quinta-feira, 20 de agosto de 2015

CURA REAL



...Se a consciência de uma pessoa se desequilibra, o fato se torna visível e palpável na forma de sintomas corporais. Por isso é uma insensatez afirmar que o corpo está doente: só o ser humano pode estar doente; no entanto, esse ‘estar doente’ se mostra no corpo como um sintoma. (Quando uma tragédia é representada no palco, não é o palco que é trágico, mas a peça teatral!). T.Dethlefsen e Rudiger Danlke


Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta. A cura real somente acontece do interior para o exterior, do cerne para a forma transitória.

Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.

Conte a seu médico eu você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.

Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.

Mencione que sofre de enxaqueca, todavia, confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à critica alheia e demasiadamente ansioso.

Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo. Não querem mudar de vida. Procuram a cura do câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.

Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.

Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.

Pedem solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas.

Suplicam auxílio para os problemas da tireóide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legitimas necessidades.

Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado.

Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.

Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.

Toda cura é sempre uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam por dentro. Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição. Quando nos decidiremos?


Do livro O Médico Jesus – José Carlos De Lucca.
Mais informações, acesse: http://goo.gl/FNR9Vb


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

DIVALDO FRANCO RESPONDE: O que faz uma pessoa ter um comportamento homossexual?



Alguns informam que a homossexualidade decorre da genética, outros que é da convivência familiar ou mesmo do ambiente onde a pessoa se desenvolve e outros, ainda, que é uma doença. O que faz uma pessoa ter um comportamento homossexual?

Divaldo Franco:

A Organização Mundial da Saúde tirou do seu código de enfermidades a opção sexual daqueles que têm interesses por indivíduos do mesmo sexo.

Anteriormente, tratava-se de uma questão psiquiátrica, no entanto, em face de estudos profundos realizados pela psicologia do comportamento, constatou-se que se trata de uma opção. A colocação diz respeito ao indivíduo que traz marcas profundas do seu interesse por individuo do mesmo sexo. Então, trata-se de uma tendência que tem origem na vida espiritual.

Para nós, conforme Allan Kardec estabelece na questão número 200 de O Livro dos Espíritos, o Espírito em si mesmo é assexuado. Através da reencarnação, pode vir na polaridade masculina ou na polaridade feminina. Se, por acaso, reencarna na mesma polaridade seguidamente, adquire a psicologia correspondente à sua anatomia. Se, de golpe, renasce na outra polaridade, pode apresentar a organização anatômica de natureza masculina e a psicológica, feminina, ou vice-versa.

Quando nos referimos à opção pessoal, elucidamos que diz respeito ao comportamento sexual. Ser homossexual, amar alguém do mesmo sexo, é um fenômeno completamente normal. No entanto, a opção da conduta sexual, o conúbio com alguém do mesmo sexo, são questões pertinentes ao livre-arbítrio. Mas não consideramos que se trate de uma patologia, nem que signifique um distúrbio de comportamento, ou uma conduta de natureza reprovável.

O uso promíscuo do sexo é o que o torna execrável, em qualquer situação, tanto na homo como na heterossexualidade.


Do livro Divaldo Franco Responde Volume 2.
Mais informações, acesse: http://goo.gl/g5ZzPk


terça-feira, 11 de agosto de 2015

DOADORES DE ÓRGÃOS SENTIRÃO FALTA DELES NA PRÓXIMA ENCARNAÇÃO?



Possuímos um outro corpo, o corpo espiritual, designado por uma série de sinônimos (perispírito, corpo astral, psicossoma, etc.), por todos aqueles que estudam e pesquisam a vida espiritual. E esse corpo, sim, continua existindo e é importante para o espírito.

A ideia da ressurreição dos corpos, admitida por muitas religiões, é que se confunde com o conceito da reencarnação. Para nós, espíritas, a ressurreição é impossível, porque, cientificamente, sabe-se que as moléculas de um corpo reintegradas à terra são decompostas em minerais pelas bactérias e depois absorvidas pelos vegetais. Vegetais servem de alimentos aos animais, que, por sua vez, são consumidos pelos homens. Inúmeras moléculas que fizeram parte integrante de outros homens há milênios podem ser parte de nossa estrutura material hoje. A ressurreição, portanto, é anticientífica e difere completamente do conceito de reencarnação.

