenta anos, percorrendo 72 países semeando a palavra e o exemplo cristão.
Viver, concluiu Divaldo, é um desafio para todos nós, e todo desafio nos ajuda á crescer. Se nos amarmos, atingiremos a plenitude, pois Deus é amor. Sejamos felizes hoje, agora, porque o Reino de Deus está dentro do nosso coração.
Divaldo, com seu carinho e ternura, típico das almas que já possuem muitas cicatrizes invisíveis por servirem ao Cristo, foi aplaudido de pé pelo público emocionado.
Texto e fotos: Ênio Medeiros

quarta-feira, 26 de abril de 2017

DE LUCCA: “O MAIOR PASSO DA CURA É RECONHECER-SE ENFERMO”




















Seus livros já venderam mais de um milhão de exemplares e ele já realizou mais de 2.500 palestras focadas em motivação e desenvolvimento do potencial espiritual do ser humano. José Carlos De Lucca é  juiz de direito e estuda, desde muito jovem, temas ligados à espiritualidade.  No último sábado (22), na Comunhão Espírita de Brasília, ele tocou o coração de um público de quase 900 pessoas, de todas as idades, falando sobre a sabedoria do bem viver.
A palestra foi transmitida para 44 países, por meio da TV Comunhão, e foi aberta pelo presidente da Casa, Adilson Mariz de Moraes, que chamou a atenção para o grave problema dos dias atuais, em que os jovens estão tirando a própria vida e muitas pessoas estão buscando consolo na Comunhão. “José Carlos de Lucca nos fortalece nessa caminhada, como pais que somos”, frisou.

Jesus continua oferecendo a proposta de cura profunda, do corpo e da alma



























O conceito de saúde vai além da mera ausência de doença. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS),  só é possível ter saúde quando há completo bem-estar físico, mental e social. Nesse contexto, e segundo De Lucca, todos nós estamos doentes de alguma forma. “O maior passo da cura é reconhecer-se enfermo”.  Ele falou sobre os métodos terapêuticos que Jesus usou, de acordo com cada necessidade.  “A enfermidade é um processo de dentro para fora. Quando invocamos a cura do mestre Jesus, ele pede que nós vivamos o reino da justiça, da paz e do amor”.
José Carlos de Lucca chama a atenção para a abordagem do Cristo, que levantou a questão da verdadeira vontade de ser curado.  “Coisas do inconsciente muitas vezes bloqueiam a cura”, ressaltou, citando um dos milagres de Jesus, relatado nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, quando Cristo pergunta a um paralítico, em Cafarnaum, se ele quer mesmo ser curado, e diz uma de suas mais famosas frases: Levanta-te e anda!
Segundo ele, a gastrite nervosa, a pressão arterial em desequilíbrio, o câncer e tantas outras doenças são mecanismos, muitas vezes, do inconsciente. Adoecer, em alguns casos, chama a atenção de familiares e amigos, que se desdobram em cuidados e carinho ao doente. “A doença é um grito de alerta. Precisamos ser amados pela nossa exuberância, pelo que temos de bom, não pela nossa miséria”, destacou.
De Lucca lembrou a orientação do Doutor Bezerra de Menezes, que no livro Saúde do Espírito, psicografado por André Ruiz, defende o equilíbrio do corpo pela aquisição da verdadeira saúde: a do espírito. “Não podemos querer apenas a cura do corpo”, ressaltou o palestrante.

Uma questão de fé



























A fé, cuja palavra origina-se do latim fide, vem de fidelidade e confiança, e tem a ver com o modo de proceder. Confiar em Deus e olhar para dentro de nós mesmos, segundo De Lucca, é o melhor remédio para esse processo de enfrentamento. Ele chamou a atenção para o fato de que o processo de enfermidade que enfrentamos vem muitas vezes  do armazenamento de sentimentos como ódio, mágoa ou rancor. “Todo pensamento modifica nossa química corporal. Estamos contaminando nosso sangue”, alertou.
Por que e para que estamos doentes? Esse foi um dos questionamentos do orador, que citou William Sheakspeare em sua famosa frase: “Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”.
De Lucca falou sobre a declaração do Dalai Lama, ao ser questionado  sobre a sua saúde ferro: “Não como arroz de ontem”. Ele explicou que precisamos exorcizar nossos demônios para podermos ter uma vida de luz. “A vida quer arroz novo. A cura vem da renovação”, finalizou o palestrante.

Reportagem Waleska Maux. Fotos Rodrigo Ribeiro.

(Matéria publicada em 24/04 no blog "O Mensageiro" da Comunhão Espírita de Brasília)



Mais sobre José Carlos De Lucca:                                  Último Lançamento:

                            
                           

terça-feira, 25 de abril de 2017

AUTO MUTILAÇÃO - "ANALGÉSICO PARA DOR DA ALMA"


Um problema que vem aumentando na última década, e que vem assustando pais e educadores em geral.

O Cutting, ou Automutilação é sem dúvida alguma um transtorno emocional, que necessita tratamento e apoio da família.

Esse transtorno costuma surgir na adolescência e é preciso ser abordado com cuidado, para que um comportamento equivocado, que pode ser curado, não resvale em situações mais dolorosas como o suicídio.

O adolescente que prática a automutilação não quer ser descoberto pelos pais, mas se isso vier a ocorrer, é importante que a família tenha compreensão, e não agrave a situação através de reprimendas inadequadas, e reações alarmantes.

É importante compreender, que o jovem que se auto-mutila está com dificuldades emocionais em lidar com alguma frustração, ou alguma perda.
Pode parecer paradoxal e estranho, mas a mutilação é utilizada como "analgésico" para uma dor que a alma sente.


Os escândalos, ou a repreensão violenta tendem a erguer uma barreira entre os pais e o jovem que se auto-mutila, daí a necessidade de palavras acolhedoras e compreensivas.
Sem dúvida, o tratamento profissional na área da saúde mental é importante para ajudar quem enfrenta essa dificuldade.


A princípio os cortes são feitos em locais do corpo que podem ser escondidos facilmente.
E os sentimentos que deflagram esse processo podem ser: sensação de vazio, angústia, raiva de si mesmo, tristeza com ou sem motivo e até para relaxar são outros motivos apontados. 


Na dimensão espiritual, o jovem aturdido, que pratica o Cutting, é presa fácil de espíritos perturbados e vingativos, que podem incitar o aumento da tristeza, e da perda de autoestima e confiança na vida.
Processos obsessivos graves podem ser deflagrados a partir desse comportamento.


A automutilação pode ser provocada por processo endógeno, ou seja, por dificuldade do espírito encarnado em lidar com seus dramas íntimos, aquilo que ele trouxe de suas vidas passadas.


Ocorre também o processo exógeno, ou seja, a dificuldade do espírito em lidar com o meio onde vive.
A dificuldade na aceitação do seu contexto de vida.


Na maioria dos casos esse processo passa, mas devido ao crescente aumento dos transtornos emocionais nos dias atuais, é preciso que esse problema seja tratado com o cuidado necessário, de maneira holística para que o nosso jovem receba ajuda eficiente.


Presença da família, amor, compreensão e orientação espiritual adequada contribuem definitivamente para que esses dramas sejam vencidos.
Devemos tomar cuidado com o peso das nossas palavras.
Muita Paz!


Adeilson Salles


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