A doação de um órgão do nosso corpo físico não compromete a integridade do corpo espiritual nem a sua anatomia. O que pode alterar essa integridade são as posturas de egoísmo, ódio e outras de baixa freqüência energética.

Ao se doar um órgão, efetua-se um ato de solidariedade ao próximo. Atos de solidariedade são atos fraternos, construtivos e harmônicos. A pessoa que assim procede passa a estar em sintonia energética com vibrações luminosas das entidades espirituais superiores. Atos de Amor são atos de elevada freqüência vibratória, portanto, atraem para o indivíduo toda a proteção por ele merecida. Ninguém, por um ato de amor, pode ser “punido” ou prejudicado, ao contrário, atrairá o amor e a simpatia dos outros.

À medida que essas energias são geradas, estabelece-se sobre o corpo espiritual daquele que chega ao mundo extrafísico uma aura luminosa e brilhante que gerará harmonia e felicidade. A natureza, que é sábia, reage sempre favoravelmente em relação àqueles que atuam também em favor do próximo, pois isso igualmente faz parte do contexto da lei natural. Deus é sábio, portanto, sábias são as leis da natureza.


Do livro “A reencarnação em xeque”, de Dr. Ricardo Di Bernardi
Para saber mais, acesse: http://goo.gl/JYrbsq


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

PELO AMOR OU PELA DOR - NAS BENÇÃOS DE CHICO XAVIER



Sempre que podia, Chico visitava uma senhora muito pobre que morava na periferia de Pedro Leopoldo. Era uma mulher viúva que vivia sem situação de absoluta penúria em um casebre, localizado em um local descampado próximo a pequeno riacho.

Para complicar ainda mais a vida dessa pobre mulher, seu filho, agora com idade aproximada de sete anos, nascera cego, surdo, mudo e desprovido dos membros superiores. A presença de Chico naquela choupana representava o único momento em que aquela pessoa infeliz, esquecida do mundo, experimentava um pouco de alegria e reconforto espiritual.

Em suas visitas, Chico sempre levava alimentos e roupas, lia uma página do Evangelho e conversava com a mulher. Compadecido com sua situação de absoluta pobreza, procurava sempre proferir palavras de bom ânimo, enquanto a auxiliava no banho do filho, que aquela desventurada mãe segurava nos braços como se fosse seu tesouro mais precioso.

O garoto se expressava em forma de gemidos e sons guturais incompreensíveis, semelhante a uma algaravia, aquietando-se e sorrindo quando a mãe o beijava e o Chico acariciava seus cabelos.

Chico era uma alma de extrema sensibilidade, fazendo sempre tudo o que podia para amenizar o sofrimento das criaturas. O caso daquela mulher e de seu filho era algo que comovia o querido médium.

Um dia ela chegou ao Centro Luiz Gonzaga com o filho no colo e os olhos marejados de lágrimas. Chico interrompeu o que fazia naquele momento para atender imediatamente aquela desventurada mãe.

-Chico, - disse ela com a voz embargada pela emoção – meu filho está muito mal. Tem gemido nestas últimas noites sem parar e, então, o levei ao médico, que diagnosticou uma enfermidade grave nos ossos de suas pernas. Disse que, para salvar sua vida, terá que amputar as duas pernas.

Chico ouviu em silêncio e, com lágrimas nos olhos, abraçou a mãe e o filho doente. A mulher prosseguiu:
- Meu Deus, o que será do meu filho? Nasceu sem os braços, cego, surdo e mudo. Agora o médico diz que terá que amputar suas pernas! O que devo fazer, Chico?

Abraçado àquelas infelizes criaturas, Chico ouviu a voz de Emmanuel, que dizia:

- Este filho que esta mãe segura nos braços buscou a fuga da vida reiteradas vezes, de forma contumaz em suas últimas existências, por meio do suicídio. Nesta encarnação, pediu que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de cometer o mesmo erro do passado e, por essa razão, reencarnou nessas condições. Todavia, nas últimas semanas, instintivamente tem procurado o rio para se atirar. 

O médico tem razão, infelizmente as pernas do garoto precisarão ser amputadas. Foi um pedido do próprio interessado e de sua mãezinha antes de reencarnarem e, dessa forma, terá que ser cumprido em seu próprio benefício.
Chico se calou abraçando aquela mãezinha e seu filho, e juntos choraram enquanto o médium proferia uma prece em favor daqueles espíritos em dura prova de doloroso resgate.

Ele sempre estava disposto a esquecer seus problemas, suas dores, suas agonias para auxiliar o próximo.

Do livro “Nas Bênçãos de Chico Xavier”, de Antonio Demarchi.
Para saber mais, acesse: http://goo.gl/bLHCTB


         

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

RAIVA, MÁGOA E PERDÃO



Todo mundo sente raiva, independente de qualquer outro fator. Uma discussão, uma mentira, uma traição ou simplesmente uma “palavra torta”. Os motivos podem ser os mais diversos e a raiva se faz notar. Trata-se de uma condição natural do ser humano, como a fome, o sono ou as necessidades fisiológicas.

“(...) Em sua origem, o homem tem somente instintos. Um pouco mais avançado, passa a ter sensações. Instruído e depurado, tem sentimentos. Mas, na hora da raiva, vai tudo por água abaixo e são os instintos que falam mais alto.” O Livro dos Espíritos (Allan Kardec).

Mas não é somente a cabeça que vai a mil por hora e sente o peso da raiva. O organismo, muitas vezes, paga um preço alto. A raiva causa sensação de stress, cujo maior problema é afetar a parte hormonal. O stress pode alterar os níveis do funcionamento da glândula suprarrenal, podendo aumentar ou reduzir os níveis de cortisol – que é um dos hormônios responsáveis pelas respostas orgânicas frente às situações estressantes da vida.

 Ao sentir raiva, o ser humano pode aumentar muito a produção do cortisol, gerando o que chamamos estresse agudo. Esse hormônio desencadeará processo de luta e fuga, produzirá no organismo reações que levarão ao aumento do trabalho cardíaco, tensão muscular, aumento da glicemia por mobilização dos açúcares do fígado, reações necessárias para uma situação aguda!

O problema é que tal situação, que deveria inicialmente ser aguda e depois retornar à normalidade, se repete muitas vezes, levando à exaustão da glândula. Essa fadiga é capaz de gerar uma série de problemas orgânicos, como o aumento da pressão arterial – colocando em risco o coração, o desgaste dos hormônios sexuais – que pode levar à menopausa ou andropausa precoce, além de uma disfunção no metabolismo do açúcar, podendo desencadear o diabetes.

A glândula passa a funcionar pouquíssimo e o paciente passa a não ter forças para reagir frente à vida. Nesses casos, a depressão é uma das doenças mais comuns. A psicossomática, inclusive, ensina que a depressão é basicamente uma raiva acumulada, que causou reações orgânicas e bioquímicas. Cultivada, essa raiva se transforma em rancor, em ódio e os comprometimentos orgânicos, então, tendem a piorar.

Nossos amigos gregos já atribuíam a melancolia ao mau funcionamento do fígado, daí a origem da palavra: “melano”, que significa negra, e “colia”, que significa bile (fluido produzido pelo fígado). Essa hipótese levantada pelos gregos vai justamente ao encontro da medicina chinesa e sua teoria dos cinco elementos (madeira, fogo, terra, metal e água), que estão ligados aos órgãos do corpo.

De acordo com os chineses, a energia do fígado se relaciona com a raiva e o rancor, e as emoções se tornam um fator de desequilíbrio para os órgãos quando permanecem intensas por um longo tempo.

Dessa forma, será possível aliviar sintomas e até mesmo eliminar muitas doenças crônicas ocasionadas por essas mágoas, e raivas que permanecem guardadas. Quando perdoamos, recuperamos as rédeas de nossa própria vida, o poder de viver e o direito de ser Feliz!

Do Livro Saúde mais Saudável – Dr. Rubens Cascapera.
Para saber mais, acesse: http://goo.gl/P8h0NV